Aos 14 anos, Maxim Harris virou empreendedor mirim ao transformar um trabalho de escola no RagePAD, um acessório para gamers que vira alvo seguro para a raiva no jogo. O produto já passou de mil unidades em 46 estados e doa 20% do lucro ao hospital infantil St. Jude.
A ideia nasceu de um gesto que todo jogador reconhece: a mão que bate na mesa quando o jogo dá errado. Em vez de quebrar o controle ou socar a escrivaninha, Maxim Harris imaginou um objeto feito para apanhar no lugar do equipamento. Desse estalo saiu o RagePAD, um acessório para gamers que transforma a frustração do videogame em uma pancada inofensiva.
Segundo a IPS News, o RagePAD já vendeu a milésima unidade e foi enviado para 46 estados americanos, 8 países e 3 continentes. A empresa doa pelo menos 20% do lucro ao St. Jude, com um contador de doações exibido ao vivo no próprio site. O que era projeto de sala de aula virou uma das marcas jovens mais curiosas do mercado de acessórios.
Quem é Maxim Harris e como surgiu o RagePAD
Maxim Harris é um adolescente de Valley Cottage, no estado de Nova York.
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Aos 14 anos, ele já carrega no currículo algo que muita gente adulta não tem: uma marca própria registrada.
Tudo começou com uma tarefa de escola que pedia para o aluno inventar um produto do zero.
O trabalho exigia estimar custo de produção, definir o público e montar um plano de marketing.
Maxim Harris levou o exercício a sério e decidiu resolver um incômodo que ele mesmo sentia jogando.
A faísca foi perceber que faltava no mercado um acessório para gamers pensado só para descarregar raiva com segurança.
Foi assim que o empreendedor mirim trocou a nota da escola por um negócio de verdade.
O que é o RagePAD e como ele funciona
Na essência, o RagePAD é um bloco de impacto para mesa, feito para receber socos e tapas.
A função é simples: dar ao jogador um alvo que absorve a pancada sem machucar a mão nem destruir o equipamento.
O produto tem capa removível de microfibra, base antiderrapante e um núcleo interno resistente a golpes repetidos.
Esse núcleo é o coração do acessório para gamers, porque precisa aguentar uso intenso sem afundar.
Até chegar ao formato final, Maxim Harris testou dezenas de materiais, de matrizes de TPU a insertos de gel e espuma.
O equilíbrio buscado era entre conforto, durabilidade e um barulho baixo na hora do impacto.
O resultado é um objeto que reduz ruído e protege a escrivaninha, o controle e o resto do setup.
RagePAD e RagePAD+: os dois modelos e quanto custam
A linha não ficou em um produto só.
O modelo de entrada, o RagePAD, é vendido por 12,99 dólares, algo em torno de 70 reais na conversão direta.
Já o RagePAD+ é a versão turbinada, com sensores de vibração e efeitos sonoros personalizáveis, por 19,99 dólares.
Na prática, o RagePAD+ transforma o desabafo em quase um jogo, reagindo à força da pancada.
Essa divisão entre básico e premium é uma jogada clássica de quem entende de venda, rara num empreendedor mirim.
Ter dois preços amplia o público, do gamer casual ao que quer o brinquedo completo.
É o tipo de decisão que normalmente vem de um time de produto, não de um aluno de ensino fundamental.
De tarefa de classe a vendas em 46 estados
O salto do caderno para o mercado foi rápido.
Segundo o comunicado de lançamento distribuído pela EIN Presswire, o projeto escolar de Maxim Harris virou um produto pronto para a prateleira.
Depois de viralizar em 2025, o RagePAD passou da casa das centenas para a milésima unidade vendida.
A distribuição chegou a 46 estados dos Estados Unidos, além de 8 países e 3 continentes.
Para 2026, o plano anunciado é de expansão internacional e novos produtos sob a mesma marca.
Transformar um acessório para gamers nascido de dever de casa em operação global é a reviravolta central da história.
E o motor disso tudo segue sendo um empreendedor mirim que ainda nem terminou o ensino médio.
Os 20% para o St. Jude: o negócio com causa embutida
O RagePAD não vende só alívio de estresse, vende também uma promessa social.
Maxim Harris doa pelo menos 20% do lucro ao St. Jude, hospital americano de pesquisa pediátrica.
Em 2025, o repasse ao St. Jude e a outras instituições voltadas a crianças passou de 2 mil dólares.
Para dar transparência, o site mostra um contador de doações ao St. Jude atualizado ao vivo.
Esse desenho aproxima o RagePAD de uma geração de marcas que nascem já com causa no DNA.
Amarrar o produto a uma doação fixa ajuda nas vendas e fideliza o cliente que gosta de comprar com propósito.
Para um empreendedor mirim, é também uma lição precoce de que negócio e impacto podem andar juntos.
Empreendedorismo mirim: o que o caso ensina
A trajetória de Maxim Harris é exceção, mas aponta para um movimento maior.
Escolas têm usado projetos de criar produtos para ensinar finanças, marketing e resolução de problemas na prática.
Esse tipo de tarefa força o aluno a pensar em custo, público e preço, exatamente o que Maxim fez.
O mercado de games ajuda: é um setor que movimenta centenas de bilhões de dólares por ano no mundo.
Criar um acessório para gamers num nicho tão grande dá ao jovem um público enorme para mirar.
O caso mostra que empreendedorismo mirim deixou de ser brincadeira e pode virar marca com CNPJ e logística.
Mais do que dinheiro, projetos assim entregam ao adolescente uma noção real de como uma empresa funciona.
O que o caso do RagePAD mostra
A história junta os ingredientes que o público adora: jovem, número redondo e produto inusitado.
Ela prova que uma boa ideia simples, bem executada, pode escalar rápido na era das redes.
Mas vale manter o pé no chão na hora de medir o tamanho do feito.
Mil unidades é um marco simbólico bonito, mas ainda é pequeno perto das marcas consolidadas de periféricos.
Os números de vendas e doação vêm da própria empresa e de divulgação, sem auditoria independente aqui.
E doar 20% do lucro não é o mesmo que doar 20% do faturamento, já que lucro é o que sobra no fim.
Ainda assim, poucos casos resumem tão bem como um acessório para gamers pode nascer de um simples trabalho de escola.
De Valley Cottage para 3 continentes, o RagePAD mostra que idade não é barreira para criar e vender.
E você, pagaria para ter um RagePAD em vez de descontar a raiva no próprio controle? Comenta aqui se você conhece algum empreendedor mirim que, como o Maxim Harris, tirou um negócio de uma ideia simples.
