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Em apenas 36 hectares no Noroeste de Minas, o produtor conhecido como Sô Neném afirma faturar até 15 mil reais por semana só com a feira, combinando horta, gado de leite e corte, silagem de milho e criação de peixe numa pequena propriedade diversificada

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 04/06/2026 às 21:40
Atualizado em 04/06/2026 às 21:44
Assista o vídeoEm 36 hectares no Noroeste de Minas, o produtor Sô Neném afirma faturar até 15 mil reais por semana na feira com horta, gado, silagem e peixe diversificados.
Em 36 hectares no Noroeste de Minas, o produtor Sô Neném afirma faturar até 15 mil reais por semana na feira com horta, gado, silagem e peixe diversificados.
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A receita não tem segredo glamouroso: muito trabalho e nada de terra ociosa. Em uma área pequena, cada canto produz algo, da horta que vai à feira ao gado alimentado com silagem própria. O próprio produtor faz questão de avisar que o resultado exige esforço diário e não combina com preguiça.

Em apenas 36 hectares no Noroeste de Minas Gerais, o produtor rural conhecido como Sô Neném afirma faturar até 15 mil reais por semana apenas com a venda na feira. O segredo, segundo ele, está na diversificação da pequena propriedade, que combina horta, gado de leite e de corte, produção de silagem de milho e até criação de peixe, aproveitando ao máximo cada pedaço da terra, numa lógica em que nada fica parado.

A história foi mostrada em um vídeo de visita à propriedade, localizada na região entre as cidades de Unaí e Paracatu. É importante esclarecer, desde o início, que os valores citados são afirmações do próprio produtor, e não dados auditados, e que cada propriedade tem realidade distinta de solo, clima, mão de obra e mercado. Ainda assim, o caso chama atenção por ilustrar boas práticas de gestão e de manejo que podem inspirar outros pequenos produtores, como veremos a seguir, sempre com os pés no chão.

A força da diversificação em uma área pequena

Em 36 hectares no Noroeste de Minas, o produtor Sô Neném afirma faturar até 15 mil reais por semana na feira com horta, gado, silagem e peixe diversificados.
O coração da estratégia está em não depender de uma única fonte de renda. 

Em vez de apostar tudo em um só produto, o produtor mantém na mesma propriedade uma horta variada, criação de gado leiteiro e de corte, peixes e aves caipiras, de modo que, se uma atividade rende menos em determinado período, as outras ajudam a equilibrar as contas, garantindo entrada de dinheiro ao longo de todo o ano.

Na horta, ele cita o cultivo de itens como cebolinha, alface, cheiro-verde, quiabo, salsa, mamão, abóbora e milho verde, colhidos pela família e levados à feira.

Segundo o produtor, a venda direta ao consumidor, sempre à vista e sem fiado, é o que sustenta o faturamento semanal que ele menciona.

Essa combinação de horticultura com pecuária é o que os técnicos chamam de propriedade diversificada, um modelo bastante associado à agricultura familiar e à boa gestão de pequenas áreas.

Comida do gado em primeiro lugar

Na parte da pecuária, o produtor defende uma ordem de prioridades bem clara. 

Para ele, antes de aumentar o rebanho, é fundamental garantir a alimentação dos animais, resumindo sua filosofia na ideia de que primeiro vem a comida do gado e só depois o gado em si, sob o risco de ter prejuízo se fizer o contrário, especialmente em uma propriedade de área limitada.

Por isso, ele investe na produção de silagem de milho, uma forma de conservar a planta inteira picada para alimentar o gado nos períodos de escassez de pasto.

No vídeo, demonstra como avalia a qualidade da silagem pelo cheiro e pela presença dos grãos de milho bem distribuídos.

Ele também critica a prática de pagar por pasto alugado, afirmando que, em sua experiência com uma área pequena, isso só traria prejuízo, reforçando a importância de produzir o próprio alimento dentro da porteira.

As técnicas de manejo que fazem diferença

Algumas escolhas técnicas ajudam a explicar a produtividade da pequena área. 

Uma delas é o uso do gesso agrícola para condicionar o solo, prática que, segundo a Embrapa, leva cálcio para as camadas mais profundas e ajuda as raízes a se aprofundarem, tornando as plantas mais resistentes à seca, sem substituir o calcário, que é o produto usado para corrigir a acidez na superfície.

O produtor reforça que corrigir bem a terra é essencial, alertando que muita gente reclama de resultado ruim justamente por não ter feito a correção do solo de forma adequada.

Outra técnica que ele adota é o uso de um touro da raça Nelore para cruzar com as vacas de leite, gerando bezerros de corte que são vendidos ainda jovens, entre seis e oito meses, por valores que ele estima em torno de mil e duzentos a mil e trezentos reais por animal, somando mais uma fonte de renda ao sistema.

Trabalho duro, e não fórmula mágica

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Vídeo do YouTube

Apesar do faturamento citado, o próprio produtor faz questão de desfazer qualquer ilusão de dinheiro fácil. 

Ele repete que o resultado vem de muito trabalho, que a atividade é para quem não tem preguiça e que, embora dê bastante esforço, é melhor do que ficar parado, deixando claro que não existe milagre, e sim dedicação diária de toda a família na lida com a terra e os animais.

Esse ponto é importante para que a história seja vista com equilíbrio.

Resultados como os relatados dependem de uma série de fatores, como localização, qualidade do solo, acesso à água, mão de obra disponível e demanda na feira local, que variam muito de uma região para outra.

Mais do que prometer ganhos garantidos, o caso serve para mostrar como a organização, o aproveitamento inteligente do espaço e o conhecimento de manejo podem fazer diferença na vida de quem vive da terra.

O que o pequeno produtor pode aprender com o caso

Para além dos números, há lições de gestão que costumam valer para muitos contextos. 

O aproveitamento integral da propriedade, a diversificação das fontes de renda, a prioridade à alimentação do rebanho, a correção adequada do solo e a venda direta ao consumidor são princípios defendidos por especialistas em agricultura familiar como caminhos para aumentar a rentabilidade de pequenas áreas, ainda que sempre adaptados a cada realidade.

Vale lembrar que decisões sobre adubação, correção de solo, manejo de pastagem e sanidade animal devem, idealmente, contar com orientação de um profissional, como um engenheiro agrônomo ou um zootecnista, que conhece as particularidades de cada região.

Casos inspiradores como o desse produtor mineiro ganham ainda mais valor quando combinados com assistência técnica, planejamento e acesso a crédito e mercado, fatores que ajudam o pequeno produtor a crescer com mais segurança.

A trajetória do produtor conhecido como Sô Neném, em sua pequena propriedade no Noroeste de Minas, é um retrato de como a diversificação e o trabalho bem organizado podem transformar 36 hectares em uma engrenagem produtiva.

Embora os valores faturados sejam relatos pessoais e dependam de muitos fatores, as práticas que ele adota, da silagem de qualidade à correção do solo e à venda direta na feira, dialogam com o que há de mais consagrado no manejo de pequenas áreas.

No fim, fica a mensagem de que, no campo, esforço, conhecimento e gestão costumam andar de mãos dadas com bons resultados.

E você, conhece algum pequeno produtor que faz a propriedade render com diversificação e trabalho duro? O que achou das estratégias adotadas pelo Sô Neném? Deixe seu comentário, compartilhe sua experiência no campo e ajude a divulgar a matéria para quem vive da agricultura familiar e busca inspiração e boas práticas para o dia a dia.

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Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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