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Com mais de 30 metros extras inseridos no casco para missões secretas, o USS Jimmy Carter tornou-se o submarino mais enigmático da Marinha dos EUA: um gigante nuclear capaz de lançar drones submarinos, interceptar cabos de fibra óptica e embarcar equipes de operações especiais sem nunca emergir à superfície

Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 09/03/2026 às 16:10
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Com mais de 30 metros extras inseridos no casco para missões secretas, o USS Jimmy Carter tornou-se o submarino mais enigmático da Marinha dos EUA: um gigante nuclear capaz de lançar drones submarinos, interceptar cabos de fibra óptica e embarcar equipes de operações especiais sem nunca emergir à superfície
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O USS Jimmy Carter recebeu um módulo extra de 30 metros no casco para missões secretas no fundo do oceano, permitindo espionagem submarina, lançamento de drones e operações especiais sem emergir.

Entre os submarinos nucleares operados pela Marinha dos Estados Unidos, poucos despertam tanto interesse quanto o USS Jimmy Carter (SSN-23). Diferente de outros submarinos de ataque, ele foi profundamente modificado durante a construção para executar missões altamente especializadas no fundo do oceano. A embarcação faz parte da poderosa classe Seawolf, uma geração de submarinos nucleares projetada no final da Guerra Fria para ser extremamente silenciosa, veloz e capaz de operar em profundidades elevadas. No entanto, o Jimmy Carter recebeu alterações estruturais únicas que o transformaram em uma plataforma dedicada a operações de espionagem submarina e missões especiais.

O resultado foi um dos submarinos mais incomuns já construídos, com capacidades que vão muito além das funções tradicionais de guerra naval.

A origem do USS Jimmy Carter na classe Seawolf

O USS Jimmy Carter é o terceiro e último submarino da classe Seawolf, uma série projetada originalmente para enfrentar submarinos soviéticos durante os anos finais da Guerra Fria. A classe inclui três unidades:

  • USS Seawolf (SSN-21)
  • USS Connecticut (SSN-22)
  • USS Jimmy Carter (SSN-23)

Os dois primeiros navios foram construídos como submarinos de ataque tradicionais. Já o Jimmy Carter recebeu modificações que o tornaram uma plataforma completamente diferente. O submarino foi comissionado em 2005 e recebeu o nome do ex-presidente americano Jimmy Carter, que havia servido como oficial submarinista da Marinha antes de entrar para a política.

Desde então, a embarcação passou a desempenhar missões classificadas que raramente são discutidas publicamente.

O módulo secreto de 30 metros inserido no casco

A característica mais marcante do USS Jimmy Carter é a presença de um módulo adicional conhecido como Multi-Mission Platform (MMP). Esse módulo foi inserido no meio do casco durante a construção e possui cerca de 30 metros de comprimento, o equivalente ao tamanho de um pequeno prédio de dez andares colocado horizontalmente dentro do submarino.

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A adição dessa seção aumentou o deslocamento total da embarcação para aproximadamente 12 mil toneladas submerso. O módulo funciona como uma espécie de hangar submarino, permitindo transportar equipamentos e sistemas que não caberiam em um submarino convencional.

Entre as capacidades desse compartimento estão:

  • lançamento de veículos submarinos não tripulados
  • suporte a mergulhadores de operações especiais
  • instalação de sensores no fundo do oceano
  • transporte de equipamentos de espionagem

Essa modificação tornou o Jimmy Carter único entre os submarinos nucleares da frota americana.

Operações de espionagem no fundo do oceano

Uma das funções mais associadas ao USS Jimmy Carter envolve atividades conhecidas como guerra no fundo do mar, ou seabed warfare. Esse tipo de operação envolve a manipulação ou monitoramento de infraestruturas submarinas, incluindo cabos de comunicação e redes de sensores instaladas no fundo do oceano.

Grande parte do tráfego global de internet e comunicações internacionais passa por cabos submarinos de fibra óptica que atravessam os oceanos. Os cabos transportam dados entre continentes e são considerados infraestrutura crítica para governos e empresas.

Analistas militares frequentemente mencionam a possibilidade de submarinos especializados realizarem missões envolvendo esses cabos, seja para monitoramento ou coleta de informações. Embora detalhes sobre as operações do USS Jimmy Carter permaneçam classificados, especialistas apontam que o design do submarino permite realizar esse tipo de missão.

A capacidade de operar discretamente no fundo do mar é considerada uma das características mais estratégicas da embarcação.

Lançamento de drones submarinos e veículos especiais

O módulo adicional do Jimmy Carter também permite operar veículos submarinos não tripulados, conhecidos como UUVs (Unmanned Underwater Vehicles). Os drones submarinos podem ser usados para diversas tarefas, incluindo:

  • mapeamento do fundo do oceano
  • inspeção de infraestruturas submarinas
  • coleta de dados ambientais
  • vigilância de instalações militares

Os veículos podem ser lançados diretamente do submarino enquanto ele permanece submerso. Depois de completar a missão, os drones podem retornar ao hangar interno para recuperação. Essa capacidade amplia significativamente o alcance das operações de inteligência submarina.

Plataforma para operações especiais

Outro papel importante do USS Jimmy Carter é o suporte a operações conduzidas por forças especiais, especialmente unidades como os Navy SEALs. O submarino pode transportar equipamentos utilizados em infiltrações marítimas, incluindo mini-submarinos utilizados por mergulhadores militares.

Esses veículos permitem que equipes especiais se aproximem discretamente de áreas costeiras ou instalações estratégicas. Entre as missões possíveis estão:

  • reconhecimento de áreas costeiras
  • inspeção de portos
  • coleta de inteligência
  • instalação de sensores submarinos

A vantagem de lançar essas operações a partir de um submarino é a capacidade de manter total discrição. As equipes podem ser lançadas e recuperadas sem que o submarino precise emergir.

Propulsão nuclear e autonomia quase ilimitada

Assim como outros submarinos da classe Seawolf, o USS Jimmy Carter é movido por um reator nuclear. Esse tipo de propulsão oferece diversas vantagens operacionais.

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Primeiro, o submarino pode permanecer submerso por longos períodos sem necessidade de reabastecimento. Segundo, o reator fornece energia suficiente para alimentar sensores, sistemas eletrônicos e equipamentos adicionais instalados no módulo de missão.

A autonomia da embarcação depende principalmente de suprimentos para a tripulação, e não de combustível. Isso significa que o submarino pode permanecer em patrulha por meses no oceano.

Armamento e capacidades de combate

Embora seja conhecido principalmente por suas missões de espionagem, o USS Jimmy Carter também mantém as capacidades de combate de um submarino de ataque. Entre seus armamentos estão:

  • torpedos pesados
  • mísseis de cruzeiro Tomahawk
  • minas navais

Essas armas permitem que o submarino participe de operações de combate caso necessário. Além disso, o navio possui sistemas avançados de sonar e sensores que permitem detectar embarcações inimigas a grandes distâncias.

A combinação dessas tecnologias torna o Jimmy Carter uma plataforma extremamente sofisticada.

Um dos submarinos mais secretos do mundo

Grande parte das operações realizadas pelo USS Jimmy Carter permanece classificada. Ao longo dos anos, o submarino participou de diversas missões cujos detalhes nunca foram divulgados publicamente. Essa falta de informações contribui para a reputação da embarcação como um dos submarinos mais secretos da Marinha dos Estados Unidos.

Com mais de 30 metros extras inseridos no casco para missões secretas, o USS Jimmy Carter tornou-se o submarino mais enigmático da Marinha dos EUA: um gigante nuclear capaz de lançar drones submarinos, interceptar cabos de fibra óptica e embarcar equipes de operações especiais sem nunca emergir à superfície
Com mais de 30 metros extras inseridos no casco para missões secretas, o USS Jimmy Carter tornou-se o submarino mais enigmático da Marinha dos EUA: um gigante nuclear capaz de lançar drones submarinos, interceptar cabos de fibra óptica e embarcar equipes de operações especiais sem nunca emergir à superfície

Analistas militares frequentemente citam o Jimmy Carter como sucessor de submarinos utilizados durante a Guerra Fria para missões de espionagem submarina. O desenvolvimento dessa capacidade reflete a crescente importância do fundo do oceano como espaço estratégico para comunicações, energia e segurança global.

Com seu módulo adicional de 30 metros e capacidade de operar equipamentos especializados no fundo do mar, o USS Jimmy Carter representa uma das plataformas de espionagem submarina mais avançadas já construídas.

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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