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O governo dos Estados Unidos aprovou uma possível venda de 100 mísseis antiaéreos portáteis Stinger ao Exército Brasileiro, em um pacote estimado em cerca de 330 milhões de dólares que ainda depende de negociação entre os dois países

Publicado em 14/06/2026 às 00:03
Atualizado em 14/06/2026 às 00:06
Os EUA aprovaram a possível venda de 100 mísseis Stinger de defesa ao Exército Brasileiro, no lugar do russo Igla, por cerca de US$ 330 milhões.
Os EUA aprovaram a possível venda de 100 mísseis Stinger de defesa ao Exército Brasileiro, no lugar do russo Igla, por cerca de US$ 330 milhões.
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A autorização foi anunciada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos e prevê 100 mísseis Stinger Block I, além de equipamentos de apoio. No Exército Brasileiro, o Stinger substituiria o russo Igla-S, com estoque perto do fim. Por enquanto, é só uma etapa, e o contrato ainda depende de negociação.

O governo dos Estados Unidos aprovou uma possível venda de 100 mísseis antiaéreos portáteis Stinger ao Exército Brasileiro, em um pacote estimado em cerca de 330 milhões de dólares que ainda depende de negociação entre os dois países. Segundo o Departamento de Estado americano, a agência publicou formalmente o comunicado oficial de liberação no dia 11 de junho de 2026 a operação envolve mísseis FIM-92K Stinger Block I e equipamentos associados. O valor é uma estimativa, e o negócio ainda não está fechado.

De acordo com o comunicado oficial, o Brasil solicitou a aquisição de 100 unidades do míssil FIM-92K Stinger Block I, além de diversos itens de apoio. O pacote inclui dispositivos de lançamento, chamados de gripstocks, assistência de engenharia, serviços de integração e suporte técnico, logístico e de manutenção prestados pelo governo americano e por empresas contratadas. A aprovação é uma etapa do processo de venda militar ao exterior, e a efetivação depende de procedimentos administrativos e de negociações entre os governos.

O que o Exército Brasileiro quer comprar dos Estados Unidos

Míssil Raytheon FIM-92 Stinger MANPADS. Crédito: MJJ de Vaan/Shutterstock.com.
Míssil Raytheon FIM-92 Stinger MANPADS. Crédito: MJJ de Vaan/Shutterstock.com.

O centro do anúncio é a possível compra dos mísseis Stinger. Segundo o Departamento de Estado dos Estados Unidos, o governo americano aprovou uma possível venda militar ao Brasil com mísseis antiaéreos FIM-92K Stinger Block I e equipamentos associados, em uma operação com valor total estimado em cerca de US$ 330 milhões. O Exército Brasileiro pediu 100 unidades, além de itens de apoio à operação do sistema.

O conteúdo do pacote foi detalhado no comunicado. De acordo com o material, estão incluídos os dispositivos de lançamento, conhecidos como gripstocks, a assistência de engenharia, os serviços de integração e o suporte técnico, logístico e de manutenção, prestados pelo governo dos Estados Unidos e por empresas contratadas. Vale destacar que essa aprovação do Departamento de Estado é apenas uma etapa do processo, e o contrato ainda não foi assinado.

Por que a venda ainda não é um negócio fechado

O ponto mais importante é que nada está concluído. Segundo o Departamento de Estado, a aprovação representa uma etapa do processo de venda militar ao exterior conduzido pelos Estados Unidos, e os US$ 330 milhões são uma estimativa do valor total da operação, e não um preço final. A efetivação do contrato ainda depende da conclusão de procedimentos administrativos e das negociações entre os dois governos.

As justificativas vêm das autoridades americanas. De acordo com o Departamento de Estado, a proposta tem como objetivo fortalecer a capacidade do Brasil de proteger seu território e de combater atividades ilícitas em sua área de influência regional, incluindo operações contra o narcotráfico. As autoridades afirmam que a incorporação dos mísseis deve ampliar a defesa antiaérea do Exército Brasileiro e que a aquisição faz parte da modernização das Forças Armadas, com reforço à vigilância do espaço aéreo da América do Sul. Esses são os argumentos apresentados pelo governo americano.

O Stinger e a substituição do russo Igla-S

O Stinger é uma arma de defesa antiaérea de curto alcance. Segundo o material, o FIM-92 Stinger é um míssil portátil amplamente usado por forças militares no mundo todo, projetado para atingir aeronaves, helicópteros e outros alvos de baixa altitude, e é considerado uma das principais armas de defesa aérea de curto alcance em operação. No Exército Brasileiro, ele substituiria o russo Igla-S, que está com o estoque perto do fim, com poucas unidades ainda em um número limitado de Grupos de Artilharia Antiaérea (GAAE).

A troca tem relação com o desgaste do equipamento russo. De acordo com a reportagem, o Igla é considerado defasado pelo próprio Exército Brasileiro, e o suporte russo, que nunca foi satisfatório, piorou depois da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022. Por isso, a compra dos mísseis Stinger é apresentada como parte da substituição de um sistema antigo, de origem russa, cuja manutenção ficou mais difícil.

Como o Stinger se encaixa ao lado do RBS-70NG

O novo míssil não chegaria sozinho. Segundo o material, no Exército Brasileiro o Stinger complementaria o RBS-70NG, fabricado pela Saab, que tem alcance maior, mas precisa de uma plataforma fixada no chão para o lançamento. A ideia é que os dois sistemas atuem em funções diferentes dentro da defesa antiaérea.

A diferença prática está na forma de operar. De acordo com a reportagem, o Stinger pode ser lançado a partir do ombro do militar, com o acionamento de um botão seguido do gatilho, o que o torna mais portátil. Assim, o RBS-70NG cobriria a defesa de maior alcance em posição fixa, enquanto o Stinger daria ao Exército Brasileiro uma opção móvel de curto alcance, caso a negociação avance e o contrato seja concluído.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos aprovou uma possível venda de 100 mísseis Stinger ao Exército Brasileiro, por um valor estimado em cerca de US$ 330 milhões, em um passo para modernizar a defesa antiaérea de curto alcance do país. Os mísseis substituiriam o russo Igla-S, com estoque perto do fim, e complementariam o RBS-70NG, da Saab. Ainda assim, é preciso lembrar que o negócio não está fechado, que o valor é uma estimativa e que o contrato depende da conclusão dos trâmites e das negociações entre os dois governos.

E você, acha que a compra dos mísseis Stinger é um bom investimento para o Exército Brasileiro, ou o dinheiro poderia ter outras prioridades? Comente a sua opinião e troque ideias com outros leitores sobre a modernização das Forças Armadas, com respeito às diferentes visões.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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