Sucessora da Mingyang 18 MW e da Siemens Gamesa 15 MW eleva em 73% o recorde mundial individual
A Dongfang Electric quebrou em 2026 o recorde mundial de potência unitária para turbinas eólicas. A Dongfang 26 MW tem pás de 137 metros e supera todos os concorrentes globais.
O modelo eleva em 73% a marca anterior. Antes, a Mingyang chinesa detinha o recorde com a turbina de 18 MW.
Segundo a New Atlas, o equipamento é uma demonstração tecnológica. O propósito é validar a engenharia em escala recorde antes de produção em série.
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Conforme reportou o Global Energy Monitor, a Dongfang lança a China em posição de domínio absoluto do setor offshore.
De fato, a fábrica em Fujian rodou o primeiro protótipo desde outubro de 2024. A instalação para testes foi confirmada em setembro de 2025.
Por isso, a Dongfang 26 MW marca o início de nova era para o setor. O salto técnico foi imediato — sem etapas intermediárias entre 18 MW e 26 MW.

Como funciona a Dongfang 26 MW e por que é a maior
A Dongfang 26 MW tem 3 pás. Cada uma mede 137 metros de comprimento individual.
Conforme detalhamento da Dongfang Electric, o diâmetro do rotor passa de 280 metros. A área varrida pelas pás é maior que 60 mil metros quadrados.
Por isso, uma única rotação completa varre área equivalente a 8 campos de futebol. Mesmo girando devagar, captura volume enorme de vento.
Em paralelo, a torre tem altura útil acima de 150 metros. O ponto mais alto da pá supera 280 metros do nível do mar.
Conforme análise da Wikipedia (lista das mais potentes), a Dongfang 26 MW lidera com folga.
De fato, a sucessora imediata seria a Mingyang chinesa de 18 MW. A diferença é enorme: 8 MW de capacidade unitária a mais.
Dessa forma, fabricantes ocidentais ficaram para trás. Siemens Gamesa, GE Vernova e Vestas seguem na faixa dos 14-15 MW.

A evolução dos recordes de turbinas eólicas até a Dongfang 26 MW
A escalada da Dongfang 26 MW aconteceu em ritmo histórico. Em 2020, o recorde era de apenas 10 MW (Vestas V164).
Em 2021, GE Haliade-X chegou a 14 MW. Em 2022, Siemens Gamesa SG 15-236 atingiu 15 MW.
Conforme dados da Siemens Gamesa, a SG 15-236 ainda é referência. Mas o salto chinês deixou as europeias para trás.
Em 2024, Mingyang Smart Energy entregou a 18 MW. E a 20 MW da mesma Mingyang sofreu falha de pá em dezembro de 2024.
Por isso, a Dongfang 26 MW vira marco. Conforme a Maritime Executive, o sistema foi içado para testes em setembro de 2025.
Dessa forma, a China consolida posição de líder absoluta. 5 dos top 5 maiores turbinas eólicas do mundo são chinesas.
- Potência: 26 MW (novo recorde mundial)
- Pás: 3 unidades de 137 metros cada
- Diâmetro do rotor: mais de 280 metros
- Altura total (tip): mais de 280 metros
- Área varrida: >60.000 m² (8 campos de futebol)
- Lançamento prototípico: outubro 2024
- Instalação para testes: setembro 2025
- Fabricante: Dongfang Electric (China)
Onde a Dongfang 26 MW vai operar
A Dongfang 26 MW ainda está em fase de validação. Conforme a OffshoreWIND.biz, a primeira unidade comercial será instalada em um parque offshore chinês ainda em 2027.
Por isso, a China prepara plantas de mais de 1 GW de capacidade que vão usar essa turbina como base. A capacidade individual reduz o número de unidades por GW.
Em paralelo, o Mar da China Oriental tem condições ideais para essas máquinas. Profundidades médias permitem fundação fixa, sem necessidade de plataforma flutuante.
Conforme a CGTN, a China atingiu 2,4 bilhões de kW de capacidade renovável em março de 2026.
De fato, parte significativa vem de eólica offshore. O país planeja triplicar a capacidade offshore até 2030.
Dessa forma, a Dongfang 26 MW vira a peça central da estratégia chinesa. Cada gigawatt ganho contribui para a meta climática chinesa.

O impacto da Dongfang 26 MW no setor brasileiro
O Brasil ainda não tem capacidade eólica offshore comercial. Mas a Dongfang 26 MW reforça a pressão para entrar no setor.
Conforme análise do Brazil Energy Insight, a Petrobras chegou a retirar projeto offshore no Espírito Santo do plano de negócios em dezembro de 2025.
Por isso, o setor brasileiro perde competitividade. A China oferece turbinas mais potentes a custo unitário menor por MW instalado.
Em paralelo, o leilão brasileiro de eólica offshore está marcado para 2027. Operadoras precisam decidir entre fornecedores chineses, europeus ou americanos.
De fato, a Mingyang chinesa anunciou interesse em entrar no mercado europeu. Conforme a Wind Power Monthly, o passo é estratégico.
Para mais sobre o setor offshore atual, vale ler a cobertura do Click Petróleo e Gás sobre operações marítimas globais.
Para outra comparação industrial chinesa, vale conferir a cobertura do Click Petróleo e Gás sobre baterias e transição automotiva.

Riscos técnicos e limites operacionais da Dongfang 26 MW
A escala da Dongfang 26 MW traz desafios novos. Conforme reportou a OffshoreWIND.biz, o protótipo Mingyang 20 MW sofreu falha de pá em dezembro de 2024.
Por isso, há preocupação técnica com confiabilidade. Pás de mais de 130 metros precisam de materiais e processos sem precedentes.
Em paralelo, o transporte é problema crítico. Cada pá precisa de embarcação especializada e fica restrita a poucas rotas marítimas no mundo.
Conforme a Windletter, alguns relatórios indicam que protótipos têm pás de até 153 metros. A medida final depende de testes em condições reais.
De fato, a operação em parques offshore traz riscos novos. Tufões no Mar da China podem expor a engenharia a condições extremas.
Vale notar que a aprovação comercial ainda depende de 12-18 meses de testes. O custo unitário também ainda é alto para mercados sem subsídios.
Apesar disso, o setor avança rápido. Em 2030, turbinas de 30+ MW devem estar em produção em série na China.

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