Vale investe R$ 200 milhões em frota de dez caminhões autônomos para uso em Carajás (PA), a maior mina a céu aberto do mundo

Valdemar Medeiros
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04-07-2021 10:09:43
em Indústria e Construção Civil
Vale - caminhões autônomos - caminhões - mina - Caminhão autônomo da Vale (Foto: Divulgação)

A mineradora Vale pretende colocar em sua frota nos próximos meses, dez caminhões autônomos em Carajás, a maior mina a céu aberto do mundo.

Tirando trabalhadores do risco, a mineradora Vale está investindo em mais 10 caminhões autônomos para a mina de Carajás, que não precisam de um operador na cabine e ainda ajudam na redução de carbono.

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Os caminhões autônomos, que serão utilizados na mina de Carajás possuem uma capacidade para transportar até 240 toneladas e estão sendo testados na rota entre a área de descarga no minério de ferro e a frente de lavra.

De acordo com a Vale, os caminhões autônomos são controlados por sistemas de computador, sem necessitar de um operador na cabine e contam com um GPS, inteligência artificial e também radares.

Ao detectar algum risco, eles paralisam suas operações até o caminho ser autorizado. A Vale investirá em Carajás, US$ 40 milhões (R$ 200 milhões) em seu programa de caminhões autônomos só em 2021. O objetivo da empresa é expandir a frota da mina de Carajás para 50 caminhões até o fim de 2024.

Uma mina brasileira 100% autônoma

Atualmente a mineradora está operando 13 caminhões autônomos em Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), a primeira mina completamente autônoma no Brasil. Desde 2016, quando começaram os primeiros testes os caminhões autônomos já transportaram 100 milhões de toneladas. De lá para cá, não houve nenhum acidente com os veículos de acordo com a Vale.

Segundo Kléber Gonçalves, gerente de operação e infraestrutura de Brucutu, os equipamentos possuem sensores que identificam e mapeiam o relevo, obstáculos e pessoas, sendo assim, a tecnologia pode parar a operação de um ou mais veículos em casos de mudanças que não estejam previstas no trajeto determinado pelo centro de controle.

Redução de 4 mil toneladas de carbono

Ao total, já foram 1,8 milhão de quilômetros rodados pelos veículos, somente em Brucutu. Sendo assim, o consumo de combustível é 11% menor do que nos caminhões tripulados trazendo uma redução de 4,3 mil toneladas de gás carbônico por ano.

De acordo com a vale, a produção também é maior e aumentou em 11% a quantidade de minério em Brucutu. Mostrando que se preocupa com seus funcionários, a mineradora treinou os operadores que ficavam nas cabines que foram realocados em outras funções, como na sala de controles.

De acordo com o gerente executivo do Complexo de Brucutu e Água Limpa, Jefferson Corraide, o avanço mais importante que chegou através da implantação foi a redução da exposição de pessoas ao risco.    

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Valdemar Medeiros
Formado em Segurança do trabalho, especialista em marketing de conteúdo em conjunto de ações de SEO e Universitário de Publicidade e Propaganda.