Gigante chinesa do delivery, que domina 65% do mercado na China, desafia monopólio do iFood. Superapp inclui reservas, turismo e serviços financeiros.
A Meituan, segunda maior plataforma de delivery do mundo, anuncia sua entrada no Brasil em 2025. Com 30 bilhões de pedidos anuais e receita de US$ 46 bilhões (2024), a empresa chinesa planeja concorrer diretamente com o iFood, que detém 80% do mercado brasileiro. O diferencial está no modelo de superapp: além de comida, a Meituan oferece reservas de hotéis, serviços financeiros e turismo.
Meituan vs. iFood: números que desafiam o monopólio
Enquanto o iFood registra 2,5 milhões de pedidos/dia no Brasil, a Meituan processa 82 milhões globalmente. A chinesa chega com um GMV (valor bruto de mercadorias) de US$ 150 bilhões, quase o triplo do iFood (US$ 55 bilhões). Para atrair restaurantes, promete taxas de comissão 15% menores que as atuais.
O aplicativo da Meituan integra serviços como reservas em 5 mil cinemas na China, compra de ingressos para atrações turísticas e empréstimos financeiros. No Brasil, a empresa testa parcerias com redes de varejo e plataformas de mobilidade urbana. Em Xangai, 70% dos usuários usam pelo menos três funcionalidades do app.
-
Maior fabricante de automóveis do mundo fecha fábrica com 1,5 mil funcionários no Brasil: Toyota encerra unidade que produziu mais de 1 milhão de veículos e revela o destino especial para o último Corolla produzido no local
-
Empresa com 9 mil funcionários fecha mega fábrica no Brasil e tira produção do país; unidade operava há mais de 70 anos, afeta mais de 100 famílias e decisão surpreende trabalhadores.
-
Fábricas de calçados fecham e 528 funcionários vão para a rua após reviravolta que pegou trabalhadores de surpresa; medida afeta centenas de famílias e marca o fim de operações mantidas por décadas.
-
Montadora chinesa mal chegou ao Brasil e já prepara 2ª megafábrica com investimento de R$ 10 bilhões; novo complexo vai produzir carros elétricos e híbridos em estado estratégico escolhido pela empresa.
Adaptação ao Brasil: desafios logísticos e culturais
A Meituan precisará enfrentar a alta taxa de CAC (custo de aquisição de cliente) no Brasil, hoje 40% maior que na China. Outro obstáculo é a preferência local por pagamentos em dinheiro (25% das transações) e a concorrência com apps já consolidados, como iFood e Mercado Livre. Estratégias incluem parcerias com bancos digitais (ex.: Nubank) para impulsionar pagamentos via PIX.
O que muda para restaurantes e entregadores?
A entrada da Meituan pode reduzir taxas de comissão para restaurantes, hoje em média de 25% no iFood. Para entregadores, a empresa promete bonificação por produtividade: em Shenzhen, motoboys ganham até 20% a mais por pedido em horários de pico. No Brasil, a meta é recrutar 50 mil entregadores em 12 meses.
A chegada da Meituan ao Brasil representa a primeira ameaça real ao iFood em uma década. Se conseguir replicar 10% de seu sucesso asiático, a empresa pode capturar 15% do mercado nacional até 2026, segundo a consultoria BTG Pactual. Restaurantes, usuários e até o setor de turismo tendem a ganhar com a disputa.

Que venha mais rápido possível Ifood está quebrando as lojas pequenas todas passou da hora do Ifood sair de cenário
Agora o Ifood vai ter que valorizar mais o comércio e os entregadores se não vai perder mercado.
Valores quanto motoboy irá ganhar não fala nada 😎