A maior parcela anual do acordo de reparação pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), vence em 30 de abril de 2026. Vale e BHP Billiton, donas da Samarco, devem depositar R$ 7 bilhões no Fundo Rio Doce, administrado pelo BNDES, dividindo o valor por igual.
O pagamento faz parte do cronograma do acordo de Mariana, que prevê R$ 100 bilhões em dinheiro novo que as mineradoras se comprometeram a depositar nos cofres públicos ao longo de 20 anos, até 2043. A primeira parcela, de R$ 5 bilhões, foi paga no final de 2024, e a segunda, de R$ 6 bilhões, em abril de 2025. A de 2026 é a maior de todo o acordo.
Segundo UOL, o valor total da repactuação é de R$ 170 bilhões: R$ 100 bilhões em parcelas anuais para União, Minas Gerais e Espírito Santo; R$ 32 bilhões em obrigações de execução direta das mineradoras (indenizações individuais, reassentamentos e recuperação ambiental); e R$ 38 bilhões já desembolsados nos nove anos desde o desastre.
Pra onde vai o dinheiro?
Minas Gerais recebe a maior fatia: mais de R$ 81 bilhões ao longo das duas décadas.
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Parte do valor está destinada à duplicação da BR-356, que liga a BR-040 ao município de Mariana, com investimento previsto de R$ 2 bilhões.
Os atingidos em Mariana têm prioridade, com programa específico de transferência de renda criado pelo acordo.
Os R$ 100 bilhões serão geridos pelo Fundo Rio Doce e financiarão programas de reparação ambiental, saúde, infraestrutura e compensação social nos 49 municípios atingidos pelo desastre de 5 de novembro de 2015, quando o rompimento da barragem de Fundão despejou 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração no Rio Doce, matou 19 pessoas e causou o maior desastre ambiental do Brasil.
A próxima parcela após 2026 será de R$ 5 bilhões em 2027, e os valores seguem entre R$ 4,4 bi e R$ 5,5 bi por ano até 2043.
Comenta aí: você acha que R$ 170 bilhões em 20 anos é suficiente pra reparar o que aconteceu em Mariana?

Vocês tem informações de quando as pessoas atingidas de forma individual receberão a indenização?
Não, pois houve percas de vidas humanas e o que deveria ter sido feito, seria a transferência da população de Bento Rodrigues desde o início.
Está guatia teria que ser pra os sidadoda não pra policia né