Entre 2023 e 2026, o agro brasileiro abriu 592 novos mercados em 88 destinos globais, com avanço acelerado em 2024 e 2025, expansão liderada por produtos de origem animal e vegetal e crescimento relevante de carnes, genética animal, alimentos para animais e novos itens exportados
O agro brasileiro ampliou sua presença no comércio internacional entre 2023 e 2026, com a abertura de 592 novos mercados em 88 destinos globais, entre países, blocos econômicos e territórios. Os dados do painel interativo do Ministério da Agricultura e Pecuária mostram avanço contínuo no período e maior alcance para diferentes produtos.
Em 2023, foram registrados 78 novos mercados para produtos brasileiros. Em 2024, esse total subiu para 222, enquanto 2025 encerrou com 225 aberturas e, até o momento em 2026, já foram contabilizadas seis novas liberações.
Agro brasileiro acelera abertura de mercados
O ritmo de expansão ganhou força ao longo dos anos analisados, com destaque para os saltos observados em 2024 e 2025. O resultado reforça a ampliação do agro brasileiro no comércio exterior e o avanço em diferentes frentes de exportação.
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As estatísticas apontam que os produtos de origem animal e vegetal lideram as exportações no período. Em seguida aparecem material genético e animais vivos, ampliando a variedade de itens com acesso a novos destinos.
Países que mais abriram espaço
Entre os principais destinos, o México lidera com 25 aberturas de mercados para produtos brasileiros. Depois aparecem a Arábia Saudita, com 21, e Angola, Coreia do Sul, Etiópia e Japão, com 18 aberturas cada.
Outros parceiros relevantes no período incluem Peru, Rússia, Canadá e Índia. A distribuição dos novos acessos mostra presença em diferentes regiões e uma ampliação da rede comercial do agro brasileiro.
Produtos lideram expansão internacional
A maior parte das aberturas está concentrada em produtos de origem animal, que somam 191 mercados e representam 35,5% do total. Os produtos de origem vegetal registraram 89 aberturas, enquanto o material genético animal respondeu por 46 mercados, cerca de 15%.
Nas subcategorias, as proteínas animais lideram com 90 aberturas, equivalentes a 21,3%. Na sequência aparecem material genético animal, com 66, e alimentos para animais, com 51.
Entre os itens com mais novos mercados estão material genético de bovinos e bubalinos, com 32 aberturas, carne bovina e derivados, com 31, e carne de aves e derivados, com 26. A diversificação do agro brasileiro também incluiu abacate para Arábia Saudita, Chile, Costa Rica e Índia, açaí em pó para a Índia, alevinos para Burkina Faso, Etiópia e Filipinas, além de aditivos para alimentação animal para a Argentina.
