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Vigilância Agropecuária barra 240 caranguejos na mala: passageira vinda da China trazia 12 caixas sem autorização e possível caranguejo-de-mitene, iguaria que pode virar ameaça sanitária ao Brasil

Publicado em 29/12/2025 às 17:56
Atualizado em 29/12/2025 às 17:57
Vigilância Agropecuária e Vigiagro apreendem caranguejos e caranguejo de mitene no Aeroporto Internacional de Guarulhos em operação com risco sanitário.
Vigilância Agropecuária e Vigiagro apreendem caranguejos e caranguejo de mitene no Aeroporto Internacional de Guarulhos em operação com risco sanitário.
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Passageira vinda da China é flagrada pela Vigilância Agropecuária com 240 caranguejos em 12 caixas no Aeroporto de Guarulhos, carga sem autorização que levanta suspeita de caranguejo de mitene e reacende alertas sobre riscos sanitários, ambientais e econômicos ao Brasil, atingindo consumidores, ecossistemas aquáticos, cadeias produtivas e exportações agropecuárias brasileiras.

Em operação recente no Aeroporto Internacional de Guarulhos, a Vigilância Agropecuária Internacional do Ministério da Agricultura apreendeu 240 caranguejos que estavam na bagagem de uma passageira vinda da China. Segundo o órgão, os animais estavam divididos em 12 caixas de 4,6 quilos, com 20 unidades cada, sem qualquer autorização para entrar no país, e a data exata da ocorrência não foi informada.

A primeira avaliação técnica apontou que a espécie apreendida pode ser o caranguejo de mitene (Eriocheir sinensis), conhecido internacionalmente como hairy crab ou caranguejo peludo, uma iguaria bastante apreciada na China e em outros mercados asiáticos, como Singapura e Hong Kong. Para as autoridades, o episódio reforça a importância de controlar rigorosamente a entrada de caranguejos e outros organismos aquáticos trazidos por passageiros em viagens internacionais.

Como os caranguejos foram descobertos na bagagem

De acordo com a Vigilância Agropecuária Internacional, os 240 caranguejos estavam acondicionados em 12 caixas plásticas, cada uma com aproximadamente 4,6 quilos e 20 animais por embalagem.

Todo o material foi encontrado na bagagem despachada de uma passageira que desembarcava de voo procedente da China.

A carga não possuía qualquer documentação sanitária nem autorização oficial para ingresso no Brasil.

Em situações como essa, a ausência de certificação é tratada como risco imediato, já que não há comprovação de origem, condições de transporte, inspeção ou controle sanitário dos caranguejos.

Possível caranguejo de mitene e status de iguaria

A identificação preliminar dos fiscais aponta para o caranguejo de mitene, Eriocheir sinensis, espécie conhecida por sua carne valorizada e por ser servida como prato nobre em restaurantes asiáticos.

O animal é chamado de hairy crab justamente por apresentar patas e pinças com aspecto peludo, característica marcante que facilita o reconhecimento da espécie.

Embora seja considerado uma iguaria e gere forte interesse gastronômico, trazer caranguejos exóticos na mala, sem autorização, transforma um alimento de luxo em potencial ameaça sanitária.

As autoridades destacam que qualquer organismo vivo transportado dessa forma pode carregar agentes patogênicos, parasitas ou enfermidades que não existem ou não estão sob controle no Brasil.

Riscos sanitários e econômicos dos caranguejos exóticos

O Ministério da Agricultura ressalta que a entrada irregular de organismos aquáticos pode introduzir enfermidades graves, com impacto direto sobre a fauna local e a produção aquícola e pesqueira.

Espécies exóticas, como esses caranguejos, podem alterar o equilíbrio dos ambientes aquáticos, competir com animais nativos por alimento e habitat e favorecer a disseminação de doenças.

Na esfera econômica, o alerta também é elevado.

A introdução de pragas ou enfermidades em caranguejos e outros organismos aquáticos pode comprometer cadeias produtivas inteiras, afetar pescadores, produtores, processadores de pescado e indústrias ligadas ao setor.

Além disso, surtos sanitários podem gerar prejuízos econômicos significativos, incluindo barreiras comerciais, perdas de mercado e necessidade de investimentos emergenciais em contenção e monitoramento.

Vigiagro e a proteção da agropecuária brasileira

A fiscalização de cargas clandestinas é apontada pelo Ministério da Agricultura como um dos pilares de atuação da Vigilância Agropecuária Internacional.

No trânsito internacional de passageiros, bagagens e cargas, o Vigiagro trabalha para prevenir riscos sanitários e proteger a agropecuária brasileira, atuando diretamente em portos, aeroportos e fronteiras.

O coordenador geral do Vigiagro, Cleverson Freitas, destaca que o trabalho das equipes é estratégico para impedir o ingresso de produtos e organismos sem autorização, garantindo sanidade agropecuária, saúde animal e segurança dos consumidores.

Casos como o dos 240 caranguejos apreendidos reforçam, na avaliação do órgão, a necessidade de manter a vigilância constante e de orientar viajantes sobre as regras para o transporte de animais, vegetais e alimentos.

Diante desse episódio, você acha que o Brasil deveria endurecer ainda mais a fiscalização sobre caranguejos e outros alimentos de origem animal trazidos na bagagem de voos internacionais?

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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