Declaração de executiva do Walmart reforça preocupação crescente entre grandes empresas e líderes corporativos dos Estados Unidos diante do avanço da educação em inteligência artificial na China, onde estudantes recebem formação anual em IA desde o ensino básico e ampliam a oferta global de talentos tecnológicos.
O executivo Walmart alertou que os Estados Unidos precisam ampliar o treinamento em inteligência artificial para trabalhadores e estudantes, após executiva da empresa afirmar que países como a China já iniciam o ensino de IA para crianças de cinco anos.
Walmart aponta impacto econômico da formação em inteligência artificial
Grandes empregadores, incluindo Deloitte, Verizon e Walmart, começaram a implementar programas amplos de treinamento em inteligência artificial para funcionários diante da crescente demanda por habilidades tecnológicas no mercado de trabalho.
Segundo Donna Morris, diretora de pessoas do Walmart, a discussão ultrapassa o ambiente corporativo e pode influenciar diretamente a competitividade econômica dos Estados Unidos nos próximos anos.
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Em entrevista à Fortune, Morris afirmou que a forma como países investem na capacitação tecnológica revela estratégias nacionais de desenvolvimento de competências profissionais.
Ela citou o exemplo da China, onde crianças de cinco anos já aprendem DeepSeek, destacando que esse modelo demonstra foco antecipado na formação de capacidades ligadas à inteligência artificial.
China amplia ensino de IA desde os primeiros anos escolares
Em diversas regiões chinesas, estudantes passam a ter contato com conceitos de inteligência artificial logo no início da vida escolar. Escolas primárias e secundárias de Pequim planejam oferecer ao menos oito horas anuais de instrução em IA.
O conteúdo inclui o uso adequado de chatbots e discussões relacionadas à ética da inteligência artificial. Estudantes chineses também permanecem, em média, mais tempo em sala de aula do que alunos norte-americanos.
Dados indicam que esse investimento educacional já contribui para a formação de uma ampla base de talentos especializados em inteligência artificial.
Um estudo de 2020 do Paulson Institute apontou que quase um terço dos principais profissionais globais de IA nasceu na China.
Formação de talentos preocupa líderes empresariais dos EUA
Executivos afirmam que, sem expansão do treinamento tecnológico, o fluxo de talentos dos Estados Unidos corre risco de ficar atrás de outros países.
A preocupação levou mais de 400 CEOs a assinarem, no ano anterior, uma carta enviada a legisladores defendendo a inclusão obrigatória de ciência da computação e inteligência artificial no currículo escolar americano.
Entre os signatários estavam Satya Nadella, da Microsoft, Tony Xu, da DoorDash, e Brian Chesky, da Airbnb.
No documento, os líderes empresariais afirmaram que estudantes precisam ser preparados para atuar como criadores de tecnologia baseada em IA, e não apenas consumidores.
Walmart defende treinamento amplo para trabalhadores em IA
Para o Walmart, a redução da lacuna de talentos começa com investimentos diretos feitos pelas próprias empresas em seus funcionários.
Donna Morris afirmou que grandes empregadores devem atuar ativamente para preparar suas equipes para um ambiente profissional cada vez mais automatizado, digitalizado e impulsionado por inteligência artificial.
Segundo ela, o treinamento em IA representa um investimento aplicável a diferentes funções e setores econômicos.
Morris destacou que a inteligência artificial é praticamente independente do tipo de trabalho exercido, embora a aplicação varie conforme a atividade profissional desempenhada.
Habilidades em IA tornam-se requisito no mercado de trabalho
Relatórios recentes indicam que competências relacionadas à inteligência artificial estão se tornando essenciais em praticamente todas as áreas profissionais.
De acordo com dados do LinkedIn, a alfabetização em IA é atualmente a habilidade que mais cresce entre trabalhadores.
Um levantamento de 2024 mostrou que dois terços dos líderes empresariais afirmaram não contratar candidatos que não possuam habilidades relacionadas à inteligência artificial.
Para o Walmart, iniciativas coletivas de treinamento podem redefinir a preparação da força de trabalho diante das transformações tecnológicas em curso.
A executiva afirmou que, caso empresas ampliem conjuntamente o investimento em capacitação, os impactos poderão atingir toda a economia.

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