Aneel autoriza a retomada da operação da eólica Aroeira 10, na Bahia, após colapso em 2025. Entenda o que causou a paralisação e o que muda agora no setor.
Depois de meses fora de operação, uma importante unidade de eólica na Bahia está oficialmente autorizada a voltar ao mercado. A decisão foi publicada em despacho no Diário Oficial da União nesta quarta-feira, 18 de fevereiro, pela Agência Nacional de Energia Elétrica.
O aval restabelece a operação comercial da unidade geradora UG10, com capacidade de 4,3 MW, integrante do complexo eólico Aroeira 10. A usina pertence à Enel Green Power, braço de renováveis do grupo Enel.
Localizada em Morro do Chapéu, a usina tem autorização para operar comercialmente 43 MW. No entanto, em maio de 2025, uma das unidades sofreu um colapso estrutural, o que acendeu alertas sobre a segurança de projetos de geração eólica no país.
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O que causou a paralisação da eólica
Inicialmente, a empresa informou que ainda não sabia as causas do problema. Porém, em agosto, após análises técnicas detalhadas, a companhia declarou ter identificado evidências “claras” de movimento e infiltração de água entre as faces do flange — componente que conecta partes estruturais da torre.
Segundo a Enel, essa infiltração provocou perda de pré-tensionamento da conexão, comprometendo a estabilidade da estrutura.
Entre as hipóteses levantadas pela equipe técnica, estavam:
- Altas cargas de tensão no componente;
- Força de aperto inadequada;
- Incapacidade de um dos componentes se alongar corretamente;
- Desalinhamento das seções do flange, o que impediu o tensionamento adequado.
Ou seja, o problema pode ter sido resultado de uma combinação de fatores mecânicos e estruturais.
Decisão reacende debate sobre confiabilidade da eólica
A retomada da operação comercial representa, por um lado, um sinal de confiança regulatória. Por outro, reacende discussões sobre padrões técnicos e fiscalização em projetos de geração eólica, especialmente em estados como a Bahia, que lideram a expansão da fonte no Brasil.
A energia dos ventos é vista como estratégica para a transição energética. Entretanto, episódios como o colapso da UG10 mostram que falhas estruturais podem gerar impactos relevantes, tanto financeiros quanto operacionais.

Agora, com a autorização oficial publicada, o setor acompanha de perto os próximos passos da empresa e eventuais desdobramentos técnicos.
Diante desse episódio, você acredita que o Brasil precisa endurecer ainda mais a fiscalização das usinas eólicas ou o caso foi apenas uma falha pontual? Deixe sua opinião nos comentários.

