Após o Paraguai ganhar espaço com uma política tributária mais leve, outro país da América do Sul apresentou uma reforma com corte de impostos para empresas, incentivos à repatriação de capital, isenção temporária de IVA e meta de ampliar o crescimento, reduzir o desemprego e atrair investimentos
O Chile deu nesta quarta-feira (22) um passo central na agenda econômica do governo de José Antonio Kast com a assinatura de uma megarreforma voltada ao corte de impostos e ao estímulo ao crescimento. O presidente anunciou que enviaria o projeto ao Parlamento ainda no mesmo dia, apresentando a proposta como o principal plano de sua gestão.
Durante cerimônia no Palácio de La Moneda, Kast afirmou que a iniciativa é mais relevante para o futuro do país do que para o próprio governo. Ele disse que, se aprovada, a medida pode marcar um antes e um depois para o Chile, dentro de uma estratégia para reativar a economia e ampliar a participação do setor privado e dos empreendedores.
Projeto mira crescimento, emprego e equilíbrio fiscal
Batizada de Projeto de Lei de Reconstrução e Desenvolvimento Econômico e Social, a proposta reúne mais de 40 medidas. Entre os objetivos definidos pelo governo estão elevar o crescimento do Chile para 4% até o fim do mandato, reduzir a taxa de desemprego para 6,5% e equilibrar as contas fiscais.
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A entrega do texto foi adiada várias vezes enquanto o governo buscava apoio entre partidos da oposição, já que não tem maioria no Parlamento. Mesmo com a expectativa oficial de aprovar a reforma até setembro, o debate no Congresso já se mostra intenso.
Em 2025, o PIB chileno cresceu 2,5% e a inflação fechou em 3,5%. No mesmo período, o déficit fiscal estrutural chegou a 3,6% do PIB, o maior em duas décadas, cenário que o governo usa como pano de fundo para defender a necessidade de mudanças.
Corte de impostos e incentivos ao investimento
O eixo central da proposta está na redução de impostos para as empresas, com queda da alíquota de 27% para 23%. O pacote também inclui benefícios fiscais para a repatriação de capitais mantidos no exterior e incentivos voltados à geração de emprego formal.
Outra medida prevista é a isenção transitória de IVA na venda de imóveis novos. O projeto ainda contempla ações para agilizar licenças ambientais, numa tentativa de destravar investimentos e acelerar a atividade econômica.
Kast afirmou que o país chegou a este ponto porque muitos acreditavam que o Estado, por si só, poderia gerar riqueza. Na fala do presidente, sem o complemento do setor privado ou dos empreendedores, isso seria praticamente impossível.
Impostos entram em disputa regional por competitividade
A proposta chilena surge em meio a uma disputa regional por competitividade e atração de empresas. Depois de o Paraguai ganhar espaço na América Latina com uma política agressiva voltada a investidores, o Chile tenta avançar em direção semelhante com a redução de impostos corporativos e a ampliação de incentivos.
No caso paraguaio, o diferencial citado no debate regional envolve o regime de maquila com taxa de 1% sobre o valor final exportado, suspensão de tributos de importação para máquinas e insumos, crédito de IVA e isenções ligadas à remessa de lucros. O país também opera com imposto corporativo de 10% e IVA de 10%, dentro de uma estrutura tributária mais leve.
Resistência da oposição ameaça tramitação
Apesar da defesa do governo, a reforma enfrenta resistência no Congresso chileno. A oposição de centro e de esquerda já anunciou que votará contra e acusa Kast de impulsionar uma reforma tributária disfarçada.
Os críticos afirmam que a proposta favorece os mais ricos e pode reduzir de forma considerável a arrecadação tributária. Assim, o projeto que aposta em cortes de impostos para reaquecer a economia chega ao Parlamento cercado por impasse político e forte contestação.

Esse Karst vai pelo caminho do Milei , transformar o chile em algo parecido com a Argentina que está completamente falida, sem dinheiro pra nada com gente passando fome , empresas fugindo ou quebrando. Não dou 2 anos pro Chile ficar igual
Aqui nada muda tem os que vivem das migalhas que caem das mesas dos esquerdistas pra eles é o suficiente.
E decide o destino de um país são eleitores do pai dos pobres, uma ratazana destrutiva.
Sim bom mesmo foi o Bolsonaro que fez NADA pelo Brasil
Esse país tem SUS, medicamentos para o povo, restaurante popular, farmácia popular, bolsa família.
Esse país e pelo menos a metade do Brasil, todos os dias tem acidente d trânsito no Brasil, cirurgias, alimentação para saúde, educação, segurança pública.
O Brasil não tem como cortar impostos.