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Sem tripulação e com mais de 1.000 toneladas, novo navio de guerra mira operações navais do futuro

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 25/05/2026 às 12:31
Atualizado em 25/05/2026 às 13:27
Navantia UK apresenta navio de guerra não tripulado de 1.000 toneladas para futuras frotas híbridas e missões autônomas.
Navantia UK apresenta navio de guerra não tripulado de 1.000 toneladas para futuras frotas híbridas e missões autônomas.
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Conceito LASV75 foi apresentado pela Navantia UK em Farnborough com casco modular de 75 metros, mais de 1.000 toneladas, operação autônoma e foco em missões de vigilância, escolta, guerra eletrônica e apoio a frotas híbridas.

Navantia UK apresentou o LASV75, conceito de navio de guerra não tripulado de 75 metros e mais de 1.000 toneladas, durante o Evento Naval Combinado, em Farnborough, para apoiar futuras frotas híbridas com autonomia, software e cargas úteis modulares.

Navio de guerra aposta em autonomia e missões sem tripulação

O projeto foi desenvolvido no Reino Unido pela equipe da Navantia sediada em Bristol. A proposta é operar de forma independente ou integrada a grupos navais maiores, ao lado de navios tripulados, escoltas autônomas, drones e outros sistemas não tripulados.

Com casco modular de 246 pés, equivalente a 75 metros, o LASV75 nasce como plataforma sem tripulação desde a concepção. A ausência de acomodações e sistemas de suporte humano libera espaço para sensores, cargas de missão e maior resistência operacional.

A embarcação foi pensada para funções como vigilância, escolta, guerra eletrônica e operações relacionadas a ataques, conforme a configuração escolhida. O modelo exibido mostrou convés de carga configurável, arranjos modulares de sensores e mastros intercambiáveis.

Modularidade busca adaptação rápida no mar

A Navantia UK afirma que persistência, modularidade e escalabilidade orientaram o desenvolvimento do conceito, especialmente para ambientes exigentes, como o Atlântico Norte. Na CNE 2026, Simon Jones, diretor de desenvolvimento de produtos, defendeu uma embarcação desse porte para operações longas em condições marítimas adversas.

A empresa também avalia pacotes de missão em contêineres NavyPOD e interfaces Padrão OTAN, com objetivo de ampliar a interoperabilidade com marinhas aliadas. A arquitetura modular permitiria versões focadas em sensores, sistemas operacionais ou funções mistas.

Essa abordagem busca simplificar a fabricação e acelerar adaptações conforme cada missão. Em vez de depender de uma configuração fixa, o navio de guerra poderia receber diferentes arranjos de carga útil, de acordo com a necessidade operacional.

Conceito acompanha expansão industrial no Reino Unido

O LASV75 aparece em meio à expansão da Navantia UK após a aquisição dos ativos da Harland & Wolff. A empresa trabalha na modernização de quatro estaleiros britânicos, localizados em Appledore, Arnish, Belfast e Methil.

O investimento anunciado é de £157 milhões, voltado a ferramentas digitais de construção naval, automação e infraestrutura de fabricação avançada. A expectativa da companhia é reduzir em até 30% os prazos de projeto e construção de grandes embarcações navais.

A produção inicial dos navios autônomos provavelmente começaria em Appledore, Devon, estaleiro capaz de receber embarcações de até 120 metros, e aumentar a flexibilidade em missões de longa duração.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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