Brasil atrai US$ 6,1 bilhões em investimentos chineses em 2025, retoma liderança global e vê energia limpa, mineração, veículos elétricos, tecnologia, logística e eletrônicos ganharem peso estratégico na presença chinesa no país
O Brasil voltou ao topo global dos investimentos chineses em 2025, ao atrair US$ 6,1 bilhões e responder por 10,9% do total mundial, à frente dos Estados Unidos e da Guiana.
Brasil retoma a liderança global
O resultado recoloca o país na primeira posição, acima dos Estados Unidos, que receberam 6,8% do total, e da Guiana, com 5,7%.
Em relação a 2024, o volume aplicado no Brasil cresceu 45%, indicando ampliação da presença chinesa na maior economia da América Latina.
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Uma vontade política coletiva que permita a montagem de uma agenda suprapartidária e de Estado, com foco em ações concretas, como a redução do Custo Brasil; compromisso com o equilíbrio fiscal; metas factíveis que elevem a qualificação profissional e a adoção de uma miríade de incentivos, voltados à inovação.
Esse avanço está ligado à busca por atuação estratégica no país, em áreas centrais para os aportes, como energia limpa e mineração.
Investimentos chineses avançam na energia
O setor elétrico segue como principal destino dos aportes chineses no Brasil. A área continua predominante na carteira de investimentos.
A energia limpa aparece entre os focos dessa expansão, em movimento que reforça a presença chinesa em segmentos ligados à transformação do setor energético.
Mineração ganha força em 2025
A mineração teve salto importante em 2025, com a triplicação dos aportes chineses no setor. O crescimento marcou uma das principais mudanças na composição dos investimentos.
Com esse avanço, a área passou a dividir mais espaço com o setor elétrico na agenda de interesse das empresas chinesas.
Veículos elétricos e tecnologia entram no radar
O setor automotivo ganhou destaque, principalmente com a entrada de GWM e BYD. As empresas compraram fábricas de montadras ocidentais e converteram as unidades em centros de produção de veículos elétricos e híbridos.
Outras áreas passaram a atrair atenção, incluindo tecnologia da informação, logística e manufatura de eletrônicos.
Entre as empresas citadas está a Vivo Mobile, que lançou produtos como a marca de smartphones Jovi, em busca de espaço em um mercado ainda concentrado em poucos players.
Cenário depende de fatores internos e externos
Apesar do momento positivo, o futuro dos investimentos chineses dependerá de políticas internas e de fatores externos.
Entre eles estão tensões geopolíticas e a transição energética global, que podem influenciar o ritmo, a direção e a estratégcia dos próximos aportes chineses no país.
Com informações de Fórum.

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