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Cientistas lançaram a carcaça de uma vaca a 1.629 metros de profundidade no Mar da China – e 8 visitantes inesperados apareceram

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 26/12/2025 às 22:58
Assista o vídeoCarcaça lançada a 1.629 metros revela oito tubarões-dorminhocos-do-pacífico e comportamento alimentar inédito no Mar da China Meridional.
Carcaça lançada a 1.629 metros revela oito tubarões-dorminhocos-do-pacífico e comportamento alimentar inédito no Mar da China Meridional.
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Experimento a 1.629 metros no Mar da China Meridional revelou oito visitantes com comportamento alimentar em fila, diferenças de agressividade por tamanho e novas evidências sobre distribuição em águas profundas tropicais pouco documentadas

Cientistas conduziram um experimento inusitado ao lançar a carcaça de uma vaca a 1.629 metros de profundidade no Mar da China, registrando a rápida chegada de oito espécies inesperadas atraídas pelo alimento.

O lançamento experimental de uma carcaça de vaca a 1.629 metros de profundidade, próximo à Ilha de Hainan, revelou oito tubarões-dorminhocos-do-pacífico, primeira ocorrência registrada na região, trazendo novos dados sobre distribuição, comportamento alimentar e ecologia em águas profundas.

Experimento em grande profundidade e objetivo científico

Cientistas planejaram investigar processos ecológicos associados à queda de carcaças de grandes animais no fundo do mar, fenômeno observado quando baleias morrem e afundam em áreas profundas dos oceanos.

Para simular esse evento natural, a equipe lançou deliberadamente a carcaça de uma vaca em uma encosta continental do Mar da China Meridional, a exatos 1.629 metros de profundidade.

O experimento foi monitorado por câmeras submersas, capazes de registrar imagens contínuas do fundo oceânico, permitindo observar quais espécies se aproximariam da carcaça e como interagiriam durante a alimentação.

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Primeira ocorrência regional e surpresa científica

As gravações revelaram oito tubarões-dorminhocos-do-pacífico ao redor da carcaça, configurando a primeira ocorrência conhecida da espécie nessa região específica do Mar da China Meridional.

A presença simultânea de tantos indivíduos surpreendeu os pesquisadores, já que a espécie é considerada esquiva, apesar de apresentar ampla distribuição em diferentes áreas do Oceano Pacífico.

Esse registro ampliou o conhecimento sobre a presença da espécie em águas profundas tropicais, tradicionalmente associadas a temperaturas mais elevadas do que aquelas normalmente atribuídas ao tubarão-dorminhoco-do-pacífico.

Comportamento alimentar e formação de fila

As imagens mostraram não apenas ataques diretos à carcaça, mas também um comportamento incomum de organização durante a alimentação, descrito como uma espécie de formação de fila entre os tubarões.

Os indivíduos posicionados à frente da carcaça cederam espaço para tubarões que se aproximavam por trás, permitindo alternância ordenada durante o acesso ao alimento disponível.

Segundo Han Tian, da Universidade Sun Yat-sen e do Laboratório de Ciência e Engenharia Marinha do Sul de Guangdong, esse comportamento reflete uma estratégia adaptativa de sobrevivência em ambientes profundos.

Ele afirmou que a prioridade alimentar parece ser determinada pela intensidade competitiva individual, mesmo em condições extremas, indicando busca de alimento não solitária entre tubarões-dorminhocos do Pacífico.

Vídeo 1. Comportamento predatório de tubarões-dorminhocos do Pacífico nas águas profundas do Mar da China Meridional.

Diferenças de tamanho, agressividade e adaptações físicas

A equipe observou que tubarões com 2,7 metros ou mais apresentaram comportamento mais agressivo ao atacar a carcaça, enquanto indivíduos menores exibiram aproximação cautelosa e circulação deliberada.

Esse contraste sugere hierarquias comportamentais relacionadas ao tamanho corporal, influenciando diretamente a forma como os animais exploram recursos alimentares concentrados em águas profundas.

Também foi registrado um comportamento de retração ocular durante a alimentação, interpretado como adaptação protetora, já que a espécie não possui membrana nictitante, conhecida como terceira pálpebra, comum em outros animais.

As imagens ainda revelaram a presença de copépodes parasitas em alguns tubarões, embora não identificados, reforçando semelhanças com parentes próximos, como os tubarões-da-Groenlândia, conhecidos por parasitas oculares.

Distribuição conhecida e questionamentos em aberto

Os tubarões-dorminhocos-do-pacífico são documentados no Pacífico Norte, do Japão ao Alasca, até o sul da Baja California, além de registros em regiões profundas como a fossa de Tonga.

Embora se acredite que prefiram águas frias, a espécie já foi observada acidentalmente perto das Ilhas Salomão e Palau, consideradas anteriormente o limite sul de sua distribuição.

A ocorrência frequente registrada no sudoeste do Mar da China Meridional levanta dúvidas sobre se essa área sempre integrou sua distribuição natural ou se reflete mudanças ambientais recentes.

Tian destacou que a presença recorrente indica que a compreensão científica dessa população permanece limitada, exigindo novos estudos para esclarecer padrões de distribuição e comportamento em profundidades tropicais.

O estudo detalhando essas observações foi publicado na revista Ocean-Land-Atmosphere Research, contribuindo para o entendimento de ecossistemas profundos e interações entre grandes predadores marinhos.

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Digo
Digo
01/01/2026 10:03

Propagação da **** louca! -.-

Digo
Digo
Em resposta a  Digo
01/01/2026 10:03

V.A.C.A.

Evandro Cerdeira Dos Santos
Evandro Cerdeira Dos Santos
28/12/2025 08:16

Estratégia de propaganda além de errada, ****. Cria repulsão até de ler a matéria.

Nosor
Nosor
27/12/2025 23:12

Ridículo o número de propagandas desorganizadas que tira o tesão de ler…por aqui nunca concluo a leitura!
Falta de respeito conosco o leitor!

Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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