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Dongfang quebra recorde mundial e fabrica turbina eólica de 26 MW na China com pás de 137 metros que rodam tão devagar que parecem paradas no horizonte

Escrito por Douglas Avila
Publicado em 13/05/2026 às 18:30
Atualizado em 13/05/2026 às 18:32
Dongfang 26 MW: maior turbina eólica offshore do mundo com pás de 137 metros na China
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Sucessora da Mingyang 18 MW e da Siemens Gamesa 15 MW eleva em 73% o recorde mundial individual

A Dongfang Electric quebrou em 2026 o recorde mundial de potência unitária para turbinas eólicas. A Dongfang 26 MW tem pás de 137 metros e supera todos os concorrentes globais.

O modelo eleva em 73% a marca anterior. Antes, a Mingyang chinesa detinha o recorde com a turbina de 18 MW.

Segundo a New Atlas, o equipamento é uma demonstração tecnológica. O propósito é validar a engenharia em escala recorde antes de produção em série.

Conforme reportou o Global Energy Monitor, a Dongfang lança a China em posição de domínio absoluto do setor offshore.

De fato, a fábrica em Fujian rodou o primeiro protótipo desde outubro de 2024. A instalação para testes foi confirmada em setembro de 2025.

Por isso, a Dongfang 26 MW marca o início de nova era para o setor. O salto técnico foi imediato — sem etapas intermediárias entre 18 MW e 26 MW.

Dongfang 26 MW: maior turbina eólica offshore do mundo com pás de 137 metros na China
Turbina Dongfang 26 MW em testes na China, referência Dongfang Electric

Como funciona a Dongfang 26 MW e por que é a maior

A Dongfang 26 MW tem 3 pás. Cada uma mede 137 metros de comprimento individual.

Conforme detalhamento da Dongfang Electric, o diâmetro do rotor passa de 280 metros. A área varrida pelas pás é maior que 60 mil metros quadrados.

Por isso, uma única rotação completa varre área equivalente a 8 campos de futebol. Mesmo girando devagar, captura volume enorme de vento.

Em paralelo, a torre tem altura útil acima de 150 metros. O ponto mais alto da pá supera 280 metros do nível do mar.

Conforme análise da Wikipedia (lista das mais potentes), a Dongfang 26 MW lidera com folga.

De fato, a sucessora imediata seria a Mingyang chinesa de 18 MW. A diferença é enorme: 8 MW de capacidade unitária a mais.

Dessa forma, fabricantes ocidentais ficaram para trás. Siemens Gamesa, GE Vernova e Vestas seguem na faixa dos 14-15 MW.

Evolução dos recordes de potência de turbinas eólicas até a Dongfang 26 MW da China
Evolução dos recordes de potência unitária: 15 MW Siemens, 18 MW Mingyang, 26 MW Dongfang

A evolução dos recordes de turbinas eólicas até a Dongfang 26 MW

A escalada da Dongfang 26 MW aconteceu em ritmo histórico. Em 2020, o recorde era de apenas 10 MW (Vestas V164).

Em 2021, GE Haliade-X chegou a 14 MW. Em 2022, Siemens Gamesa SG 15-236 atingiu 15 MW.

Conforme dados da Siemens Gamesa, a SG 15-236 ainda é referência. Mas o salto chinês deixou as europeias para trás.

Em 2024, Mingyang Smart Energy entregou a 18 MW. E a 20 MW da mesma Mingyang sofreu falha de pá em dezembro de 2024.

Por isso, a Dongfang 26 MW vira marco. Conforme a Maritime Executive, o sistema foi içado para testes em setembro de 2025.

Dessa forma, a China consolida posição de líder absoluta. 5 dos top 5 maiores turbinas eólicas do mundo são chinesas.

  • Potência: 26 MW (novo recorde mundial)
  • Pás: 3 unidades de 137 metros cada
  • Diâmetro do rotor: mais de 280 metros
  • Altura total (tip): mais de 280 metros
  • Área varrida: >60.000 m² (8 campos de futebol)
  • Lançamento prototípico: outubro 2024
  • Instalação para testes: setembro 2025
  • Fabricante: Dongfang Electric (China)

Onde a Dongfang 26 MW vai operar

A Dongfang 26 MW ainda está em fase de validação. Conforme a OffshoreWIND.biz, a primeira unidade comercial será instalada em um parque offshore chinês ainda em 2027.

Por isso, a China prepara plantas de mais de 1 GW de capacidade que vão usar essa turbina como base. A capacidade individual reduz o número de unidades por GW.

Em paralelo, o Mar da China Oriental tem condições ideais para essas máquinas. Profundidades médias permitem fundação fixa, sem necessidade de plataforma flutuante.

Conforme a CGTN, a China atingiu 2,4 bilhões de kW de capacidade renovável em março de 2026.

De fato, parte significativa vem de eólica offshore. O país planeja triplicar a capacidade offshore até 2030.

Dessa forma, a Dongfang 26 MW vira a peça central da estratégia chinesa. Cada gigawatt ganho contribui para a meta climática chinesa.

Parque eólico offshore chinês no Mar da China Oriental usando turbinas Dongfang 26 MW em grade
Parque offshore previsto no Mar da China Oriental com Dongfang 26 MW

O impacto da Dongfang 26 MW no setor brasileiro

O Brasil ainda não tem capacidade eólica offshore comercial. Mas a Dongfang 26 MW reforça a pressão para entrar no setor.

Conforme análise do Brazil Energy Insight, a Petrobras chegou a retirar projeto offshore no Espírito Santo do plano de negócios em dezembro de 2025.

Por isso, o setor brasileiro perde competitividade. A China oferece turbinas mais potentes a custo unitário menor por MW instalado.

Em paralelo, o leilão brasileiro de eólica offshore está marcado para 2027. Operadoras precisam decidir entre fornecedores chineses, europeus ou americanos.

De fato, a Mingyang chinesa anunciou interesse em entrar no mercado europeu. Conforme a Wind Power Monthly, o passo é estratégico.

Para mais sobre o setor offshore atual, vale ler a cobertura do Click Petróleo e Gás sobre operações marítimas globais.

Para outra comparação industrial chinesa, vale conferir a cobertura do Click Petróleo e Gás sobre baterias e transição automotiva.

Fábrica chinesa produzindo as pás de 137 metros da turbina eólica Dongfang 26 MW
Linha de produção das pás de 137 metros da Dongfang 26 MW, referência industrial

Riscos técnicos e limites operacionais da Dongfang 26 MW

A escala da Dongfang 26 MW traz desafios novos. Conforme reportou a OffshoreWIND.biz, o protótipo Mingyang 20 MW sofreu falha de pá em dezembro de 2024.

Por isso, há preocupação técnica com confiabilidade. Pás de mais de 130 metros precisam de materiais e processos sem precedentes.

Em paralelo, o transporte é problema crítico. Cada pá precisa de embarcação especializada e fica restrita a poucas rotas marítimas no mundo.

Conforme a Windletter, alguns relatórios indicam que protótipos têm pás de até 153 metros. A medida final depende de testes em condições reais.

De fato, a operação em parques offshore traz riscos novos. Tufões no Mar da China podem expor a engenharia a condições extremas.

Vale notar que a aprovação comercial ainda depende de 12-18 meses de testes. O custo unitário também ainda é alto para mercados sem subsídios.

Apesar disso, o setor avança rápido. Em 2030, turbinas de 30+ MW devem estar em produção em série na China.

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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