Assim como a gasolina, preço do etanol fecha setembro com nova alta, atinge quase R$ 6 e consumidor não tem para aonde correr

Flavia Marinho
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05-10-2021 17:11:07
em Petróleo, Óleo e Gás
etanol - gasolina - preço - rio de janeiro - brasil - combustível - diesel - caminhoneiros frentista em cposto de gasolina / Imagem google

No comparativo com menor média do ano, não só o preço do etanol disparou como a gasolina também ficou 30% mais cara e brasileiros não têm para aonde correr

O valor médio do etanol liderou as maiores altas entre todos os tipos de combustíveis no fechamento de setembro, revela o último Índice de Preços Ticket Log (IPTL). Com alta de 4,11%, no comparativo com agosto, o combustível registrou a média de R$ 5,388, em setembro. Já a gasolina avançou 2,31% no mesmo período e alcançou R$ 6,260, dois meses após ultrapassar, pela primeira vez, R$ 6,00. Se comparado a janeiro, quando o fechamento foi de R$ 4,816, a diferença é de 30%.

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Preço do etanol apresenta médias acima de R$ 5,00

“Pelo quarto mês consecutivo, o etanol apresenta médias acima de R$ 5,00 e neste fechamento de mês liderou a maior alta entre todos os combustíveis. Quando analisamos o comparativo com o primeiro mês do ano, o aumento no preço do etanol foi de 43%”, destaca Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil.

Assim como em agosto, o último mês foi de aumento no preço médio da gasolina em todo o Brasil. A alta mais expressiva, de 2,71%, ocorreu no Sul, comercializada a R$ R$ 6,072, que mesmo com o maior aumento, foi a menor média nacional para o período. A Região Centro-Oeste, com alta de 1,68%, concentrou o maior valor médio registrado nos postos em setembro: R$ 6,373. O Rio Grande do Norte foi o estado a apresentar a maior alta para a gasolina, avanço de 5,98%, com o litro a R$ 6,572.

Já o etanol teve como destaque a Região Norte que apresentou a maior alta, de 6%, no preço médio, no comparativo com agosto. O menor acréscimo ocorreu no Nordeste, de 2,56%, mas a região ainda concentra o valor mais caro do litro nacional, vendido a R$ 5,560. O Distrito Federal liderou a maior alta no País para o etanol, avanço de 8,88%, comercializado a R$ 5,726, ante a média de R$ 5,259 de agosto.

Rio de Janeiro segue liderando o ranking da gasolina mais cara do Brasil

No recorte por estados, o Rio de Janeiro segue liderando o ranking da gasolina mais cara do Brasil, a R$ 6,675, aumento de 2,31% em comparação com agosto. Já o Amapá, estado em que o combustível apresentou o menor valor médio – R$ 5,610 – o aumento foi de 1,80%. Nenhum estado apresentou redução no preço da gasolina no período.

No caso do etanol, o maior preço médio do período, R$ 6,132, foi registrado no Rio Grande do Sul, após aumento de 3,79% em comparação a agosto. O estado de São Paulo segue liderando o ranking do menor valor para o combustível, R$ 4,524, mesmo com o aumento de 5,70%. Assim como a gasolina, o etanol não registrou baixa em todo território nacional.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Ticket Log, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: 1 milhão ao todo, com uma média de oito transações por segundo. A Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais de 30 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários.

Caminhoneiros ameaçam greve e podem parar a qualquer momento contra o novo aumento do diesel e preços dos combustíveis praticados pela Petrobras

Após mais um aumento no preço do diesel, que sofreu ontem (29/09) alta média de R$ 0,25 por litro, os caminhoneiros vêm considerando uma nova greve. O objetivo da possível paralisação da categoria é de induzir o governo a baratear o combustível. O presidente do Sindtanque de Minas Gerais, sindicato que representa os transportadores de combustíveis declarou em entrevista a VEJA que poderiam ocorrer manifestações a qualquer momento. As lideranças, no entanto, consideram esse movimento ainda pontual.

A demanda dos caminhoneiros, que chegaram a promover uma greve histórica contra os preços do diesel, em 2018, segue-se ainda a constantes reclamações do próprio presidente Bolsonaro sobre o custo dos combustíveis.

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Flavia Marinho
Engenheira de Produção pós graduada em Engenharia Elétrica e Automação. Experiente na indústria de construção naval onshore e offshore. Entre em contato para sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.
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