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Aos 14 anos, Maxim Harris transformou um trabalho de escola num acessório anti raiva para gamers, já vendeu mil unidades em 46 estados e doa 20% do lucro à caridade

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 26/06/2026 às 10:21 Atualizado em 26/06/2026 às 10:24
O RagePAD, acessório para gamers criado por Maxim Harris, virou negócio de empreendedor mirim com mil unidades vendidas e 20% do lucro ao St. Jude.
O RagePAD, acessório para gamers criado por Maxim Harris, virou negócio de empreendedor mirim com mil unidades vendidas e 20% do lucro ao St. Jude.
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Aos 14 anos, Maxim Harris virou empreendedor mirim ao transformar um trabalho de escola no RagePAD, um acessório para gamers que vira alvo seguro para a raiva no jogo. O produto já passou de mil unidades em 46 estados e doa 20% do lucro ao hospital infantil St. Jude.

A ideia nasceu de um gesto que todo jogador reconhece: a mão que bate na mesa quando o jogo dá errado. Em vez de quebrar o controle ou socar a escrivaninha, Maxim Harris imaginou um objeto feito para apanhar no lugar do equipamento. Desse estalo saiu o RagePAD, um acessório para gamers que transforma a frustração do videogame em uma pancada inofensiva.

Segundo a IPS News, o RagePAD já vendeu a milésima unidade e foi enviado para 46 estados americanos, 8 países e 3 continentes. A empresa doa pelo menos 20% do lucro ao St. Jude, com um contador de doações exibido ao vivo no próprio site. O que era projeto de sala de aula virou uma das marcas jovens mais curiosas do mercado de acessórios.

Quem é Maxim Harris e como surgiu o RagePAD

Maxim Harris é um adolescente de Valley Cottage, no estado de Nova York.

Aos 14 anos, ele já carrega no currículo algo que muita gente adulta não tem: uma marca própria registrada.

Tudo começou com uma tarefa de escola que pedia para o aluno inventar um produto do zero.

O trabalho exigia estimar custo de produção, definir o público e montar um plano de marketing.

Maxim Harris levou o exercício a sério e decidiu resolver um incômodo que ele mesmo sentia jogando.

A faísca foi perceber que faltava no mercado um acessório para gamers pensado só para descarregar raiva com segurança.

Foi assim que o empreendedor mirim trocou a nota da escola por um negócio de verdade.

O que é o RagePAD e como ele funciona

Na essência, o RagePAD é um bloco de impacto para mesa, feito para receber socos e tapas.

A função é simples: dar ao jogador um alvo que absorve a pancada sem machucar a mão nem destruir o equipamento.

O produto tem capa removível de microfibra, base antiderrapante e um núcleo interno resistente a golpes repetidos.

Esse núcleo é o coração do acessório para gamers, porque precisa aguentar uso intenso sem afundar.

Até chegar ao formato final, Maxim Harris testou dezenas de materiais, de matrizes de TPU a insertos de gel e espuma.

O equilíbrio buscado era entre conforto, durabilidade e um barulho baixo na hora do impacto.

O resultado é um objeto que reduz ruído e protege a escrivaninha, o controle e o resto do setup.

RagePAD e RagePAD+: os dois modelos e quanto custam

A linha não ficou em um produto só.

O modelo de entrada, o RagePAD, é vendido por 12,99 dólares, algo em torno de 70 reais na conversão direta.

Já o RagePAD+ é a versão turbinada, com sensores de vibração e efeitos sonoros personalizáveis, por 19,99 dólares.

Na prática, o RagePAD+ transforma o desabafo em quase um jogo, reagindo à força da pancada.

Essa divisão entre básico e premium é uma jogada clássica de quem entende de venda, rara num empreendedor mirim.

Ter dois preços amplia o público, do gamer casual ao que quer o brinquedo completo.

É o tipo de decisão que normalmente vem de um time de produto, não de um aluno de ensino fundamental.

De tarefa de classe a vendas em 46 estados

O salto do caderno para o mercado foi rápido.

Segundo o comunicado de lançamento distribuído pela EIN Presswire, o projeto escolar de Maxim Harris virou um produto pronto para a prateleira.

Depois de viralizar em 2025, o RagePAD passou da casa das centenas para a milésima unidade vendida.

A distribuição chegou a 46 estados dos Estados Unidos, além de 8 países e 3 continentes.

Para 2026, o plano anunciado é de expansão internacional e novos produtos sob a mesma marca.

Transformar um acessório para gamers nascido de dever de casa em operação global é a reviravolta central da história.

E o motor disso tudo segue sendo um empreendedor mirim que ainda nem terminou o ensino médio.

Os 20% para o St. Jude: o negócio com causa embutida

O RagePAD não vende só alívio de estresse, vende também uma promessa social.

Maxim Harris doa pelo menos 20% do lucro ao St. Jude, hospital americano de pesquisa pediátrica.

Em 2025, o repasse ao St. Jude e a outras instituições voltadas a crianças passou de 2 mil dólares.

Para dar transparência, o site mostra um contador de doações ao St. Jude atualizado ao vivo.

Esse desenho aproxima o RagePAD de uma geração de marcas que nascem já com causa no DNA.

Amarrar o produto a uma doação fixa ajuda nas vendas e fideliza o cliente que gosta de comprar com propósito.

Para um empreendedor mirim, é também uma lição precoce de que negócio e impacto podem andar juntos.

Empreendedorismo mirim: o que o caso ensina

A trajetória de Maxim Harris é exceção, mas aponta para um movimento maior.

Escolas têm usado projetos de criar produtos para ensinar finanças, marketing e resolução de problemas na prática.

Esse tipo de tarefa força o aluno a pensar em custo, público e preço, exatamente o que Maxim fez.

O mercado de games ajuda: é um setor que movimenta centenas de bilhões de dólares por ano no mundo.

Criar um acessório para gamers num nicho tão grande dá ao jovem um público enorme para mirar.

O caso mostra que empreendedorismo mirim deixou de ser brincadeira e pode virar marca com CNPJ e logística.

Mais do que dinheiro, projetos assim entregam ao adolescente uma noção real de como uma empresa funciona.

O que o caso do RagePAD mostra

A história junta os ingredientes que o público adora: jovem, número redondo e produto inusitado.

Ela prova que uma boa ideia simples, bem executada, pode escalar rápido na era das redes.

Mas vale manter o pé no chão na hora de medir o tamanho do feito.

Mil unidades é um marco simbólico bonito, mas ainda é pequeno perto das marcas consolidadas de periféricos.

Os números de vendas e doação vêm da própria empresa e de divulgação, sem auditoria independente aqui.

E doar 20% do lucro não é o mesmo que doar 20% do faturamento, já que lucro é o que sobra no fim.

Ainda assim, poucos casos resumem tão bem como um acessório para gamers pode nascer de um simples trabalho de escola.

De Valley Cottage para 3 continentes, o RagePAD mostra que idade não é barreira para criar e vender.

E você, pagaria para ter um RagePAD em vez de descontar a raiva no próprio controle? Comenta aqui se você conhece algum empreendedor mirim que, como o Maxim Harris, tirou um negócio de uma ideia simples.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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