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Após o Paraguai, mais um país da América do Sul corta impostos de empresas, reduz taxa de 27% para 23% e lança pacote com mais de 40 medidas para atrair investimentos, gerar empregos e se diferenciar do Brasil na disputa por competitividade

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 23/04/2026 às 00:08
Atualizado em 23/04/2026 às 01:05
País sul-americano propõe corte de impostos, redução de 27% para 23% e pacote com mais de 40 medidas.
País sul-americano propõe corte de impostos, redução de 27% para 23% e pacote com mais de 40 medidas.
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Após o Paraguai ganhar espaço com uma política tributária mais leve, outro país da América do Sul apresentou uma reforma com corte de impostos para empresas, incentivos à repatriação de capital, isenção temporária de IVA e meta de ampliar o crescimento, reduzir o desemprego e atrair investimentos

O Chile deu nesta quarta-feira (22) um passo central na agenda econômica do governo de José Antonio Kast com a assinatura de uma megarreforma voltada ao corte de impostos e ao estímulo ao crescimento. O presidente anunciou que enviaria o projeto ao Parlamento ainda no mesmo dia, apresentando a proposta como o principal plano de sua gestão.

Durante cerimônia no Palácio de La Moneda, Kast afirmou que a iniciativa é mais relevante para o futuro do país do que para o próprio governo. Ele disse que, se aprovada, a medida pode marcar um antes e um depois para o Chile, dentro de uma estratégia para reativar a economia e ampliar a participação do setor privado e dos empreendedores.

Projeto mira crescimento, emprego e equilíbrio fiscal

Batizada de Projeto de Lei de Reconstrução e Desenvolvimento Econômico e Social, a proposta reúne mais de 40 medidas. Entre os objetivos definidos pelo governo estão elevar o crescimento do Chile para 4% até o fim do mandato, reduzir a taxa de desemprego para 6,5% e equilibrar as contas fiscais.

A entrega do texto foi adiada várias vezes enquanto o governo buscava apoio entre partidos da oposição, já que não tem maioria no Parlamento. Mesmo com a expectativa oficial de aprovar a reforma até setembro, o debate no Congresso já se mostra intenso.

Em 2025, o PIB chileno cresceu 2,5% e a inflação fechou em 3,5%. No mesmo período, o déficit fiscal estrutural chegou a 3,6% do PIB, o maior em duas décadas, cenário que o governo usa como pano de fundo para defender a necessidade de mudanças.

Corte de impostos e incentivos ao investimento

O eixo central da proposta está na redução de impostos para as empresas, com queda da alíquota de 27% para 23%. O pacote também inclui benefícios fiscais para a repatriação de capitais mantidos no exterior e incentivos voltados à geração de emprego formal.

Outra medida prevista é a isenção transitória de IVA na venda de imóveis novos. O projeto ainda contempla ações para agilizar licenças ambientais, numa tentativa de destravar investimentos e acelerar a atividade econômica.

Kast afirmou que o país chegou a este ponto porque muitos acreditavam que o Estado, por si só, poderia gerar riqueza. Na fala do presidente, sem o complemento do setor privado ou dos empreendedores, isso seria praticamente impossível.

Impostos entram em disputa regional por competitividade

A proposta chilena surge em meio a uma disputa regional por competitividade e atração de empresas. Depois de o Paraguai ganhar espaço na América Latina com uma política agressiva voltada a investidores, o Chile tenta avançar em direção semelhante com a redução de impostos corporativos e a ampliação de incentivos.

No caso paraguaio, o diferencial citado no debate regional envolve o regime de maquila com taxa de 1% sobre o valor final exportado, suspensão de tributos de importação para máquinas e insumos, crédito de IVA e isenções ligadas à remessa de lucros. O país também opera com imposto corporativo de 10% e IVA de 10%, dentro de uma estrutura tributária mais leve.

Resistência da oposição ameaça tramitação

Apesar da defesa do governo, a reforma enfrenta resistência no Congresso chileno. A oposição de centro e de esquerda já anunciou que votará contra e acusa Kast de impulsionar uma reforma tributária disfarçada.

Os críticos afirmam que a proposta favorece os mais ricos e pode reduzir de forma considerável a arrecadação tributária. Assim, o projeto que aposta em cortes de impostos para reaquecer a economia chega ao Parlamento cercado por impasse político e forte contestação.

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Leo
Leo
28/04/2026 21:46

Esse Karst vai pelo caminho do Milei , transformar o chile em algo parecido com a Argentina que está completamente falida, sem dinheiro pra nada com gente passando fome , empresas fugindo ou quebrando. Não dou 2 anos pro Chile ficar igual

Sebastião VIana
Sebastião VIana
28/04/2026 21:12

Aqui nada muda tem os que vivem das migalhas que caem das mesas dos esquerdistas pra eles é o suficiente.
E decide o destino de um país são eleitores do pai dos pobres, uma ratazana destrutiva.

Leo
Leo
Em resposta a  Sebastião VIana
28/04/2026 21:43

Sim bom mesmo foi o Bolsonaro que fez NADA pelo Brasil

Ailton Neves Pinheiro
Ailton Neves Pinheiro
27/04/2026 18:34

Esse país tem SUS, medicamentos para o povo, restaurante popular, farmácia popular, bolsa família.
Esse país e pelo menos a metade do Brasil, todos os dias tem acidente d trânsito no Brasil, cirurgias, alimentação para saúde, educação, segurança pública.
O Brasil não tem como cortar impostos.

Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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