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Montadora chinesa mal chegou ao Brasil e já prepara 2ª megafábrica com investimento de R$ 10 bilhões; novo complexo vai produzir carros elétricos e híbridos em estado estratégico escolhido pela empresa.

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 24/06/2026 às 11:06 Atualizado em 24/06/2026 às 11:09
GWM prepara segunda fábrica no Brasil, em Aracruz, para produzir carros elétricos e híbridos dentro de plano de R$ 10 bilhões.
GWM prepara segunda fábrica no Brasil, em Aracruz, para produzir carros elétricos e híbridos dentro de plano de R$ 10 bilhões.
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Expansão industrial da GWM no Brasil ganha novo capítulo com fábrica prevista no Espírito Santo, avanço que amplia a produção nacional de veículos eletrificados e reforça a estratégia da montadora chinesa em um mercado considerado relevante fora da Ásia.

A GWM prepara uma nova etapa de expansão industrial no Brasil, com uma segunda fábrica prevista para Aracruz, no Espírito Santo, em movimento que amplia a presença da montadora chinesa no país.

Prevista para ser anunciada oficialmente na primeira semana de julho, a unidade terá produção nacional de carros elétricos e híbridos, dentro do plano da empresa de fortalecer sua operação fora da Ásia.

O novo complexo deve complementar a fábrica já instalada em Iracemápolis, no interior de São Paulo, onde a marca iniciou sua produção local e estruturou a primeira base industrial nas Américas.

Com a planta capixaba, a companhia passa a desenhar uma atuação menos concentrada em São Paulo e mais voltada à ampliação da capacidade produtiva de veículos eletrificados no Brasil.

Nova fábrica da GWM no Espírito Santo

Em Aracruz, a futura unidade deve assumir papel relevante na produção da família ORA 5 e de outros veículos eletrificados planejados para o mercado brasileiro.

Segundo a CNN Brasil, a planta terá operação completa e será usada para fabricar carros elétricos e híbridos no país, em uma fase voltada a novos produtos e maior escala industrial.

Ao escolher o Espírito Santo, a GWM amplia seu mapa produtivo no Brasil e reforça a eletrificação como eixo central de sua estratégia nacional.

Nesse cenário, o estado passa a integrar o plano de expansão da montadora em um momento de crescimento dos veículos híbridos, híbridos plug-in e elétricos no mercado brasileiro.

Ainda não há divulgação pública de todos os detalhes sobre cronograma de obras, início de produção, capacidade anual da fábrica capixaba ou número de empregos associados ao novo complexo.

Por esse motivo, esses dados devem ser tratados com cautela até que a companhia apresente informações oficiais sobre a implantação da unidade em Aracruz.

Iracemápolis abriu a fase nacional da marca

Inaugurada oficialmente em 15 de agosto de 2025, a fábrica de Iracemápolis marcou o início da produção da GWM no Brasil e consolidou a primeira planta da marca nas Américas.

Localizada no interior paulista, a unidade também é a primeira da empresa no Hemisfério Sul e a terceira fora da China com base completa de produção.

Durante a cerimônia de inauguração, a montadora informou que a planta paulista já contava com 600 funcionários e 18 fornecedores brasileiros integrados à operação.

A produção local começou com três modelos: o SUV híbrido Haval H6, a picape média Poer P30 e o SUV de sete lugares Haval H9.

Instalado na antiga fábrica da Mercedes-Benz, o complexo foi comprado pela GWM antes do início da operação brasileira e passou por adequações para receber a linha nacional da marca.

A estrutura tem capacidade para 50 mil veículos por ano e reúne áreas de soldagem, pintura robotizada, montagem, energia, logística e cadeia de suprimentos integrada.

Além da produção de veículos, Iracemápolis recebeu o anúncio do primeiro Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da GWM na América do Sul.

Essa estrutura deve atuar em tecnologias flex, sistemas híbridos e adaptação de veículos globais às condições de uso, abastecimento e preferência dos consumidores brasileiros.

Investimento de R$ 10 bilhões até 2032

O plano da GWM no Brasil prevê investimento total de R$ 10 bilhões em dez anos, valor que sustenta a expansão industrial e comercial da montadora no país.

De acordo com a empresa, a primeira fase soma R$ 4 bilhões até 2026, com foco no lançamento da marca, na reativação da planta paulista e na ampliação de Iracemápolis.

Entre 2027 e 2032, a segunda fase do programa prevê mais R$ 6 bilhões, destinados a empregos, nacionalização de peças e desenvolvimento de novos produtos.

A expansão para o Espírito Santo aparece dentro desse movimento de longo prazo, embora a companhia ainda não tenha detalhado publicamente eventual novo aporte adicional específico para Aracruz.

Parte da estratégia industrial passa pela nacionalização gradual de componentes, em um modelo que busca aumentar a participação de fornecedores locais na cadeia produtiva.

Em Iracemápolis, a empresa informou que adota o sistema peça por peça, considerado mais complexo do que os modelos tradicionais de montagem SKD e CKD.

Nesse formato, a pintura é feita no Brasil e a cadeia nacional passa a participar de etapas mais amplas do processo produtivo.

ORA 5 ganha espaço na estratégia brasileira

Entre os produtos ligados à nova fase da GWM, o ORA 5 aparece como uma das apostas mais importantes para a operação brasileira.

A CNN Brasil informou que a segunda fábrica será preparada para a família do modelo e para outros veículos eletrificados, com base em uma nova geração de produtos.

No Brasil, a própria GWM iniciou em 1º de junho de 2026 as reservas antecipadas do ORA 5, apresentado como seu primeiro SUV 100% elétrico no mercado nacional.

O modelo é o segundo veículo da família ORA no país, depois do ORA 03, e chega para ampliar a linha elétrica da marca.

As reservas foram abertas pelo site da GWM, pelo Mercado Livre e pelas concessionárias da montadora, mediante depósito de R$ 9 mil.

Na ocasião, a empresa informou que o preço oficial seria divulgado em 29 de junho, mantendo o lançamento dentro da agenda de expansão da linha elétrica no país.

Com 4.471 mm de comprimento, 1.833 mm de largura e 2.720 mm de entre-eixos, o ORA 5 é maior que o ORA 03.

A marca apresentou o modelo com proposta de uso urbano e rodoviário, além de destacar recursos de conectividade, atualizações remotas e pacote de assistência à condução.

A chegada da nova fábrica ao Espírito Santo reforça uma estratégia desenhada desde a abertura da operação paulista e amplia o peso do Brasil nos planos internacionais da GWM.

Ao diversificar sua base industrial e avançar na produção de veículos eletrificados, a montadora busca consolidar o país como mercado relevante dentro de sua operação fora da Ásia.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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