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Novo Plano Nacional de Mineração promete revolucionar o mercado de fertilizantes no Brasil e cortar dependência externa do insumo de 87,3% para 34,9%, considerado decisivo para a produção de alimentos e para o agronegócio brasileiro

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Escrito por Flavia Marinho Publicado em 04/07/2026 às 07:15 Atualizado em 04/07/2026 às 07:17
Novo Plano Nacional de Mineração promete revolucionar o mercado de fertilizantes no Brasil e cortar dependência externa do insumo
Novo Plano Nacional de Mineração promete revolucionar o mercado de fertilizantes no Brasil e cortar dependência externa do insumo
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Corte na dependência externa não se limita ao plano mineral. Petrobras também tem defendido a ampliação da produção de fertilizantes nitrogenados, uma frente mais ligada à indústria petrolífera do que à extração mineral.

O Brasil pode reduzir de forma expressiva a dependência externa de fertilizantes do tipo PK, à base de fosfato e potássio, nos próximos 25 anos. A projeção, citada por uma fonte oficial com acesso ao novo Plano Nacional de Mineração, o PNM 2050, aponta queda do patamar atual de 87,3% para 34,9% até 2050.

O documento foi apresentado na quinta-feira (2) aos ministros que participam da reunião do CNPM, o Conselho Nacional de Política Mineral. A mudança, se avançar como previsto, mexe com um dos maiores pontos de pressão do agronegócio brasileiro: a forte dependência de importações para garantir a oferta de insumos usados na produção de alimentos.

Segundo agenciainfra.com, a meta aparece no novo plano como uma das apostas para ampliar a produção nacional e diminuir a vulnerabilidade do país em um mercado estratégico. Uma fonte do setor agrícola ouvida pela reportagem afirmou que o objetivo é “perfeitamente possível”, desde que o Brasil aproveite melhor suas reservas minerais com presença dessas substâncias.

Meta mira o insumo mais sensível para o campo

O foco do plano está nos fertilizantes PK, muito usados no campo por reunirem fósforo e potássio, dois componentes centrais para a produtividade agrícola. Hoje, essa dependência externa é alta e deixa o Brasil exposto a oscilações de preço, gargalos logísticos e tensões internacionais que afetam a oferta global.

Na avaliação da fonte ouvida pela Agência iNFRA, o fertilizante à base de fosfato, ligado ao elemento P, tende a puxar a expansão da produção nacional. A leitura é que o país tem espaço para crescer nessa frente, desde que consiga transformar potencial mineral em produção efetiva.

Plano de metas deve sair em até 180 dias

Os objetivos do PNM 2050 não devem ficar só no papel. O governo prevê que eles sejam detalhados em um Plano de Metas e Ações, com publicação prevista em até 180 dias após a apresentação do documento principal.

Esse plano também será revisado a cada quatro anos, o que indica uma tentativa de manter o setor sob acompanhamento contínuo. Na prática, isso abre caminho para ajustes periódicos na estratégia mineral do país, conforme o avanço da produção e a leitura sobre demanda interna.

Pressão sobre o agronegócio reforça a urgência da mudança

A busca por maior produção local de fertilizantes vem sendo tratada como prioridade pelo governo federal por causa do impacto direto na sustentação da produção de alimentos. O setor rural brasileiro depende desse insumo em larga escala, e qualquer ruptura na cadeia externa tem reflexos imediatos na atividade do campo.

O texto da Agência iNFRA lembra que produtores nacionais já sentiram os efeitos de conflitos internacionais no escoamento da produção mundial. Em um mercado sensível como esse, a conta chega rápido para quem produz no Brasil e também para quem compra os alimentos no fim da cadeia.

Petrobras também entra na disputa por mais oferta nacional

O movimento para reduzir a dependência externa não se limita ao plano mineral. O comando da Petrobras também tem defendido a ampliação da produção de fertilizantes nitrogenados, uma frente mais ligada à indústria petrolífera do que à extração mineral.

A presidente da estatal, Magda Chambriard, manifestou interesse em duplicar a capacidade das quatro fábricas de fertilizantes do portfólio da companhia. Segundo a estimativa citada no material, essa expansão poderia atender até 70% da demanda atual, reforçando a tentativa de mudar a lógica de um setor historicamente dependente do mercado externo.

Se a meta do PNM 2050 sair do papel, o Brasil pode entrar em uma nova fase na produção de fertilizantes e reduzir um gargalo que há anos pesa sobre o agronegócio. A movimentação agora passa pela apresentação do plano e pelo detalhamento das ações que vão tentar transformar essa projeção em resultado concreto. Queremos saber: na sua visão, essa dependência pode cair de fato até 2050?

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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