A emissão de carbono pela China e outros países emergentes são preocupantes. Números cresceram devido à tentativa dos países se recuperarem rapidamente da crise
Em 2021, a economia global vem tentando se recuperar do tombo histórico do último ano. Porém, isso causará um aumento de 1,5 bilhão de toneladas de carbono na atmosfera. O aumento é impulsionado pela China, outros países da Ásia e países ricos, devido ao grande consumo de carvão neste ano. Esse é o segundo maior aumento na emissão de carbono já registrado na história, informa a Agência Internacional de Energia.
A emissão de carbono se dá pelo fato destes países estarem trabalhando fortemente para se recuperarem da crise, aumentando o consumo de carvão e superando rapidamente o crescimento de energias renováveis.
Agência Internacional de Energia alerta para o aumento da poluição
Fatih Birol, diretor da Agência, disse em comunicado que a crise da Covid no planeta é a grande causadora desses recordes de emissões dos países emergentes, liderados pela China e outros países da Ásia. ”Este é um aviso terrível de que a recuperação econômica da crise da Covid atualmente é tudo menos sustentável para o nosso clima”.
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Além disso, a Agência Internacional de Energia cobrou que os países passem a trabalhar juntos para cortar a emissão de carbono, caso contrário, tudo pode ser ainda pior no próximo ano. ”A menos que os governos em todo o mundo ajam rapidamente para começar a cortar as emissões, provavelmente enfrentaremos uma situação ainda pior em 2022.”

A Agência Internacional de Energia soltou essas informações pouco antes da cúpula do clima, que acontece em Paris, neste fim de semana, 17 e 18. O presidente dos EUA, Joe Biden, convocou mais de 40 líderes mundiais para debater as mudanças climáticas e tratar novas estratégias para cortar a emissão de carbono. A China será pressionada a frear os números.
Os níveis de emissão de carbono caíram muito ao longo do último ano, visto que as pessoas estavam em casa por conta da pandemia. Entretanto, com a volta das pessoas às ruas, os números dispararam, aumentando em 4,3% em 2021 em relação a 2019, ano pré-pandêmico.

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