Charlie Orchard-Lisle, de 11 anos, achou um molar de espécie extinta em Suffolk; especialistas confirmaram a idade do fóssil, exposto pela erosão, após análise do Museu de História Natural de Londres a partir de imagem
Um dente de elefante de 1,8 milhão de anos foi encontrado por Charlie Orchard-Lisle, de 11 anos, e sua mãe durante uma caminhada na praia de East Lane, em Bawdsey, na Inglaterra. A descoberta ocorreu em 24 de maio e foi confirmada por um especialista do Museu de História Natural de Londres.
Dente de elefante chamou atenção do menino na beira da praia
Charlie caminhava pela praia de Suffolk com a mãe, Eleanor, quando os dois perceberam um objeto semelhante a uma pedra próximo à margem. A aparência incomum fez com que recolhessem a peça e a mostrassem ao pai do menino.
Eleanor contou que a família logo percebeu que não se tratava de uma pedra comum. A confirmação veio depois que uma imagem do objeto foi enviada para análise de um especialista em paleontologia.
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Molar pertencia a uma espécie extinta
O professor Adrian Lister, líder de pesquisa em paleontologia do Museu de História Natural de Londres, identificou o objeto como um molar superior esquerdo da espécie Anancus avernensis.
Esse mamífero extinto viveu há cerca de 1,8 milhão de anos e era aparentado ao elefante-africano-da-savana.
Especialistas informaram que o dente provavelmente ficou exposto na praia devido ao processo de erosão.
A idade do achado surpreendeu Eleanor, que afirmou ser difícil acreditar que um objeto tão antigo pudesse ser encontrado durante um passeio comum pela costa inglesa.

Descoberta do dente de elefante ocorreu após conversa sobre elefantes
O encontro também chamou atenção por uma coincidência. Charlie é fã de elefantes e, aproximadamente dez minutos antes de localizar o dente, falava com a mãe sobre o quanto gostava desses animais.
A descoberta ocorreu durante uma caminhada familiar sem qualquer busca planejada por fósseis. O objeto estava na beira da praia quando chamou a atenção do menino e de sua mãe.
Esta matéria foi elaborada com base em informações da SWNS, incluindo a identificação feita pelo professor Adrian Lister, do Museu de História Natural de Londres, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

