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ANP formaliza saída da Dommo e agora Enauta e Barra Energia dominam BS-4

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 20/06/2019 às 21:00 Atualizado em 20/06/2019 às 21:35

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Nesta quarta-feira, 19 de junho, a diretoria da ANP concedeu a Enauta, antiga Queiroz Galvão, a aprovação apara cessão compulsória da participação da Dommo, antiga OGX, no campo de Atlanta, BS-4.

A decisão  é uma das etapas para a formalização das ações da Dommo Energia para Enauta e Barra Energia, que passarão a deter formalmente, cada uma, 50% no contrato BS-4, onde está o campo de Atlanta, no pós-sal da Bacia de Santos. Para fins de apropriação da produção e reservas, as companhias já consideravam a saída da Dommo, com base em decisões arbitrais de 2018, retroativas a outubro de 2017.

O motivo da cessão compulsória é a inadimplência da Dommo no consórcio, que deixou de pagar a sua parcela nas despesas de exploração e desenvolvimento do campo de Atlanta. No fim do primeiro trimestre deste ano, a Enauta informou em seus resultados que a dívida da Dommo era de R$ 21,6 milhões para cada uma das ex-sócias.

A ANP também aprovou pedido da Enauta para suspensão dos contratos dos blocos FZA-M-90 (Foz do Amazonas) e PAMA-M-265 e PAMA-M-337 (Pará-Maranhão), todos da 11ª rodada, na Margem Equatorial. A diretoria da agência concordou com o pleito da empresa de que os projetos estão atrasados por falta de licenciamento ambiental do Ibama.

Com a suspensão, deixa de correr o prazo para a perfuração de poços previstos no programa exploratório – ao menos um precisa ser perfurado em cada bloco.

por epbr

Dommo quer ser ressarcida de ‘prejuízos financeiros provocados’ pela Petronas

A Dommo Energia (DMMO3) apresentou requerimento de arbitragem perante a Câmara de Comércio Internacional contra a Petronas Brasil E&P Ltda.

A informação consta em comunicado enviado ao mercado nesta quarta, 19, após o pregão.

A Dommo afirmou que a decisão é “em decorrência das violações aos termos do Farmout Agreement celebrado em 7 de maio de 2013 e às disposições legais inerentes”.

A petroleira (antiga OGX) informou que pretende ser ressarcida de todos “os prejuízos financeiros provocados pela Petronas, tendo em vista a utilização de fraude para evitar a concretização da operação”.

Segundo, a empresa, a lei Inglesa é aplicável à disputa, que tramita no Rio de Janeiro.

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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