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Parque eólico na Namíbia terá turbinas eólicas montadas sem guindastes gigantes e deve evitar 200 mil toneladas de dióxido de carbono por ano quando entrar em operação

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 01/06/2026 às 15:29
Atualizado em 01/06/2026 às 17:49
A Nabrawind instala uma turbina Goldwind em escala real na Namíbia usando um sistema sem guindaste.
A Nabrawind instala uma turbina Goldwind em escala real na Namíbia usando um sistema sem guindaste.
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Projeto no parque eólico InnoVent Diaz demonstrou a instalação de uma turbina Goldwind GW165/6000 de 6 MW sem guindaste tradicional, usando sistema de automontagem em condições desérticas, com ventos fortes, meta de sete unidades e geração prevista de 230 gigawatts-hora por ano

Instalação no deserto da Namíbia mostra como novas técnicas de automontagem podem reduzir a dependência de guindastes pesados em projetos renováveis, permitindo erguer turbinas eólicas de 6 MW em áreas remotas, com ventos fortes e meta de ampliar a geração limpa no país.

Uma turbina eólica de 6 megawatts foi instalada no parque InnoVent Diaz, na Namíbia, sem guindaste tradicional. O avanço da Nabrawind mostra como turbinas eólicas podem chegar a áreas remotas.

Turbinas eólicas avançam sem guindastes pesados

A instalação envolveu a primeira Goldwind GW165/6000, conduzida pela Nabrawind, empresa adquirida pela Fortescue. O método responde a uma limitação comum em parques afastados: transportar guindastes por terrenos remotos.

Além do deslocamento, o vento costuma interromper etapas críticas. Guindastes convencionais deixam de operar com segurança quando a velocidade passa de 21,5 a 28,7 km/h. No deserto da Namíbia, a equipe trabalhou com ventos de 54 km/h e rajadas de 72 km/h.

Sistema de automontagem muda a operação

A solução usou o Sistema de Automontagem Total, conhecido como SES, e a tecnologia Skylift. Com a atualização, as equipes conseguem içar modelos de torre depois que o rotor principal é posicionado entre 30 e 40 metros.

O sistema permite levantar seções de paredes finas sem comprometer a resistência. Para a turbina Goldwind de acionamento direto, os engenheiros criaram procedimento específico para lidar com peças pesadas do gerador e manter o rotor estável.

Após erguer a primeira seção da torre e a nacela, duas pás foram fixadas em ângulo de 30 graus em relação ao solo. Um contrapeso estabilizou o conjunto. Depois, o BladeRunner substituiu o contrapeso pela terceira pá.

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Parque deve gerar energia limpa para a Namíbia

O InnoVent Diaz terá sete turbinas Goldwind GW165/6000 sem uso de guindastes. A meta é reduzir a montagem para um ciclo líquido de uma semana na sétima unidade.

O projeto final também inclui quatro turbinas XMEC-Darwind XE93-2000 em fundações Nabrabase. Conectado à rede, o parque deve gerar 230 gigawatts-hora por ano, atender 6% da eletricidade da Namíbia e evitar 200.000 toneladas de dióxido de carbono anuais.

Com informações de nabrawind.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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