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Governo quer levar mais de 500 pontes rodoviárias a leilão na B3 em 2026 e promete virar nova frente de concessões

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Escrito por Flavia Marinho Publicado em 04/07/2026 às 06:57 Atualizado em 04/07/2026 às 06:59
Governo quer levar mais de 500 pontes rodoviárias a leilão na B3 em 2026 e podem virar nova frente de concessões
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O governo quer levar mais de 500 pontes rodoviárias a leilão na B3 em 2026, em um pacote dividido por estados e regiões. A estratégia mira recuperação de ativos envelhecidos sem cobrança de tarifa e deve atrair operadores já atuantes no setor.

O governo federal prepara um pacote com mais de 500 pontes rodoviárias para leilão na B3, em uma nova tentativa de acelerar a recuperação de ativos envelhecidos da malha viária. A iniciativa foi anunciada pelo ministro dos Transportes, George Santoro, e deve virar uma das principais apostas da pasta para 2026.

A ideia é dividir os projetos por estado e região, em oito lotes, criando uma carteira de longo prazo para obras de restauração e manutenção. Embora o modelo não preveja cobrança de tarifa, Santoro afirmou que os ativos podem interessar aos operadores que já trabalham no setor rodoviário.

O movimento chama atenção porque leva para a bolsa uma frente que normalmente ficaria restrita a contratos públicos mais tradicionais. Agora, a gestão dessas pontes passa a ser desenhada em formato de leilão, com disputa entre empresas e modelagem pensada para contratos de dez anos.

Leilões devem usar a estrutura do Crema e contratos de dez anos

Segundo agenciainfra.com, Santoro disse que o DNIT vai usar a solução do Crema, o Programa de Contratação, Restauração e Manutenção, como base para a modelagem dos projetos. A proposta prevê contratos com prazo de dez anos, o que indica uma relação mais longa entre o poder público e os operadores escolhidos.

Na prática, a carteira deve combinar recuperação estrutural com manutenção contínua, em vez de tratar as intervenções como obras pontuais. O ministro afirmou ainda que haverá contraprestação do orçamento público, embora o governo não classifique os projetos como PPPs.

Essa diferença importa porque muda a forma como o programa será apresentado ao mercado. Em vez de uma concessão com pedágio, a lógica desenhada até aqui aposta no pagamento público e na estabilidade de contratos mais longos para viabilizar a operação.

Carteira deve reunir mais de 500 ativos espalhados pelo país

O pacote citado pelo Ministério dos Transportes reúne mais de 500 pontes que precisam de recuperação. A divisão por estados e regiões em oito lotes deve servir para organizar a disputa e separar os ativos em blocos mais manejáveis para os interessados.

O governo ainda não detalhou quais pontes entram na lista nem quais serão os critérios de priorização de cada lote. Mesmo assim, o volume já sinaliza a dimensão do passivo acumulado na infraestrutura rodoviária e o tamanho da aposta da pasta para enfrentar o problema por etapas.

Ao apresentar a carteira, Santoro convidou o setor rodoviário a estudar as modelagens. O recado foi dado na abertura da Bienal das Rodovias 2026 – A Força da Regulação Brasileira, evento da ABCR, em Brasília.

Operadores atuais podem ver oportunidade em ativos sem tarifa

Um dos pontos mais sensíveis da proposta é justamente a ausência de cobrança de tarifa. Mesmo assim, o ministro avaliou que os ativos podem ser interessantes para os operadores atuais, o que sugere interesse em ampliar o papel de empresas já acostumadas com a gestão de rodovias.

Sem pedágio, o modelo tende a depender mais da previsibilidade dos contratos e do fluxo de recursos públicos. Isso pode tornar a carteira mais atrativa para grupos que já atuam no setor e buscam ampliar presença em contratos de manutenção e operação de longo prazo.

O governo, por enquanto, não detalhou valores totais, cronograma dos lotes ou a lista de ativos que entrarão no pacote. Mas a sinalização de levar esse conjunto à B3 já coloca a iniciativa entre as mais relevantes da agenda de infraestrutura rodoviária para o próximo ano.

Infra S.A. também entra na mira do governo para reduzir dependência do Tesouro

Na mesma fala, Santoro destacou a trajetória financeira da Infra S.A., estatal responsável por estruturar projetos para a pasta. Segundo ele, há uma agenda em andamento para que a empresa deixe de depender do Tesouro em até três anos.

“A Infra S.A. vai ter receita própria suficiente”, afirmou o ministro, ao comentar o combinado feito com a diretoria e o conselho de administração da companhia. A declaração indica uma cobrança por maior autonomia financeira da estatal, num momento em que o governo quer acelerar a estruturação de projetos de infraestrutura.

Além da carteira de pontes, Santoro também mencionou a primeira PPP federal da pasta, voltada para a operação e manutenção da BR-319/AM, com governança ambiental associada ao retorno da rodovia. O conjunto das falas mostra que o governo quer ampliar o uso de modelagens diferentes para atacar gargalos históricos da malha federal.

Agora, a atenção fica sobre como o DNIT vai desenhar os lotes, quais pontes entram na primeira rodada e como o mercado vai reagir a um pacote sem tarifa, mas com contratos longos e pagamento público. Se a modelagem avançar como previsto, 2026 pode marcar uma nova fase para a recuperação de pontes no país. Comente e compartilhe esta notícia com quem acompanha infraestrutura e concessões no Brasil.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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