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Escândalo na Polícia Civil: delegada presa por ligação com organização criminosa

Escrito por Sara Aquino
Publicado em 16/01/2026 às 13:28
Delegada presa na Operação Serpens é suspeita de lavagem de dinheiro, vínculo com facção criminosa e atuação irregular como advogada.
Foto: IA
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Delegada presa na Operação Serpens é suspeita de lavagem de dinheiro, vínculo com facção criminosa e atuação irregular como advogada.

Uma delegada presa na capital paulista tornou-se o centro de uma investigação de grande repercussão nesta sexta-feira (16/1).

A Polícia Civil de São Paulo prendeu Layla Lima Ayub, recém-empossada no cargo, suspeita de manter vínculos com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A prisão ocorreu durante a Operação Serpens, que apura crimes de organização criminosalavagem de dinheiro e atuação irregular como advogada, com desdobramentos em diferentes estados do país. 

Segundo as autoridades, Layla foi detida na cidade de São Paulo, juntamente com o namorado Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como Dedel.

As investigações apontam que ele seria responsável por comandar o tráfico de armas e drogas no estado de Roraima.

Assim, a operação buscou interromper uma suposta engrenagem criminosa que envolveria relações pessoais, movimentações financeiras suspeitas e uso indevido de funções públicas. 

O que é a Operação Serpens e por que a delegada foi presa 

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público de São Paulo deflagrou a Operação Serpens, em atuação conjunta com a Polícia Civil de São Paulo e o GAECO do Pará.

A ação teve como objetivo central apurar a atuação de uma organização criminosa e a prática de lavagem de dinheiro, crimes que, segundo os promotores, o grupo teria cometido de forma estruturada e contínua.

As autoridades cumpriram, ao todo, sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Marabá, no sudeste do Pará.

Portanto, a amplitude geográfica da operação reforça a suspeita de um esquema com ramificações interestaduais. 

Suspeitas de ligação com facção criminosa 

De acordo com o Ministério Público, a delegada presa é suspeita de manter relação direta com membros do PCC, considerada a maior facção criminosa do país.

As apurações indicam que o relacionamento amoroso com Dedel teria facilitado o contato com integrantes da organização criminosa, além de possibilitar a circulação de recursos de origem ilícita. 

Por outro lado, os investigadores ressaltam que o vínculo pessoal, por si só, não configura crime.

Atuação irregular como advogada após posse no cargo 

Um dos pontos mais sensíveis da investigação envolve a atuação irregular como advogada.

Segundo os promotores, mesmo após tomar posse como delegada da Polícia Civil, Layla teria continuado a exercer atividades privativas da advocacia. 

Entre essas ações, consta a participação em audiências de custódia, nas quais ela teria atuado em defesa de presos ligados a organizações criminosas.

Essa conduta, caso confirmada, pode configurar infrações administrativas e penais, já que o exercício da advocacia é incompatível com o cargo de delegada. 

Lavagem de dinheiro e movimentações suspeitas 

Outro eixo central da Operação Serpens é a apuração de lavagem de dinheiro, termo usado para descrever o processo de ocultar ou disfarçar a origem de recursos obtidos de forma ilegal.

As autoridades investigam transações financeiras que indicariam a tentativa de inserir valores ilícitos no sistema econômico formal. 

Conforme os investigadores, essas movimentações estariam ligadas às atividades criminosas comandadas por Dedel, especialmente no tráfico de armas e drogas em Roraima.

Dessa forma, a suspeita é que a delegada presa tenha participado, direta ou indiretamente, do esquema financeiro. 

Investigações continuam e novos desdobramentos são esperados 

Em nota oficial, o Ministério Público de São Paulo informou que as investigações seguem em andamento.

O objetivo é esclarecer a extensão do envolvimento da delegada com a facção criminosa, além de identificar a possível participação de outras pessoas no esquema. 

Enquanto isso, a Operação Serpens permanece ativa, com análise de documentos, dispositivos eletrônicos e dados financeiros apreendidos.

As autoridades não descartam novas prisões ou medidas judiciais, à medida que surgirem novos elementos. 

Assim, o caso da delegada presa levanta debates sobre controle interno, ética no serviço público e os desafios do combate à organização criminosa e à lavagem de dinheiro dentro das próprias instituições do Estado. 

veja mais em: Delegada que namora líder do PCC é presa em operação

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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