Conheça a história da empreendedora que trocou 20 anos de mercado financeiro por um e-commerce sustentável de sucesso. Saiba como ela alcançou R$ 35 mil/mês.
O que começou como uma reviravolta profissional acabou se transformando em um negócio consolidado. Aos 53 anos, Eliane Araguês deixou para trás uma carreira de duas décadas no mercado financeiro e apostou no empreendedorismo com foco em consumo sustentável e produção artesanal.
A iniciativa deu origem à Canto Eco, loja virtual dedicada à comercialização de produtos artesanais. Atualmente, a empresa registra faturamento mensal de cerca de R$ 35 mil, resultado da mudança de rumo adotada pela engenheira após sua saída da Bolsa de Valores.
A virada de chave e a inspiração inicial
A decisão de fundar o próprio negócio não aconteceu da noite para o dia. Segundo a empreendedora, o ambiente corporativo já não fazia mais sentido para o seu estilo de vida: “Acho que cheguei a um ponto em que não queria mais trabalhar para outras pessoas”.
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Filha de comerciantes, ela sempre soube que o empreendedorismo era o seu caminho, restando apenas definir o nicho de atuação. O ponto de virada ocorreu durante um ano sabático na Irlanda.

Lá, ela conheceu o pano de cera de abelha, um substituto eficiente para plásticos na conservação de alimentos, conhecido por suas propriedades cicatrizantes, emolientes e impermeabilizantes.
“Aquilo ficou na minha cabeça”, lembra a empreendedora, que já planejava empreender no seu retorno ao Brasil.
O modelo de negócio da empreendedora
O projeto começou em Piracicaba, no interior de São Paulo, e foi desenvolvido de forma gradual, priorizando baixo investimento e expansão sustentável. Os primeiros passos exigiram um aporte inferior a R$ 1 mil, utilizado na compra de tecidos e demais materiais.
Inicialmente, as vendas ocorreram pelo WhatsApp e para consumidores da própria região, permitindo testar a aceitação dos produtos e aperfeiçoar a qualidade. Com a demanda em crescimento, a marca ampliou sua presença ao ingressar em marketplaces como Shopee e Mercado Livre.
Já em 2021, o negócio deu mais um passo rumo à profissionalização ao ganhar identidade visual e um site próprio, projeto que recebeu investimento de cerca de R$ 1,5 mil.

Sobre o planejamento, a fundadora afirma: “Eu já queria vender online. Tinha certeza de que não queria montar uma loja física. Não queria aluguel nem custos que pesassem muito. Eu queria abrir um negócio em que não precisasse investir tanto e que pudesse crescer aos poucos”. Essa visão permitiu evitar custos fixos desnecessários, como o aluguel de uma loja física.
Diversificação e impacto social
À medida que o e-commerce ganhou espaço no mercado, Eliane passou a ampliar o alcance da Canto Eco. Em vez de concentrar a operação apenas na própria produção, a empresária abriu espaço para que outros artesãos comercializassem seus produtos na plataforma.
A proposta era fortalecer pequenos produtores, especialmente mulheres e mães empreendedoras, oferecendo um canal para ampliar a visibilidade de seus trabalhos. Com essa estratégia, o catálogo da marca cresceu e passou a reunir diversos produtos sustentáveis, incluindo utensílios domésticos, acessórios e itens de higiene pessoal.

Mesmo com a diversificação do portfólio, os panos de cera permanecem entre os produtos mais procurados pelos clientes.
Para atender ao aumento da demanda, a empresa estruturou uma equipe fixa de produção, consolidando um modelo de negócio que combina crescimento financeiro, incentivo ao empreendedorismo artesanal e compromisso com a sustentabilidade.
Com informações da Revista PEGN
