O Inmet emitiu alerta de perigo para Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo neste domingo (26) por causa de um ciclone extratropical formado na costa do Rio Grande do Sul e do Uruguai. A previsão inclui ventos de até 100 km/h, chuva acumulada de 100 mm em um único dia e risco de granizo, alagamentos, destelhamentos e queda de árvores em mais de 50 cidades catarinenses e dezenas de municípios nos outros três estados.
Um ciclone extratropical formado na costa do Rio Grande do Sul e do Uruguai está avançando sobre quatro estados brasileiros neste domingo com potencial destrutivo que levou o Inmet a emitir alerta de perigo para regiões de Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. A Defesa Civil catarinense confirmou que a chuva pode ser pontualmente intensa com temporais isolados em todas as regiões do estado, acompanhados de raios, rajadas de vento e queda de granizo. Os ventos podem atingir 100 km/h e o volume de chuva pode chegar a 100 milímetros em um único dia.
A instabilidade já se fez presente nas primeiras horas da madrugada no Oeste catarinense e nas áreas de divisa com o Rio Grande do Sul. Nas próximas horas, os temporais devem se intensificar e avançar para as demais regiões, incluindo o Vale do Itajaí, o Norte Catarinense e a Serra. O risco, segundo a Defesa Civil, é baixo a moderado para ocorrências como alagamentos, enxurradas pontuais, queda de galhos e árvores, destelhamentos e danos na rede elétrica. Para os moradores das áreas afetadas, o domingo exige atenção redobrada e medidas preventivas imediatas.
Quais estados e regiões estão na rota do ciclone extratropical

Segundo informações divulgadas pelo portal NSC, o alerta de perigo do Inmet abrange regiões específicas de cada um dos quatro estados afetados. Em Santa Catarina, 50 cidades estão na rota, incluindo Joinville e Blumenau, com destaque para o Oeste Catarinense, o Norte Catarinense, o Vale do Itajaí e a Serra. No Paraná, a lista é ainda mais extensa, cobrindo a Região Metropolitana de Curitiba, o Oeste, o Sudoeste, o Noroeste e áreas centrais do estado.
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No Mato Grosso do Sul, as regiões de alerta incluem o Sudoeste, os Pantanais Sul Mato-grossense e o Leste do estado. Em São Paulo, as áreas afetadas se concentram em Itapetininga e no Litoral Sul Paulista, regiões que ficam na rota de avanço da frente fria associada ao ciclone. A abrangência do alerta por quatro estados simultaneamente reflete a escala do sistema meteorológico, que se intensificou ao se deslocar da costa argentina e uruguaia em direção ao território brasileiro.
O que o ciclone pode causar: ventos, chuva, granizo e alagamentos
A combinação de ventos de até 100 km/h com chuva acumulada de 100 mm em um dia cria condições para danos significativos em áreas urbanas e rurais. Rajadas dessa intensidade são suficientes para derrubar árvores, arrancar telhados, tombar placas de sinalização e provocar interrupção prolongada no fornecimento de energia elétrica. O volume de chuva previsto pode saturar o solo e os sistemas de drenagem, provocando alagamentos em pontos baixos e enxurradas em encostas.
O risco de granizo adiciona uma camada de preocupação. Pedras de gelo podem danificar veículos, lavouras, telhados e estruturas desprotegidas em questão de minutos, e a previsão de temporais isolados torna difícil prever exatamente onde o granizo cairá. Para produtores rurais de Santa Catarina e do Paraná, a possibilidade de perda de safra por granizo no final de maio é um cenário que exige proteção antecipada quando possível.
Por que o ciclone extratropical se formou e como ele se desloca
O ciclone se originou de uma frente fria que avançou pela costa do Rio Grande do Sul e do Uruguai, ganhando energia ao interagir com as águas relativamente quentes do Atlântico Sul. À medida que o sistema se aprofunda, ele organiza a circulação de ventos em sentido anti-horário, puxando umidade do oceano e ar frio do sul do continente em uma dinâmica que produz instabilidade severa na área de atuação.
O deslocamento do ciclone segue de Sudoeste para Nordeste, o que explica a sequência de estados afetados: primeiro o Rio Grande do Sul, depois Santa Catarina e Paraná, e por fim o Mato Grosso do Sul e São Paulo. A intensificação do sistema em mar aberto mantém a alimentação de umidade e energia que sustenta os temporais por horas seguidas, diferentemente de tempestades convectivas que se formam e dissipam rapidamente. O resultado é um evento prolongado que pode afetar as mesmas regiões por mais de 24 horas.
O que fazer durante o alerta de perigo do Inmet
A Defesa Civil de Santa Catarina divulgou recomendações específicas para a população durante o período de alerta. Em caso de ventos fortes, a orientação é evitar transitar ou se abrigar próximo a árvores, placas, muros e postes de energia, que podem ceder sob a pressão das rajadas. Durante os temporais, a recomendação é buscar local abrigado, longe de janelas e objetos que possam ser arremessados.
Para situações de chuva intensa com alagamentos, a regra é categórica: jamais atravessar ruas alagadas ou pontes e pontilhões submersos. A força da água em movimento pode arrastar veículos e pessoas mesmo em níveis aparentemente rasos. A Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199, e o Inmet mantém atualização constante dos alertas em seu site e aplicativo, permitindo que moradores das áreas afetadas acompanhem a evolução do ciclone em tempo real.
O que esperar nas próximas horas e quando o tempo melhora
Os temporais mais intensos devem ocorrer ao longo deste domingo e se estender até a madrugada de segunda-feira (27) nas regiões abrangidas pelo alerta. A passagem do ciclone extratropical também marca a entrada de uma massa de ar frio que derrubará as temperaturas no Sul do Brasil entre segunda e quarta-feira, com mínimas que podem chegar a 0°C na Serra gaúcha e no Planalto Sul catarinense.
Após a passagem do sistema, o tempo deve estabilizar gradualmente a partir de terça-feira, embora o frio persista. Para quem vive em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, as próximas horas são as mais críticas, e a preparação antecipada pode fazer a diferença entre enfrentar o temporal com segurança ou lidar com danos que poderiam ter sido evitados.
Você está em uma das regiões afetadas pelo ciclone ou já sentiu os primeiros temporais deste domingo? Conte nos comentários como está o tempo na sua cidade e se a Defesa Civil enviou alertas para o seu celular.

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