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Elevação do mar acelera com derretimento polar, revelam satélites laser

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Escrito por Sara Aquino Publicado em 24/02/2026 às 23:39
Com apoio de satélites laser, estudo revela que mudanças climáticas e derretimento polar aceleram a elevação do mar em todo o planeta.
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Com apoio de satélites laser, estudo revela que mudanças climáticas e derretimento polar aceleram a elevação do mar em todo o planeta.

A elevação do mar está acelerando em escala global, impulsionada principalmente pelo derretimento polar e pela perda de gelo terrestre, segundo uma análise de 30 anos conduzida pela The Hong Kong Polytechnic University e publicada na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

O levantamento examinou dados coletados entre 1993 e 2022, em nível global, por meio de satélites laser que medem variações na gravidade da Terra.

O objetivo foi entender como e por que os oceanos estão subindo cada vez mais rápido — e os resultados reforçam o papel central das mudanças climáticas nesse processo. 

De acordo com o estudo, o nível médio global do mar subiu cerca de 90 milímetros no período analisado.

A taxa média anual foi de 3,3 milímetros, com aceleração mais intensa nos anos recentes. Isso significa que o avanço das águas não apenas continua, mas ganha velocidade. 

Elevação do mar: números que preocupam cientistas 

Os dados mostram que aproximadamente 60% da elevação do mar registrada nas últimas três décadas está relacionada ao aumento da massa dos oceanos.

Em termos simples, isso quer dizer que há mais água sendo adicionada aos mares. 

Esse acréscimo ocorre, sobretudo, por causa do derretimento polar e da perda de gelo terrestre.

Geleiras de montanha e grandes mantos de gelo estão liberando volumes cada vez maiores de água doce nos oceanos.

Como resultado, o nível global sobe de forma consistente. 

Além disso, desde 2005, a contribuição do gelo derretido passou a ser o principal motor dessa alta.

A Groenlândia, por exemplo, tem desempenhado papel decisivo nesse cenário. 

Derretimento polar já responde pela maior parte do aumento 

O levantamento aponta que mais de 80% do ganho de massa oceânica está ligado diretamente à perda de gelo polar e de geleiras ao redor do mundo.

Esse dado evidencia uma mudança importante no comportamento da elevação do mar. 

Em décadas anteriores, a expansão térmica — quando a água se dilata ao aquecer — tinha peso semelhante.

No entanto, atualmente, o derretimento polar se consolidou como o principal fator. 

Esse movimento está diretamente associado às mudanças climáticas.

O aumento da temperatura média do planeta acelera o degelo em regiões sensíveis, como o Ártico e áreas montanhosas. 

Como os satélites laser medem a elevação do mar 

Para chegar a conclusões tão detalhadas, os pesquisadores recorreram a uma tecnologia avançada conhecida como SLR (Satellite Laser Ranging).

Trata-se de um sistema que utiliza satélites laser para medir, com extrema precisão, pequenas variações no campo gravitacional da Terra. 

Essas variações ajudam a identificar mudanças na distribuição de massa do planeta.

Quando grandes volumes de gelo terrestre derretem e passam a integrar os oceanos, há uma alteração detectável na gravidade. 

Além disso, a equipe aplicou um novo modelo matemático que aprimora a resolução espacial das medições.

Com isso, foi possível refinar a análise e obter resultados mais confiáveis sobre a elevação do mar. 

Mudanças climáticas e o impacto do gelo terrestre 

O papel do gelo terrestre é central nesse processo.

Diferentemente do gelo que já flutua no mar, como o gelo marinho, o gelo que está sobre continentes, ao derreter, adiciona água diretamente aos oceanos. 

Portanto, o derretimento polar tem efeito direto na elevação do mar.

Esse fenômeno é um dos sinais mais visíveis das mudanças climáticas em curso. 

Enquanto isso, comunidades costeiras ao redor do mundo acompanham com preocupação os números divulgados.

A aceleração do aumento do nível do mar amplia riscos de erosão, inundações e eventos extremos. 

Monitoramento de longo prazo é essencial 

A análise de três décadas demonstra a importância de manter monitoramentos contínuos.

Quanto maior a série histórica de dados, mais preciso é o entendimento das tendências globais. 

Nesse contexto, os satélites laser representam uma ferramenta estratégica.

Eles permitem acompanhar, quase em tempo real, o impacto do derretimento polar e das mudanças climáticas sobre os oceanos. 

Assim, os cientistas conseguem projetar cenários futuros com mais segurança.

E, diante da aceleração confirmada da elevação do mar, o alerta é claro: compreender o comportamento do gelo terrestre hoje é fundamental para preparar o mundo para os desafios das próximas décadas. 

Veja mais em: Os oceanos estão subindo mais rápidos do que nunca, revelam lasers de satélites

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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