Paciente morre durante tratamento de canal em clínica odontológica de Contagem. Caso é investigado pela Polícia Civil de MG.
A morte em clínica odontológica registrada na tarde de quinta-feira (18) em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, mobiliza autoridades de saúde e segurança pública e levanta questionamentos sobre possíveis falhas no atendimento.
O caso envolveu Mauro Junior Rodrigues, de 47 anos, que morreu durante um procedimento dentário realizado em uma clínica particular, enquanto passava por um tratamento de canal, segundo relatos de familiares e informações confirmadas pela polícia.
O episódio ocorreu por volta das 15h, quando Mauro realizava um procedimento dentário em Contagem. Conforme apurado, após cerca de 35 minutos de atendimento, o paciente apresentou sinais de mal-estar grave, incluindo alteração na coloração da pele.
-
Detran RJ passa a exigir exame toxicológico para quem for tirar primeira habilitação na categoria de carros e motos a partir de 29 de junho; veja quem será afetado
-
Flórida leva TikTok à Justiça e acusa a gigante chinesa ByteDance de ignorar lei que barra menores de 14 anos, enquanto pais e autoridades cobram mais proteção para crianças nas redes sociais
-
Câmara aprova PEC que reduz maioridade penal de 18 para 16 anos; e agora?
-
Justiça confirma e agora dívidas antigas em execuções fiscais paradas há mais de 15 anos não poderão mais ser cobradas na via judicial nem administrativa
A equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionada e constatou o óbito ainda no local.
Diante das circunstâncias, a investigação da Polícia Civil de MG foi imediatamente instaurada para apurar as causas da morte e eventuais responsabilidades.
Paciente morre durante tratamento de canal após apresentar sinais de emergência
De acordo com informações iniciais, Mauro havia procurado a clínica para dar continuidade a um tratamento odontológico iniciado meses antes.
O procedimento em questão era um tratamento de canal, etapa comum após extrações dentárias, mas que, neste caso, terminou de forma trágica.
Durante o atendimento, o paciente relatou que estava babando, momento em que a dentista realizou uma aspiração na boca.
Logo em seguida, ele começou a passar mal. Testemunhas afirmam que o homem apresentou coloração arroxeada, um sinal clínico que pode indicar falta de oxigenação, exigindo resposta imediata.
Família relata possível falha em atendimento odontológico
A irmã da vítima, Cláudia Janaina Rodrigues Soares, de 51 anos, acompanhava Mauro no momento do procedimento e descreveu o que considera uma falha em atendimento odontológico.
Segundo ela, as profissionais presentes não teriam iniciado manobras adequadas de reanimação enquanto aguardavam o socorro médico.
“Ele começou a ficar todo roxo, as dentistas se aproximaram, outra profissional entrou na sala, mas elas não realizaram o procedimento que a situação exigia.”
Então, ligaram para o SAMU, e com a demora, eu liguei para o meu marido, meu marido veio, nós tiramos ele da cadeira do dentista, colocamos no chão e começamos a fazer a massagem cardíaca.”
Ainda conforme o relato, uma viatura da Guarda Municipal que passava pelo local prestou auxílio nas tentativas de reanimação até a chegada do atendimento médico.
Atendimento de emergência e confirmação do óbito
O SAMU e a Polícia Militar foram acionados após o agravamento do quadro clínico. Quando a equipe de emergência chegou à clínica, Mauro já estava sem sinais vitais.
A equipe médica confirmou o óbito no local e encerrou qualquer possibilidade de reversão do quadro.
A família reforça que o tempo de resposta e a ausência de medidas imediatas de suporte avançado podem ter contribuído para o desfecho fatal, o que intensifica a suspeita de falha em atendimento odontológico durante o procedimento.
Clínica é isolada e perícia é acionada
Após confirmarem a morte, as autoridades isolaram a clínica para realizar a perícia técnica.
O objetivo foi preservar o ambiente e coletar elementos que ajudem a esclarecer o que ocorreu durante o procedimento dentário em Contagem.
Segundo Cláudia, a dentista proprietária do estabelecimento resistiu a recolher os medicamentos anestésicos usados no atendimento, ponto que a investigação também analisará.
“As dentistas não prestaram o socorro devido, elas ficaram esperando o SAMU chegar”, relatou Claudia.
As autoridades encaminharam o corpo de Mauro ao Instituto Médico Legal (IML), onde exames ajudarão a identificar a causa da morte.
Investigação da Polícia Civil de MG apura responsabilidades
Em nota enviada à CNN Brasil, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que o caso está sob apuração e que a investigação da Polícia Civil de MG busca esclarecer se houve negligência, imperícia ou imprudência durante o atendimento odontológico.
Segundo o comunicado oficial, a Polícia Civil divulgará outras informações em momento oportuno.
A apuração inclui análise de prontuários, medicamentos utilizados, protocolos de emergência e depoimentos de testemunhas.
Caso reacende debate sobre segurança em procedimentos odontológicos
A morte em clínica odontológica durante um atendimento considerado rotineiro reacende o debate sobre protocolos de emergência em consultórios e clínicas particulares.
Especialistas ressaltam que procedimentos invasivos exigem preparo técnico, equipamentos adequados e resposta imediata diante de intercorrências.
Enquanto isso, a família de Mauro aguarda respostas e cobra justiça.
O caso segue sob investigação e pode resultar em responsabilizações civis, administrativas e criminais, dependendo das conclusões periciais.

-
1 pessoa reagiu a isso.