Treinamento militar no Lago de Furnas mobiliza tropas, blindados, embarcações e sistemas tecnológicos em Minas Gerais, com atividades voltadas a operações ribeirinhas, apoio à Defesa Civil e missões de paz.
A Operação “Furnas 2026” mobiliza cerca de 2 mil militares da Marinha do Brasil em São José da Barra (MG), no entorno do Lago de Furnas.
O treinamento, iniciado em 22 de junho e previsto para seguir até 3 de julho, emprega blindados, viaturas anfíbias, embarcações, robôs e drones em exercícios de operações ribeirinhas, apoio à Defesa Civil e missões de paz, segundo a Agência Marinha de Notícias.
Coordenada pelos Fuzileiros Navais, a atividade reúne unidades da Força de Fuzileiros da Esquadra em uma região conhecida como “Mar de Minas”, referência usada para o Lago de Furnas.
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De acordo com a Marinha, o ambiente permite a realização de treinamentos com tropas, meios navais, equipamentos terrestres e sistemas de comunicação em cenários de deslocamento, resposta a crises e atuação integrada com outras instituições.
A operação ocorre no período em que a Marinha do Brasil registra 100 anos de presença em Minas Gerais.
Para o exercício, foram deslocados meios operativos de alta mobilidade, equipamentos de proteção e sistemas usados em situações de risco, como desativação de artefatos explosivos e resposta a ameaças nucleares, biológicas, químicas e radiológicas.
Operação Furnas 2026 reúne tropas e tecnologia no Lago de Furnas
A estrutura empregada na Operação “Furnas 2026” inclui Carros-Lagarta Anfíbios, Viaturas Blindadas Leves Sobre Rodas (JLTV), Viaturas Blindadas Especiais Sobre Rodas (Piranha), viaturas operativas 5 Ton 4×4 UNIMOG U5000 e Embarcações de Desembarque Litorâneo (EDLit), descrita pela Marinha como uma nova lancha blindada de alta mobilidade.
Também foram mobilizados drones, sistemas ópticos, câmeras telescópicas, equipamentos de raio-X portátil, rádios táticos, comunicações por satélite, robôs, detectores variados e interferidores de frequência usados em ações de desativação de explosivos.
A relação de equipamentos foi informada pela Marinha e indica a diversidade de meios empregados durante o treinamento.
Os militares participam de exercícios voltados para operações ribeirinhas, apoio à Defesa Civil e missões de paz.
Nas ações ligadas à Defesa Civil, a Marinha afirma que o treinamento envolve situações associadas a desastres ambientais e conta com a participação de diferentes agências.
Já a preparação para missões de paz tem como foco tropas especializadas em atividades relacionadas à Organização das Nações Unidas.

Deslocamento de 1.000 quilômetros testa logística dos Fuzileiros Navais
Um dos pontos destacados pela Marinha é o deslocamento de tropas do Rio de Janeiro para o Sul de Minas.
O trajeto, de cerca de 1.000 quilômetros, foi apresentado pela Força como demonstração da capacidade expedicionária do Corpo de Fuzileiros Navais, que precisa transportar pessoal, veículos, embarcações, equipamentos e sistemas de apoio para operar fora de sua base de origem.
Esse tipo de mobilização demanda planejamento para transporte, instalação, comunicação e manutenção dos meios usados no exercício.
Segundo a Marinha, a integração entre unidades terrestres, meios aéreos e embarcações busca preparar a tropa para cenários em que seja necessário responder a crises, apoiar órgãos públicos ou atuar em áreas com acesso limitado.
A Força de Fuzileiros da Esquadra participa de atividades combinadas com meios da Marinha do Brasil em operações ribeirinhas, operações de paz e ações interagências.
A presença de órgãos municipais e estaduais integra o treinamento em situações que exigem coordenação entre militares e estruturas civis.

Marinha destaca coordenação e pronto emprego em Minas Gerais
O Capitão de Mar e Guerra (Fuzileiro Naval) Adilson Cappucci, chefe do Estado-Maior do Comando da Divisão Ribeirinha, afirmou que a Operação “Furnas 2026” permite manter tropas treinadas e desenvolver capacidades para cenários de gerenciamento de crises no Brasil e no exterior.
“É uma grande honra para todos nós, no período em que a Marinha do Brasil completa 100 anos de presença no Estado de Minas Gerais, realizar esta missão. Além de mantermos nossas tropas treinadas e prontas, representa uma grande oportunidade para projetar nosso País no exterior, trocar informações e desenvolver capacidades no contexto de gerenciamento de crises nacionais e internacionais”, disse Cappucci, em declaração divulgada pela Agência Marinha de Notícias.
O oficial também mencionou atividades ribeirinhas, ações de apoio à Defesa Civil e exercícios voltados a operações de paz.
Ao comentar a estrutura da operação, Cappucci afirmou que o treinamento exige coordenação, logística e capacidade de pronto emprego dos Fuzileiros Navais.
“Como se pode observar, é uma operação bastante complexa e que envolve um grande esforço de coordenação e de logística, exigindo toda capacidade expedicionária e pronto emprego dos Fuzileiros Navais”, declarou.
Lago de Furnas recebe atividades da Força Naval
A presença da Marinha no entorno do Lago de Furnas faz parte do planejamento da Operação “Furnas 2026” para treinamentos em ambiente ribeirinho e lacustre.
De acordo com a Força, a região permite atividades com embarcações, viaturas, equipamentos anfíbios e tropas especializadas.
Além das ações militares, o exercício prevê interação com órgãos municipais e estaduais nas atividades interagências.
Esse formato é utilizado em treinamentos que simulam situações de crise, nas quais diferentes estruturas públicas precisam atuar de forma coordenada para deslocar equipes, proteger áreas sensíveis ou apoiar comunidades afetadas por emergências.
A Operação “Furnas 2026” também leva unidades dos Fuzileiros Navais para uma área fora do litoral.
Embora a Marinha seja frequentemente associada à atuação em áreas marítimas, rios, lagos, represas e regiões interiores também podem integrar cenários de treinamento, apoio logístico e resposta a crises, conforme a organização operacional da Força.
No Lago de Furnas, tropas, blindados, embarcações, robôs e drones são empregados em exercícios que combinam deslocamento, comunicação, apoio interagências e simulações de missões de paz.
A programação segue até 3 de julho, com atividades conduzidas em São José da Barra e no entorno do reservatório.
Para a população da região, a operação torna visível parte da estrutura utilizada pela Marinha em treinamentos de pronto emprego.
O exercício também expõe a articulação entre tecnologia, mobilização de tropa e logística em um ambiente diferente das áreas costeiras onde a Força costuma ser mais associada.
Em uma região conhecida pelo Lago de Furnas e por sua relação com atividades econômicas, turísticas e de infraestrutura em Minas Gerais, a presença de cerca de 2 mil militares chama atenção pelo porte do treinamento e pela quantidade de meios operativos deslocados.
