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Dona da Tok&Stok e da Mobly acende alerta no varejo, vê dívida passar de R$ 1 bilhão e corre à Justiça para tentar salvar lojas, empregos e operações essenciais

Escrito por Viviane Alves
Publicado em 15/06/2026 às 13:28
Atualizado em 15/06/2026 às 13:31
Fachada moderna de lojas da Mobly e Tok&Stok em perspectiva angular, representando o Grupo Toky durante processo de recuperação judicial e reestruturação financeira.
Mobly e Tok&Stok integram o Grupo Toky, que teve o pedido de recuperação judicial aprovado após informar dívida superior a R$ 1 bilhão.
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Recuperação judicial aprovada em São Paulo abre caminho para o Grupo Toky renegociar dívidas, manter atividades e evitar paralisação das operações.

A Justiça de São Paulo aprovou o pedido de recuperação judicial do Grupo Toky, dono da Tok&Stok, da Mobly e da Guldi, após a companhia informar uma dívida superior a R$ 1 bilhão.

A decisão foi confirmada pela empresa nesta segunda-feira, 15 de junho de 2026, depois de o pedido ter sido apresentado em maio na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo.

Segundo o grupo, o avanço da dívida ocorreu em meio à pressão no setor de móveis e decoração. Juros altos, crédito mais restrito e maior endividamento das famílias reduziram as vendas e afetaram o caixa.

Recuperação judicial busca preservar operação

A recuperação judicial permite que empresas em dificuldade financeira renegociem dívidas sob proteção da Justiça, sem interromper imediatamente suas atividades.

O Grupo Toky afirma que o pedido tem como objetivo preservar as operações, manter serviços aos clientes e criar condições para reorganizar suas obrigações financeiras.

Negociações com credores já vinham sendo realizadas anteriormente. Ainda assim, o endividamento continuou crescendo, o que levou a companhia a buscar proteção judicial.

Pedido cita risco de dano irreparável

No processo apresentado à Justiça de São Paulo, o Grupo Toky afirmou haver risco de dano irreparável às operações da companhia.

A empresa pediu medidas urgentes para evitar o colapso das atividades e garantir a continuidade do funcionamento das marcas.

Um dos principais pontos envolve a liberação de cerca de R$ 77 milhões em vendas feitas no cartão de crédito. Segundo o grupo, esses valores estavam retidos pela SRM Bank.

A companhia afirma que o bloqueio afetou o caixa e colocou em risco pagamentos básicos, incluindo salários de mais de 2 mil funcionários.

Grupo pede suspensão de cobranças por 180 dias

O Grupo Toky também solicitou a suspensão de cobranças e ações por dívidas durante 180 dias, período conhecido como stay period.

Esse prazo deve permitir que a empresa negocie com credores e tente reorganizar seus débitos de forma estruturada.

A companhia também pediu a manutenção de contratos e serviços considerados essenciais para o funcionamento da operação.

Entre eles estão logística, transporte, sistemas digitais, computação em nuvem, energia elétrica e abastecimento de água.

Grupo Toky nasceu da união entre Mobly e Tok&Stok

O Grupo Toky foi criado em 2024, após a união entre a Mobly e a Tok&Stok, duas marcas tradicionais do setor de móveis e decoração no Brasil.

A fusão deu origem a um dos maiores grupos de varejo de casa e decoração da América Latina, combinando operações físicas e digitais.

A Mobly foi fundada em 2011 por Victor Pereira Noda, Marcelo Rodrigues Marques e Mário Carlos Fernandes Filho, com foco inicial em vendas online de móveis e itens de decoração.

Com o tempo, a empresa expandiu sua atuação para lojas físicas, incluindo megastores, outlets e lojas compactas.

A Tok&Stok foi fundada em 1978 pelos franceses Régis e Ghislaine Dubrule. A marca ganhou espaço no mercado brasileiro ao apostar em móveis modernos, modulares e acessíveis.

O crescimento da empresa acompanhou a expansão da classe média urbana e do mercado de apartamentos no país.

Além da Tok&Stok e da Mobly, o grupo também reúne a Guldi, voltada ao segmento de colchões.

O que acontece agora com Tok&Stok e Mobly

A recuperação judicial abre uma nova etapa para o Grupo Toky, que agora busca renegociar dívidas e preservar suas operações.

A companhia tenta manter lojas, empregos, serviços essenciais e contratos enquanto reorganiza sua situação financeira.

O caso também expõe a pressão enfrentada pelo varejo de móveis e decoração, afetado por juros altos, crédito restrito e consumo mais fraco.

Tok&Stok e Mobly conseguirão se recuperar da crise financeira e manter suas operações no varejo brasileiro?

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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