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Grande potência asiática transforma o Brasil em seu principal alvo de investimentos, com 10,9% do total mundial e valores que giram na casa dos bilhões

Publicado em 09/05/2026 às 09:21
Atualizado em 09/05/2026 às 09:23
China, Investimentos
Imagem: Ilustração artística
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Brasil atrai US$ 6,1 bilhões em investimentos chineses em 2025, retoma liderança global e vê energia limpa, mineração, veículos elétricos, tecnologia, logística e eletrônicos ganharem peso estratégico na presença chinesa no país

O Brasil voltou ao topo global dos investimentos chineses em 2025, ao atrair US$ 6,1 bilhões e responder por 10,9% do total mundial, à frente dos Estados Unidos e da Guiana.

Brasil retoma a liderança global

O resultado recoloca o país na primeira posição, acima dos Estados Unidos, que receberam 6,8% do total, e da Guiana, com 5,7%.

Em relação a 2024, o volume aplicado no Brasil cresceu 45%, indicando ampliação da presença chinesa na maior economia da América Latina.

Esse avanço está ligado à busca por atuação estratégica no país, em áreas centrais para os aportes, como energia limpa e mineração.

Investimentos chineses avançam na energia

O setor elétrico segue como principal destino dos aportes chineses no Brasil. A área continua predominante na carteira de investimentos.

A energia limpa aparece entre os focos dessa expansão, em movimento que reforça a presença chinesa em segmentos ligados à transformação do setor energético.

Mineração ganha força em 2025

A mineração teve salto importante em 2025, com a triplicação dos aportes chineses no setor. O crescimento marcou uma das principais mudanças na composição dos investimentos.

Com esse avanço, a área passou a dividir mais espaço com o setor elétrico na agenda de interesse das empresas chinesas.

Veículos elétricos e tecnologia entram no radar

O setor automotivo ganhou destaque, principalmente com a entrada de GWM e BYD. As empresas compraram fábricas de montadras ocidentais e converteram as unidades em centros de produção de veículos elétricos e híbridos.

Outras áreas passaram a atrair atenção, incluindo tecnologia da informação, logística e manufatura de eletrônicos.

Entre as empresas citadas está a Vivo Mobile, que lançou produtos como a marca de smartphones Jovi, em busca de espaço em um mercado ainda concentrado em poucos players.

Cenário depende de fatores internos e externos

Apesar do momento positivo, o futuro dos investimentos chineses dependerá de políticas internas e de fatores externos.

Entre eles estão tensões geopolíticas e a transição energética global, que podem influenciar o ritmo, a direção e a estratégcia dos próximos aportes chineses no país.

Com informações de Fórum.

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Romário Pereira de Carvalho

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