Volkswagen não foi a única “refém” dos chineses, a montadora também clonou na cara de pau o Chevrolet Corvette de primeira geração e o Ford Bronco
A montadora chinesa Great Wall Motors, conhecida mundialmente por clonar carros clássicos de gigantes globais como Volkswagen, Chevrolet, Ford entre outras, enfim concretiza o plano de ingressar no mercado brasileiro após um longo namoro que remonta ao começo dos anos 2010. Segundo o jornal O Globo, a fabricante fechou no final de junho a compra da fábrica da Mercedes-Benz em Iracemápolis (SP) e pretende estrear no Brasil no início de 2022.
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Segundo reportagem publicada pelo Globo no dia 4 de julho, “o anúncio oficial ainda não saiu, mas a aquisição da fábrica paulista foi concretizada há cerca de duas semanas e ganhou uma menção no jornal interno da GWM, no dia 25 de junho”. A matéria explica que, na publicação da empresa, teriam informado até os detalhes técnicos da fábrica da Mercedes e “a confirmação de que eles estão dentro dos padrões necessários para a produção de carros da GWM em Iracemápolis”.
A fábrica da Mercedes na cidade paulista começou sua produção em 2016, com a montagem dos modelos Classe C e GLA, até que em dezembro do ano passado a empresa decidiu encerrar suas atividades, devido à queda nas vendas.
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A montadora chinesa pretende produzir na nova fábrica de SP pelo menos dois SUVs com pegada premium – os principais candidatos são o médio Haval H6 e o compacto-médio Haval Jolion – e até uma picape média para concorrer no segmento de Toyota Hilux, Chevrolet S10 e cia. A grande inspiração de sua estratégia de negócios no país é a Caoa Chery, que tende a se tornar sua principal rival.
Great Wall Motors, a montadora chinesa conhecida por clonar carros clássicos de gigantes globais como Volkswagen, Ford e Chevrolet
Mas afinal, que montadora é essa que leva o nome em inglês do principal cartão-postal da China? Acredite, ela é quase tão gigante quanto as muralhas: uma das cinco maiores montadoras do atual maior mercado automotivo mundial, e detém o topo do ranking chinês em produção de SUVs e picapes. Isso diz muita coisa.
Só em 2020, foram 1,1 milhão de veículos de marcas vinculadas à Great Wall comercializados na China, o equivalente a mais da metade de todo o mercado brasileiro no mesmo período.
Engana-se, porém, quem pensa que se trata de uma empresa estatal. A GWM, na verdade, é uma operação privada, e não só isso: em 2003, tornou-se a primeira fabricante automotora da China a operar em regime de capital aberto, registrando sua Oferta Pública Inicial na Bolsa de Valores de Hong Kong.
Atualmente, a companhia coloca em prática um plano de expansão global que passa por mercados emergentes como Brasil, Índia, Rússia e Tailândia. É o primeiro passo de uma estratégia ambiciosa que visa a, em médio e longo prazo, aventurar-se em mercados mais exigentes, como Europa e EUA, tornando-se a maior fabricante de SUVs e picapes no mundo.
Volkswagen quer processar montadora chinesa por fabricar descaradamente uma cópia elétrica do icônico Fusca, confira abaixo o vídeo
É possível perceber que a ORA se inspirou – para não dizer que copiou descaradamente – os traços do Volkswagen Fusca em seu novo Punk Cat. O capô com design curvo, os faróis arredondados e o desenho da parte traseira, com direito a lanternas ovaladas, remetem ao velho besouro.
O interior do ORA Punk Cat também faz lembrar o Fusca da Volkswagen, já que é equipado com um volante de três raios e com instrumentos e mostradores em formato circular. Apesar da pegada retrô, o interior oferece tela de multimídia e console central em balanço.
Mas a criação desse carro com “sensação de máquina do tempo”, como disse a própria ORA, não agradou nem um pouco a Volkswagen, confira abaixo o vídeo do fusca elétrico
GWM possui três grandes divisões e quatro marcas
Atualmente, a GWM possui três grandes divisões e quatro marcas. Uma delas é a que deve, inicialmente, ser trazida ao Brasil caso a compra do complexo da Mercedes seja concretizada. A segunda é voltada à produção de SUVs de luxo e a terceira, a veículos elétricos.
Curiosamente, enquanto as duas primeiras ainda conversam com o passado ao investir em produtos a combustão, mas buscam a tão sonhada identidade da indústria automobilística chinesa, a última foca na matriz energética do futuro, porém mantendo velhos vícios de fabricantes chinesas do passado.
Comecemos falando sobre a divisão que mais nos interessa: a das marcas Haval, voltada exclusivamente à produção de SUVs, e Great Wall, que, embora tenha o nome da companhia, é usada somente em utilitários e picapes como a família Série P. Ambas, porém, são geridas pela mesma divisão, denominada Haval.
A linha de SUVs conta atualmente com modelos de diversos tamanhos e propostas, dos quais dois produtos nos interessam em particular: o compacto-médio Jolion e o médio H6.
O Jolion é um SUV com pouco menos de 4,50 metros de comprimento, porém com generosos 2,70 m de entre-eixos. É o atual modelo de entrada da Haval, que no Brasil concorreria com Jeep Compass, Toyota Corolla Cross e Volkswagen Taos.


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