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NASA faz aeronave supersônica silenciosa avançar em feito crucial no Deserto de Mojave, ao atingir 6.096 metros e 740 km/h em novo marco rumo a voos mais rápidos sobre áreas povoadas

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 16/04/2026 às 13:07 Atualizado em 16/04/2026 às 13:12
NASA, X-59, Aeronave
Imagem: NASA
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Em teste no Deserto de Mojave, o X-59 da NASA alcançou 6.096 metros e 740 km/h, reforçando a aposta em voos supersônicos silenciosos sobre terra

O X-59 da NASA concluiu em 3 de abril de 2026 um voo de teste sem decolagem no Deserto de Mojave, na Califórnia, alcançando 6.096 metros e 740 km/h, em um avanço para tornar o voo supersônico silencioso e viável sobre terra.

X-59 avança em teste decisivo

O voo do X-59 marcou passo central na missão Quest, iniciativa da NASA voltada ao desenvolvimento do jato supersônico capaz de reduzir o impacto do estrondo sônico em áreas terrestres.

Durante o teste, a aeronave sobrevoou o Deserto de Mojave com o trem de pouso recolhido. A operação foi conduzida pelo piloto de testes da NASA, Jim “Clue” Less.

A conclusão desse voo reforçou a preparação do X-59 para novas etapas de testes e demonstrações públicas, dentro de uma campanha voltada à validação do seu desempenho aerodinâmico.

Como o jato supersônico foi projetado

O X-59 foi desenvolvido para diminuir o ruído gerado por aeronaves supersônicas tradicionais. Em vez de um estrondo forte, a proposta é produzir apenas um leve baque.

Para isso, o jato supersônico recebeu uma fuselagem longa e um nariz afilado. Esses elementos ajudam a reduzir as ondas de choque associadas às explosões sônicas.

O formato da aeronave foi pensado para minimizar o arrasto e melhorar o desempenho em voo. A estrutura aerdinâmica busca unir velocidade elevada e operação silenciosa.

Esse conjunto de soluções faz do X-59 uma demonstração de como a engenharia aeroespacial está evoluindo para enfrentar limites antigos do transporte aéreo supersônico sobre terra.

Missão Quest quer mudar regras atuais

A missão Quest tem como objetivo provar que voos supersônicos comerciais podem acontecer sem causar incômodo às pessoas em solo. O X-59 é a peça central desse projeto.

Hoje, jatos supersônicos convencionais enfrentam restrições para sobrevoar áreas terrestres por causa do impacto sonoro. Por isso, esse tipo de viagem ficou limitado a rotas intercontinentais ou sobre oceanos.

Com o X-59, a NASA pretende reunir dados sobre a reação humana ao impacto sônico silencioso. Essas informações serão compartilhadas com órgãos reguladores dos Estados Unidos e outros países.

Esses dados poderão embasar uma revisão das regras atuais que proíbem voos supersônicos sobre terra. A proposta é abrir caminho para operações mais rápidas sem o barulho dos modelos tradicionais.

Impacto esperado na aviação comercial

A redução do ruído pode alterar a forma como o transporte aéreo funciona. Ao permitir um voo supersônico mais discreto, o X-59 se aproxima da ideia de viagens mais rápidas em áreas povoadas.

Isso pode reduzir muito o tempo de deslocamento dos passageiros. A expectativa apresentada é tornar possíveis viagens de costa a costa em algumas horas.

Além da velocidade, a missão foi apresentada como uma tentativa de construir um futuro mais sustentável para a aviação, com menor poluição sonora e menos necessidade de desvios longos.

Nesse cenário, o jato supersônico deixaria de depender apenas de rotas oceânicas ou de áreas restritas, ampliando as possibilidades de operação comercial regional.

Próximos testes do X-59

Até 10 de abril de 2026, o X-59 havia completado oito voos de teste. A campanha seguirá com novas avaliações para ampliar o envelope de voo da aeronave.

Esses testes vão medir o desempenho do jato supersônico em diferentes altitudes e velocidades, além de analisar seu manuseio e sua estabilidade durante o voo supersônico.

O próximo passo será o primeiro voo sobre áreas povoadas. Nessa fase, a aeronave deverá demonstrar ao público sua capacidade de operar de forma silenciosa.

Esse momento será importante para recolher feedback, validar o potencial do projeto e fortalecer a proposta da NASA de transformar o transporte aéreo com um modelo mais rápido e mais silecioso.

Com informações de Daily Galaxy.

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Romário Pereira de Carvalho

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