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MPOX volta a acender o alerta no litoral paulista quando Santos confirma dois casos em janeiro e São Paulo chega a 44 registros em 2026, lembrando que um beijo, um abraço ou uma secreção podem mudar o dia de repente

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 22/02/2026 às 14:21 Atualizado em 22/02/2026 às 14:22
mpox em SP: casos de mpox em Santos, sintomas de mpox, contato direto e isolamento imediato na suspeita. Saiba quando se afastar.
mpox em SP: casos de mpox em Santos, sintomas de mpox, contato direto e isolamento imediato na suspeita. Saiba quando se afastar.
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Santos confirmou dois casos e os números de 2026 no Estado ajudam a entender por que a mpox exige atenção mesmo quando há alta médica rápida: ela se transmite por contato direto com pele, feridas e secreções e também por exposição próxima a gotículas respiratórias, sem esperar piorar

De acordo com o portal do G1, a mpox entrou novamente no radar do litoral paulista após Santos confirmar dois casos registrados em janeiro e confirmados em uma sexta-feira (20). Segundo a prefeitura, os pacientes, homens de 25 e 35 anos, apresentaram boa evolução clínica e já receberam alta, enquanto o Estado de São Paulo informou somar 44 registros em 2026 até uma quinta-feira (19).

O ponto central é que mpox não depende de grandes aglomerações para circular: ela pode se espalhar em situações comuns de proximidade, especialmente quando existe contato pele a pele, troca de secreções e convivência prolongada. Entender como a transmissão acontece, quais sinais observar e quando isolar é o que faz diferença para interromper cadeias de contágio.

O que aconteceu em Santos e por que esses dois casos importam

Em Santos, a confirmação de dois casos de mpox envolve dois homens, de 25 e 35 anos, que tiveram evolução considerada boa e receberam alta.

A prefeitura não informou se havia relação entre os pacientes, mas reforçou um ponto decisivo: a transmissão ocorre por contato direto entre pessoas, tanto pela pele quanto por secreções, e também por exposição próxima e prolongada a gotículas e outras secreções respiratórias.

O contraste com o ano anterior ajuda a dimensionar o cenário local. Em 2025, Santos contabilizou apenas dois diagnósticos de mpox em todo o ano; agora, em 2026, já há dois casos registrados em janeiro. Isso não transforma automaticamente o quadro em surto, mas sinaliza por que vigilância, informação clara e cuidados no contato próximo continuam relevantes.

Como a mpox se transmite no dia a dia

A mpox se espalha, principalmente, quando há contato com secreções infectadas das vias respiratórias, com feridas ou bolhas na pele de uma pessoa infectada.

O Ministério da Saúde lista como exemplos de contato: beijos, abraços e relação sexual, além de outras situações em que exista proximidade suficiente para troca de secreções e contato pele a pele. O risco aumenta quando o contato é íntimo, repetido ou prolongado.

Há ainda a possibilidade de transmissão por exposição próxima a gotículas e secreções respiratórias. Isso não significa que qualquer encontro rápido leve ao contágio, mas reforça que a combinação de proximidade, tempo e contato com secreções ou lesões é um ponto crítico.

Outro cuidado recomendado é não compartilhar objetos e itens de uso pessoal, como toalhas e roupas de cama, porque eles podem ter contato com secreções ou com lesões na pele.

Sintomas: o que observar antes e depois das feridas

A mpox pode se manifestar com sinais gerais que muita gente confunde com outras viroses, e isso atrasa a percepção de risco.

Entre os sintomas citados estão dor de cabeça, dor nas costas, dores no corpo, calafrios, febre, cansaço e gânglios inchados, que podem aparecer antes da erupção cutânea. Quando o corpo dá sinais “comuns”, o contexto do contato recente passa a importar muito.

As feridas na pele, descritas como erupções cutâneas, entram como um marcador que chama mais atenção, mas não são o único elemento do quadro.

A presença de gânglios inchados antes das lesões é um detalhe importante, porque ajuda a diferenciar a mpox de outras condições que também causam manchas e febre.

A orientação prática é observar o conjunto: sintomas sistêmicos, sinais na pele e histórico de contato próximo.

Quando o isolamento deixa de ser opção e vira urgência

A recomendação para casos suspeitos é evitar contato próximo com outras pessoas até o desaparecimento dos sintomas.

Na prática, isso significa que, ao surgir uma combinação compatível com mpox (principalmente com feridas ou bolhas na pele), o comportamento mais protetor é reduzir imediatamente a proximidade física, interromper beijos e abraços e evitar qualquer situação de contato pele a pele.

O isolamento imediato não é uma punição; é uma barreira sanitária para proteger família, colegas e parceiros.

Além disso, a orientação inclui não compartilhar objetos pessoais, como toalhas e roupas de cama. Em cenários reais, essa é uma das medidas que mais evitam a transmissão dentro de casa, justamente porque a mpox se aproveita de rotinas comuns: dormir no mesmo espaço, dividir banheiro, usar a mesma toalha ou encostar em lesões sem perceber.

Monitoramento em São Paulo: o que a rede de saúde faz com casos suspeitos

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou monitorar continuamente o cenário epidemiológico da mpox e manter articulação permanente com secretarias municipais e com a rede assistencial.

Em paralelo, os serviços de saúde realizam identificação precoce, notificação e investigação de casos suspeitos, com testagem e acompanhamento clínico.

Esse processo inclui rastreamento e monitoramento de contactantes, conforme protocolos técnicos.

A lógica é interromper a cadeia de transmissão antes que ela se amplifique, o que depende tanto da capacidade do sistema em testar e acompanhar quanto da colaboração das pessoas em relatar sintomas, evitar contato próximo e seguir as orientações de isolamento quando necessário.

Por que “varíola dos macacos” mudou de nome e o que isso muda na percepção

A mpox ficou conhecida por muitos como “varíola dos macacos” porque foi identificada pela primeira vez em colônias de macacos, em 1958.

No entanto, a Sociedade Brasileira de Primatologia ressalta que os macacos não participam da transmissão para seres humanos, que ocorre entre pessoas contaminadas. O tema é relevante porque nomes populares podem induzir a erros de percepção e até a atitudes violentas.

Em 2022, foi estabelecida a mudança de nome para mpox, e a necessidade ficou ainda mais evidente quando ocorreram ataques contra primatas em regiões do Brasil por conta da associação equivocada.

O ponto de saúde pública aqui é direto: culpar animais não protege ninguém e ainda piora a resposta coletiva, porque desvia a atenção do que realmente reduz risco, que é cuidar do contato próximo e reconhecer sintomas.

Sem tratamento específico: qual é o foco do cuidado e como reduzir riscos

Segundo o Ministério da Saúde, não há tratamento específico para a infecção pelo vírus da mpox. A atenção médica se concentra em aliviar dores e demais sintomas e em prevenir sequelas em longo prazo.

Isso reforça por que detectar cedo e reduzir transmissões é tão importante: quando não existe um medicamento “alvo”, o manejo clínico e as medidas de contenção ganham ainda mais peso.

Na rotina, reduzir riscos passa por escolhas simples, especialmente em períodos de sintomas: evitar contato íntimo, não compartilhar objetos pessoais e interromper a proximidade física até a melhora.

Em saúde pública, o detalhe do comportamento cotidiano vira o fator decisivo, porque é nele que a mpox encontra caminho para circular ou para ser bloqueada.

Dois casos confirmados em Santos, com alta e boa evolução, podem parecer um episódio pontual, mas o cenário de 44 registros em 2026 no Estado lembra que a mpox continua exigindo atenção prática: reconhecer sinais como febre e feridas na pele, entender que o contato próximo é o principal vetor e agir rápido com isolamento quando houver suspeita.

Quero te ouvir de um jeito bem direto: se alguém próximo apresentasse feridas na pele e febre, você saberia quais contatos interromper imediatamente na sua rotina (em casa, na escola, no trabalho, no namoro)? E, olhando para o seu círculo social, o que você acha mais difícil de mudar: evitar beijos e abraços quando há sintomas, ou não compartilhar objetos como toalhas e roupa de cama?

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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