O comandante do Exército Brasileiro, general Tomás Paiva, declarou nesta quarta-feira (27) que há “percepção de ameaça na América do Sul”, situação que segundo ele não existia no passado. A declaração foi feita durante o Simpósio de Sistemas Não Tripulados da Força Terrestre, em Brasília, onde sete empresas apresentaram drones de ataque, bombardeio e vigilância ao Alto Comando. Segundo informações do portal Poder 360, o general afirmou que o Exército Brasileiro precisa “empregar cada vez mais tecnologia” para proteger a faixa de fronteira, que chamou de “preocupação enorme”.
O Exército Brasileiro reconheceu publicamente, pela voz de seu comandante, que o cenário de segurança na América do Sul mudou. O general Tomás Paiva afirmou durante o Simpósio de Sistemas Não Tripulados da Força Terrestre, em Brasília, que “no passado, não tínhamos nenhuma ameaça na América do Sul. Hoje temos uma percepção de ameaça, incluindo nossa atuação constitucional e legal de auxiliar os Poderes da República na faixa de fronteira, que é uma preocupação enorme, muito vasta”. A declaração do comandante do Exército Brasileiro marca uma mudança significativa de tom em relação à postura histórica da Força, que tradicionalmente tratava o entorno sul-americano como zona pacífica e livre de ameaças convencionais.
No evento, sete empresas apresentaram ao Alto Comando do Exército Brasileiro tecnologias de sistemas não tripulados, incluindo drones de ataque, bombardeio e vigilância. O general Paiva defendeu que a Força precisa “empregar cada vez mais tecnologia” para monitorar e proteger a faixa de fronteira, uma extensão de mais de 16 mil quilômetros que abrange desde a Amazônia até o Sul do Brasil. O simpósio é parte da Política de Transformação do Exército Brasileiro, programa que busca tornar a instituição mais ágil, integrada e tecnologicamente preparada para os desafios geopolíticos atuais.
O que o comandante do Exército Brasileiro disse sobre ameaças
A declaração de Tomás Paiva é relevante porque rompe com décadas de discurso diplomático brasileiro que apresentava a América do Sul como região livre de conflitos interestatais. O general não especificou quais ameaças o Exército Brasileiro identifica, mas mencionou a atuação na faixa de fronteira como prioridade, o que sugere preocupações com crime organizado transnacional, narcotráfico, mineração ilegal e instabilidade política em países vizinhos.
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A faixa de fronteira do Brasil tem 150 quilômetros de largura ao longo de toda a divisa terrestre com dez países sul-americanos. Nessa área, o Exército Brasileiro atua em apoio às forças de segurança pública no combate a crimes transfronteiriços, operação que exige vigilância constante em terrenos que vão de florestas densas na Amazônia a campos abertos no Sul, passando pelo Pantanal e pelo cerrado.
Os drones que o Exército Brasileiro quer usar nas fronteiras

O Simpósio de Sistemas Não Tripulados reuniu sete empresas que apresentaram drones e tecnologias terrestres de diferentes categorias. As demonstrações incluíram veículos aéreos não tripulados de ataque, sistemas de bombardeio autônomo e plataformas de vigilância capazes de operar por longos períodos em áreas remotas onde a presença humana permanente é inviável.
Para o Exército Brasileiro, a adoção de drones é uma questão de escala. Monitorar mais de 16 mil quilômetros de fronteira com patrulhas terrestres convencionais exigiria um contingente que a Força não possui e um orçamento incompatível com a realidade fiscal do país.
Drones de vigilância podem cobrir áreas extensas com custo operacional menor, transmitindo imagens em tempo real para centrais de comando que coordenam a resposta no solo.
A Política de Transformação do Exército Brasileiro
O simpósio foi realizado com base na Política de Transformação do Exército Brasileiro, documento que reconhece “uma tendência consistente de aumento dos investimentos em defesa” no mundo e alerta que o Brasil precisa acompanhar esse movimento “sob pena de ampliar vulnerabilidades estratégicas”. A política se organiza em quatro eixos: desenho institucional, capacidades militares, doutrina e pessoal, com o objetivo de acelerar a incorporação de tecnologias e desenvolver uma mentalidade de transformação dentro da Força.
O eixo de capacidades é o mais diretamente ligado ao simpósio, pois visa sistematizar a governança das capacidades militares terrestres e acelerar o processo de incorporação de novas tecnologias. O Exército Brasileiro busca com isso não apenas adquirir equipamentos modernos, mas integrar esses sistemas a uma doutrina operacional que permita utilizá-los de forma eficiente em cenários reais de emprego, da fronteira amazônica a operações de garantia da lei e da ordem em centros urbanos.
O que a declaração significa para a defesa do Brasil
A admissão pública de que o Exército Brasileiro percebe ameaças na América do Sul tem implicações diplomáticas e orçamentárias.
No campo diplomático, a declaração pode gerar reações de países vizinhos que se sintam aludidos, especialmente em um momento de instabilidade política em nações como Venezuela e Bolívia. No campo orçamentário, a percepção de ameaça reforça o argumento da Força por mais recursos para modernização e aquisição de tecnologia.
O general Paiva não propôs aumento de efetivo nem expansão territorial, mas sim o uso intensivo de tecnologia como multiplicador de força.
Para o Exército Brasileiro, a mensagem é clara: as fronteiras do Brasil precisam de vigilância tecnológica permanente, e a era em que a América do Sul era considerada um ambiente estratégico tranquilo ficou no passado.
Você sabia que o comandante do Exército Brasileiro reconheceu publicamente que há ameaças na América do Sul? Acha que o investimento em drones é a resposta certa ou o Brasil precisa de outra estratégia para as fronteiras? Conta nos comentários.


Misseis e drones são o futuro, aviões navios, porta aviões, tanques estão se tornando velharias no campo de batalha além de terem um custo altíssimo
Infelizmente os EUA hoje com o comando desse ditador maluco do trump são uma ameaça a qualquer país que não possa se defender deles.
A RÚSSIA INVADIU A UCRÂNIA E PQ VCS NÃO FALAM DISSO? O IRÂ ESTÁ A 47 ANOS MATANDO CIVIS EM SEU PRÓPRIO PAÍS E FINANCIANDO O HAMAZ E O HEZBOLLAH! NESSES 47 ANOS JÁ MATARAM MILHÕES DE PESSOAS! PD VCS ESQUERDOP4T4S NÃO FALAM ISSO?
PARA DE GRITAR IMB3CIL , AQUI NINGUÉM É SURDO!
Basta ver o que Irã fez com os EUA. Com um exército de drones e mísseis deram uma verdadeira aula aos americanos de como fazer uma guerra assimétrica. Destruíram ou inutilizaram 17 bases americanas no oriente médio além de aviões, radares e infra estruturas caríssimas. Provaram ao mundo que uma frota enorme de navios e porta aviões e aviões de última geração além de caríssimos, são vulneráveis. O Brasil deveria fazer o mesmo. China e Rússia também tem um arsenal gigantesco de drones e mísseis, inclusive hipersónicos que os EUA não tem. Por isso o Trump não passa da linha com eles e nem sequer ousa fazer comentários de invasão ou tomada de recursos desses dois países
A BOLHA **** NÃO CONSEGUE ENXERGAR UM PALMO NA FRENTE DO NARIZ!!! ACHAR QUE O IRÃ GANHOU A GUERRA É UMA ENORME MENTIRA!!! O IRÃ TEVE A AERONÁUTICA E A MARINHA DESTRUÍDA, O EXÉRCITO REDUZIDO A METADE, DIZ TER CONTROLE TERRITORIAL SOBRE O ESTREITO DE ORMUZ, MAS COM APENAS 3 DESTROIERS OS EUA CONSEGUIRAM FURAM ESSE “BLOQUEIO”!!! A RÚSSIA ESTA QUEBRADA ECONOMICAMENTE E MILITARMENTE POR CAUSA DA GUERRA COM A UCRÂNIA QUE A PRÓPRIA RÚSSIA COMEÇOU!! qUANTO A CHINA, CADÊ O CRESCIMENTO CHINÊS? CRESCENDO ABAIXO DE 4% AO ANO! PQ A CHINA NÃO INVADE TAIWAN? CADÊ OS DRONES E MÍSSEIS HIPERSÔNICOS? VCS TEM MUITO PAPO E POUCO CONHECIMENTO GEOPOLÍTICO!!!
PARA DE GRITAR IMB3CIL , AQUI NINGUÉM É SURDO!