Na China, a empresa Broad Group Holon ergueu um prédio de 26 andares e 14 mil metros quadrados em apenas cinco dias no condado de Xiangyin, província de Hunan, usando módulos pré-fabricados de aço inoxidável transportados prontos da fábrica. O edifício, chamado Jingdu Holon, terá 208 apartamentos de 68 metros quadrados e a empresa afirma que a estrutura dura mais de mil anos e pode ser desmontada e reconstruída em outro local.
Quem construiu o prédio foi a Broad Group Holon, empresa sediada em Xiangyin com histórico de construções ultrarrápidas na China. Quando a obra aconteceu: entre os dias 7 e 11 de janeiro de 2024, totalizando cinco dias corridos de montagem. Como a torre de 26 andares subiu tão rápido: cada apartamento foi pré-fabricado em fábrica como módulo de aço inoxidável com 12 metros de comprimento, 3 metros de altura e 2,4 metros de largura, já com fiação elétrica e tubulação de ar-condicionado instaladas. Por que a construção foi tão rápida: os módulos chegam ao canteiro prontos e são empilhados uns sobre os outros como blocos de montar, eliminando meses de trabalho com concreto, alvenaria e acabamento que caracterizam a construção convencional. Após a instalação de todas as unidades, basta ligar a eletricidade e a água.
O edifício residencial abrigará profissionais contratados por meio de um programa especial de recrutamento de talentos em Xiangyin, que não precisarão pagar aluguel nos primeiros dois anos. Cada andar é composto por oito apartamentos de 68 metros quadrados e quatro elevadores, e a empresa está mobiliando as unidades antes da entrega aos moradores. O caso da China não é isolado: o mercado global de construção modular já movimenta US$ 95 bilhões ao ano, e o método que permitiu erguer 26 andares em cinco dias é a expressão mais radical de uma tendência que avança em todos os continentes.
Como se constrói um prédio de 26 andares em cinco dias

O método construtivo que a China utiliza para erguer prédios em velocidade recorde se chama Holon e foi desenvolvido pela própria Broad Group. Os apartamentos são fabricados em unidades modulares dentro de uma fábrica, cada módulo com dimensões padronizadas de 12 metros de comprimento, 3 metros de altura e 2,4 metros de largura. Dentro de cada módulo, a fiação elétrica, a tubulação de ar-condicionado e os acabamentos internos já são instalados na linha de produção, antes de o módulo sair da fábrica.
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As unidades de aço inoxidável são então carregadas em caminhões e transportadas até o canteiro de obras, onde são empilhadas umas sobre as outras como blocos de construção. Cerca de 100 trabalhadores participaram da montagem do Edifício Jingdu Holon, posicionando os módulos com o auxílio de guindastes e conectando as interfaces estruturais, elétricas e hidráulicas entre as unidades. Quando todos os módulos estão instalados, a eletricidade e a água são ligadas, e o prédio está funcionalmente pronto. A empresa também está incluindo mobília nos apartamentos, o que significa que o morador pode entrar e começar a usar o espaço sem precisar de reforma ou adaptação.
O precedente de 2021: 11 andares em 28 horas

O prédio de 26 andares em Xiangyin não é a primeira demonstração de velocidade da Broad Group na China. Em 2021, a empresa ergueu um prédio de apartamentos de 11 andares em Changsha, capital da província de Hunan, em 28 horas e 45 minutos. Esse caso ficou famoso internacionalmente e colocou a Broad Group no mapa da construção modular como a empresa capaz de entregar resultados que desafiam a concepção convencional de quanto tempo uma obra leva.
Tony Frost, especialista em construção modular da Nova Zelândia, hospedou-se por uma semana no edifício Holon de 11 andares em Changsha no final do ano passado. Ele descreveu a experiência como positiva, afirmando que o prédio é muito resistente, limpo e incorpora tecnologia de ponta, incluindo um sistema de filtragem de água que torna a água da torneira potável e agradável. “Ao caminhar ao redor do prédio, a sensação é de robustez, quase como uma estrutura de concreto”, relatou Frost, acrescentando que pequenas melhorias no design de interiores tornariam o resultado ainda melhor.
Aço inoxidável contra concreto: a aposta estrutural da China
A escolha do aço inoxidável como material estrutural dos módulos é o que permite tanto a velocidade de montagem quanto a durabilidade que a empresa promete. Li Shun, gerente geral da Broad Group Holon, afirma que o prédio é resistente a terremotos porque a estrutura de aço inoxidável é mais durável que a de concreto, absorvendo melhor as ondas sísmicas sem rachar ou colapsar. Para a China, onde terremotos são uma preocupação real em diversas províncias, a resistência sísmica é um argumento tão relevante quanto a velocidade de construção.
A empresa vai além e afirma que o edifício deverá durar mais de mil anos. Essa projeção é difícil de verificar na prática, já que nenhuma construção moderna em aço inoxidável tem sequer um século de existência para servir de referência. Porém, o aço inoxidável é reconhecidamente mais resistente à corrosão, às intempéries e ao desgaste estrutural do que o concreto armado convencional, que em muitos países apresenta problemas de deterioração após 50 a 70 anos. Se a projeção da Broad Group se confirmar mesmo parcialmente, os prédios modulares da China teriam vida útil várias vezes superior à de construções convencionais.
Isolamento, janelas e ar-condicionado: o conforto dentro do módulo
Os apartamentos do Edifício Jingdu Holon não são caixas metálicas com cama e pia. As paredes externas do edifício foram projetadas para reduzir os níveis de ruído e conservar o calor interno, enquanto as janelas de quatro painéis impedem a entrada do calor da luz solar em dias quentes. Segundo a Broad Group, o sistema de isolamento e as janelas especiais permitem reduzir o custo do ar-condicionado em até 90%, uma economia significativa em uma região da China onde os verões são intensos.
Para moradores acostumados a apartamentos convencionais de concreto, a diferença mais perceptível é o sistema de filtragem de água que torna a água da torneira potável diretamente. Na China, onde a maioria da população consome apenas água fervida ou filtrada por desconfiança da rede pública, ter água potável saindo direto da torneira é um diferencial que agrega valor real à experiência de moradia. A empresa está instalando essa tecnologia em todas as unidades do prédio, junto com o mobiliário que acompanha cada apartamento.
Desmontável e transportável: o prédio que muda de endereço

Um dos aspectos mais surpreendentes do sistema construtivo usado pela Broad Group na China é que o edifício inteiro pode ser desmontado e reconstruído em outro local. A mesma lógica de blocos que permite a montagem em cinco dias funciona no sentido inverso: os módulos podem ser desconectados, carregados em caminhões e transportados para um novo terreno, onde seriam reempilhados na mesma configuração ou em uma diferente. É o conceito de construção como produto industrial levado ao extremo.
Essa possibilidade de desmontagem tem implicações práticas que vão além da curiosidade tecnológica. Se um bairro inteiro precisar ser relocado por causa de uma obra de infraestrutura, uma inundação ou uma mudança no planejamento urbano, os prédios não precisam ser demolidos: podem ser transferidos. Para governos que investem bilhões em habitação popular, a ideia de que o investimento não está preso a um terreno específico muda completamente o cálculo financeiro da política habitacional.
US$ 95 bilhões: o mercado que a China domina
O caso do prédio de 26 andares em cinco dias não é apenas uma demonstração da capacidade industrial da China. O mercado global de construção modular já movimenta US$ 95 bilhões ao ano e cresce em praticamente todos os continentes, impulsionado pela escassez de mão de obra qualificada na construção civil, pela pressão por prazos menores e pela necessidade de reduzir o desperdício de materiais em canteiros de obra. A China lidera esse mercado tanto em volume de produção quanto em velocidade de execução.
Enquanto um prédio de porte médio em Londres ou Nova York leva em média três anos para ser concluído, a Broad Group demonstra que o mesmo resultado pode ser alcançado em dias. A diferença não está apenas na velocidade, mas no modelo: a construção modular transforma o canteiro de obras em linha de montagem e a fábrica em verdadeiro construtor, invertendo a lógica centenária de que edifícios são feitos no local onde vão ficar. Para países que enfrentam déficit habitacional, como o Brasil, o modelo chinês oferece uma provocação difícil de ignorar.
Cinco dias, 26 andares e uma pergunta para o mundo
A China ergueu um prédio de 26 andares em cinco dias com módulos pré-fabricados de aço inoxidável, 208 apartamentos mobiliados de 68 metros quadrados e tecnologia que promete reduzir o custo de ar-condicionado em 90%.
A empresa afirma que a estrutura dura mais de mil anos, resiste a terremotos e pode ser desmontada e remontada em outro lugar. Enquanto isso, canteiros de obra convencionais ao redor do mundo seguem medindo prazos em anos e estouros de orçamento em milhões.
Você acredita que um prédio construído em cinco dias pode ser seguro e durável? Conte nos comentários o que acha do método construtivo chinês, se moraria em um apartamento montado com módulos de fábrica e como avalia a afirmação de que a estrutura dura mais de mil anos. Queremos ouvir a sua opinião sobre o futuro da construção civil.


Porém a qualidade e horrível prefiro prédio americano ou inglês
Quem quiser um apartamento chinês que compre, mas há risco. Quer algo seguro, procure os EUA.
Sim e seja preso pelo ICE kkkkkkkkkkk
Está na hora de resolver o problema habitacional no Brasil. São vários modelos de construção. Esse parece ser muito mais rápido que muitos outros.