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Cidade antiga inundada no interior de São Paulo volta a aparecer quando a represa baixa e revela ruínas e a memória de 200 famílias que tiveram suas casas engolidas pela água para formar o reservatório

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Escrito por Noel Budeguer Publicado em 04/07/2026 às 19:12 Atualizado em 04/07/2026 às 19:14
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Com a queda do nível da Represa do Jaguari, a antiga sede de Igaratá voltou a emergir, reacendendo a memória de uma cidade que foi inundada para dar lugar ao reservatório e hoje atrai visitantes curiosos.
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Com a queda do nível da Represa do Jaguari, a antiga sede de Igaratá voltou a emergir, reacendendo a memória de uma cidade que foi inundada para dar lugar ao reservatório e hoje atrai visitantes curiosos.

Com a baixa do nível da Represa do Jaguari, em Igaratá, no interior de São Paulo, a velha cidade submersa voltou a aparecer. Uma cruz de madeira de 12 metros de altura e pesando centenas de quilos começou a despontar no local onde ficava a antiga sede do município, junto com ruínas que há anos ficam escondidas pela água.

O cenário tem chamado a atenção de moradores e visitantes que vão até a região para ver de perto os vestígios da antiga Igaratá. O espaço fica a cerca de 5 quilômetros do centro atual da cidade e reúne, em períodos de vazante, uma espécie de retrato vivo de uma história que foi interrompida pela formação da represa.

Segundo a própria Prefeitura de Igaratá, a cruz foi fixada por moradores na Praça da Igreja Matriz, erguida em homenagem a Nossa Senhora do Patrocínio. Bem próximo dali, também aparece o antigo cemitério da Cidade Velha.

A cidade que desapareceu sob a água

Registro antigo mostra a antiga sede de Igaratá antes da inundação que deu lugar à Represa do Jaguari, preservando a memória da cidade que foi transferida para uma nova área.
Registro antigo mostra a antiga sede de Igaratá antes da inundação que deu lugar à Represa do Jaguari, preservando a memória da cidade que foi transferida para uma nova área.

A antiga sede do município precisou ser sacrificada com a formação da Represa do Jaguari. No processo, a área urbana foi transferida para outro ponto, onde está a cidade de hoje. O que restou da Igaratá original ficou submerso por décadas e só reaparece quando o nível da água cai o bastante.

O lugar virou ponto de visitação para aventureiros, mergulhadores, pescadores, antigos moradores e pessoas interessadas em conhecer melhor a história do município. Em vez de um ponto turístico tradicional, o que se vê ali é uma memória exposta pela própria represa.

7 mil hectares ficaram debaixo d’água e cerca de 200 famílias foram afetadas

Ruínas da antiga sede de Igaratá reaparecem na Represa do Jaguari durante a baixa do nível da água, revelando parte da cidade que foi inundada para dar lugar ao reservatório.
Ruínas da antiga sede de Igaratá reaparecem na Represa do Jaguari durante a baixa do nível da água, revelando parte da cidade que foi inundada para dar lugar ao reservatório.

Na ocasião da inundação, cerca de 7.000 hectares foram tomados pela água. A mudança atingiu aproximadamente 200 famílias, que viviam na área que seria coberta pela represa.

Em 24 de abril de 1969, chegaram as primeiras máquinas para a construção da Nova Igaratá, marco que abriu a segunda fase da história do município. A partir dali, a cidade passou a se reorganizar em outro endereço, enquanto a antiga sede ficava para trás, enterrada sob a lâmina d’água.

A represa que moldou a paisagem do Vale do Paraíba

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A Represa do Jaguari tem 22 quilômetros de extensão e 120 km² de área. Ela passa por Santa Isabel, Igaratá, São José dos Campos e Jacareí, influenciando a paisagem e a rotina de várias cidades da região.

Quando o nível baixa, o reservatório devolve à superfície pedaços da história que ficaram escondidos por anos. Em Igaratá, isso significa ver de novo ruínas, lembranças e marcas de uma cidade que precisou sair do mapa para dar lugar à água.

Se você é da região ou já visitou a área, vale acompanhar essas mudanças de nível e o que elas revelam sobre a história de Igaratá.

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Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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