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Após meses de incerteza e investigação técnica, Aneel libera retomada de eólica da Enel na Bahia; operação estava paralisada desde maio de 2025, quando sofreu um colapso estrutural e levantou diversas discussões sobre a segurança na área

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Escrito por Rannyson Moura Publicado em 19/02/2026 às 14:55 Atualizado em 19/02/2026 às 14:57
Assista o vídeoAneel autoriza a retomada da operação da eólica Aroeira 10, na Bahia, após colapso em 2025. Entenda o que causou a paralisação e o que muda agora no setor. Foto: Feijão Almeida
Aneel autoriza a retomada da operação da eólica Aroeira 10, na Bahia, após colapso em 2025. Entenda o que causou a paralisação e o que muda agora no setor. Foto: Feijão Almeida
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Aneel autoriza a retomada da operação da eólica Aroeira 10, na Bahia, após colapso em 2025. Entenda o que causou a paralisação e o que muda agora no setor.

Depois de meses fora de operação, uma importante unidade de eólica na Bahia está oficialmente autorizada a voltar ao mercado. A decisão foi publicada em despacho no Diário Oficial da União nesta quarta-feira, 18 de fevereiro, pela Agência Nacional de Energia Elétrica.

O aval restabelece a operação comercial da unidade geradora UG10, com capacidade de 4,3 MW, integrante do complexo eólico Aroeira 10. A usina pertence à Enel Green Power, braço de renováveis do grupo Enel.

Localizada em Morro do Chapéu, a usina tem autorização para operar comercialmente 43 MW. No entanto, em maio de 2025, uma das unidades sofreu um colapso estrutural, o que acendeu alertas sobre a segurança de projetos de geração eólica no país.

O que causou a paralisação da eólica

Inicialmente, a empresa informou que ainda não sabia as causas do problema. Porém, em agosto, após análises técnicas detalhadas, a companhia declarou ter identificado evidências “claras” de movimento e infiltração de água entre as faces do flange — componente que conecta partes estruturais da torre.

Segundo a Enel, essa infiltração provocou perda de pré-tensionamento da conexão, comprometendo a estabilidade da estrutura.

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Entre as hipóteses levantadas pela equipe técnica, estavam:

  • Altas cargas de tensão no componente;
  • Força de aperto inadequada;
  • Incapacidade de um dos componentes se alongar corretamente;
  • Desalinhamento das seções do flange, o que impediu o tensionamento adequado.

Ou seja, o problema pode ter sido resultado de uma combinação de fatores mecânicos e estruturais.

Decisão reacende debate sobre confiabilidade da eólica

A retomada da operação comercial representa, por um lado, um sinal de confiança regulatória. Por outro, reacende discussões sobre padrões técnicos e fiscalização em projetos de geração eólica, especialmente em estados como a Bahia, que lideram a expansão da fonte no Brasil.

A energia dos ventos é vista como estratégica para a transição energética. Entretanto, episódios como o colapso da UG10 mostram que falhas estruturais podem gerar impactos relevantes, tanto financeiros quanto operacionais.

Agora, com a autorização oficial publicada, o setor acompanha de perto os próximos passos da empresa e eventuais desdobramentos técnicos.

Diante desse episódio, você acredita que o Brasil precisa endurecer ainda mais a fiscalização das usinas eólicas ou o caso foi apenas uma falha pontual? Deixe sua opinião nos comentários.

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Rannyson Moura

Graduado em Publicidade e Propaganda pela UERN; mestre em Comunicação Social pela UFMG e doutorando em Estudos de Linguagens pelo CEFET-MG. Atua como redator freelancer desde 2019, com textos publicados em sites como Baixaki, MinhaSérie e Letras.mus.br. Academicamente, tem trabalhos publicados em livros e apresentados em eventos da área. Entre os temas de pesquisa, destaca-se o interesse pelo mercado editorial a partir de um olhar que considera diferentes marcadores sociais.

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