A empresa chinesa Windey Energy, uma das maiores fabricantes globais de turbinas eólicas, inaugurou seu primeiro escritório no Brasil, em Salvador, Bahia, como parte de um amplo plano de cooperação em energia limpa firmado durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China.
O plano da Windey Energy prevê a construção de um centro de pesquisa e desenvolvimento em parceria com o Senai Cimatec, voltado à tecnologia em energia eólica e hidrogênio verde. O projeto faz parte de um acordo bilateral envolvendo o Ministério de Minas e Energia, instituições brasileiras e a estatal chinesa.

Segundo o ministro da Casa Civil, Rui Costa, a escolha da Bahia foi estratégica: “O estado tem posição privilegiada na geração de energia solar e eólica”, afirmou durante o evento de lançamento, destacando ainda a importância da cooperação para gerar emprego, renda e desenvolvimento tecnológico.
PAC e cadeia produtiva nacional
A chegada da Windey ao Brasil integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que já aportou mais de R$ 76 bilhões em energia, com 261 empreendimentos adicionados ao Sistema Interligado Nacional (SIN), incluindo 147 parques solares e 105 eólicos.
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Além disso, o presidente da Windey, Cheng Chenguang, afirmou que a empresa trará a cadeia completa da produção de turbinas eólicas ao Brasil. Isso inclui desde o planejamento e fabricação até a operação, manutenção e fornecimento de peças para parques eólicos, reforçando a autonomia do setor elétrico nacional.
Cooperação sino-brasileira se intensifica
O memorando de entendimento que deu origem ao projeto foi assinado em maio, durante a visita de Lula à China, quando foram firmados 36 acordos de cooperação bilateral. Só em energia e tecnologia, os investimentos chineses superam R$ 27 bilhões no Brasil.
Entre os destaques, estão também os aportes da Envision no setor de biocombustível e da Meituan, que lançará um app de entregas por drones no Brasil, além da montadora GAC, que construirá fábrica de carros elétricos e centro de pesquisa no Nordeste.

Segundo o ministro Alexandre Silveira, o Brasil precisa fortalecer sua base tecnológica e mão de obra especializada. “Temos um vasto mercado para isso e precisamos preparar tanto a nossa mão de obra quanto buscar tecnologias, então essa parceria com o Senai Cimatec vem ao encontro deste grande anseio do setor elétrico brasileiro”, afirmou.
As informações foram publicadas pela Sputnik Brasil, com base em comunicados oficiais da Casa Civil, do Ministério de Minas e Energia e da empresa Windey Energy. Também constam registros da agenda presidencial e dos acordos firmados durante a viagem à China.


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