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FAB aposta em drones nacionais e amplia investimentos para fortalecer a indústria aeroespacial brasileira

Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 19/06/2026 às 14:45
Atualizado em 19/06/2026 às 14:47
Drones produzidos no Brasil ganham relevância em projetos de defesa, pesquisa e inovação, fortalecendo a autonomia tecnológica nacional.
Drones produzidos no Brasil ganham relevância em projetos de defesa, pesquisa e inovação, fortalecendo a autonomia tecnológica nacional. Fonte: FAB
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Drones produzidos no Brasil ganham relevância em projetos de defesa, pesquisa e inovação, fortalecendo a autonomia tecnológica nacional.

A utilização de drones desenvolvidos no Brasil está ganhando importância em projetos voltados à defesa, inovação e desenvolvimento tecnológico. O avanço dessas aeronaves não tripuladas tem levado instituições públicas, empresas e centros de pesquisa a ampliar investimentos em soluções nacionais, com o objetivo de aumentar a capacidade tecnológica do país e reduzir a dependência de equipamentos estrangeiros.

Esse movimento envolve iniciativas da Força Aérea Brasileira (FAB), universidades, indústria e organizações de pesquisa que trabalham em conjunto para expandir o uso dessas tecnologias em diferentes áreas. Além da aplicação militar, os projetos também podem gerar impactos na economia, na formação de profissionais especializados e na exportação de tecnologia brasileira.

Centro de inovação reúne governo, indústria e universidades

Uma das iniciativas que vem concentrando parte desses esforços é o Parque Industrial Tecnológico Aeroespacial da Bahia (PITA-BA), instalado na Base Aérea de Salvador.

O projeto nasceu de uma parceria entre o Comando da Aeronáutica e o SENAI CIMATEC. A proposta é reunir diferentes setores em uma estrutura colaborativa voltada ao desenvolvimento de soluções aeroespaciais de interesse estratégico.

Nesse modelo de cooperação participam representantes do governo, das Forças Armadas, da academia e da indústria, formando uma rede dedicada à criação de tecnologias voltadas às necessidades nacionais.

Drones produzidos no Brasil ganham relevância em projetos de defesa, pesquisa e inovação, fortalecendo a autonomia tecnológica nacional.
Drones produzidos no Brasil ganham relevância em projetos de defesa, pesquisa e inovação, fortalecendo a autonomia tecnológica nacional.

Drones fazem parte dos planos futuros da FAB

Os estudos conduzidos pelo Comando da Aeronáutica apontam para uma ampliação do emprego dessas aeronaves em todo o território nacional.

Segundo o Major-Brigadeiro do Ar Fábio Luís Morau, chefe da Sexta Subchefia do Estado-Maior da Aeronáutica, o trabalho já se encontra em estágio avançado.

O oficial afirmou que existem estudos aprofundados para implementar uma capacidade distribuída pelo país utilizando tecnologias modernas, de baixo custo e com eficiência reconhecida internacionalmente.

A proposta não se limita à aquisição de equipamentos. O foco também está na criação de uma estrutura produtiva capaz de projetar, fabricar e aperfeiçoar sistemas desenvolvidos dentro do próprio Brasil.

Os investimentos não estão concentrados apenas nas aeronaves.

Entre as iniciativas atualmente em desenvolvimento está a segunda fase do Centro de Competência em Aeronáutica e Drones, que reúne empresas brasileiras, universidades e centros de pesquisa.

O projeto contempla diversas frentes de trabalho, incluindo:

  • Estação móvel para testes de voo;
  • Laboratório para materiais compósitos;
  • Sistemas eletrônicos embarcados com suporte de Inteligência Artificial;
  • Simulação de gerenciamento de tráfego aéreo para drones;
  • Estudos sobre combustíveis sustentáveis para aviação;
  • Desenvolvimento de cenários operacionais para utilização dessas aeronaves.

A expectativa é que essas iniciativas ampliem a produção de conhecimento e fortaleçam a formação de profissionais especializados no setor.

Desenvolvimento nacional busca reduzir dependência externa

Além dos projetos de pesquisa, existe uma estratégia voltada ao fortalecimento da indústria brasileira.

O PITA-BA também trabalha com encomendas tecnológicas destinadas à criação de equipamentos produzidos por empresas nacionais. A medida busca estimular a inovação e ampliar a participação da Base Industrial de Defesa no desenvolvimento de novas soluções.

Drones produzidos no Brasil ganham relevância em projetos de defesa, pesquisa e inovação, fortalecendo a autonomia tecnológica nacional.
Drones produzidos no Brasil ganham relevância em projetos de defesa, pesquisa e inovação, fortalecendo a autonomia tecnológica nacional.

Com isso, o conhecimento gerado permanece no país, contribuindo para a criação de um ambiente permanente de inovação tecnológica.

Embora muitos projetos estejam ligados à segurança e à defesa, os efeitos esperados ultrapassam esse segmento.

O avanço dos drones fabricados no Brasil pode estimular a geração de empregos especializados, fortalecer cadeias produtivas e abrir novas oportunidades para empresas nacionais.

Além disso, a produção local favorece o desenvolvimento científico e tecnológico, criando condições para que soluções brasileiras possam alcançar mercados internacionais.

Evento apresentou tecnologia nacional em operação

Parte desses avanços foi apresentada durante o 1º Encontro de Inovação Aeroespacial (INOVAERO), realizado em 12 de junho na Base Aérea de Salvador.

Durante a programação, ocorreram demonstrações práticas de sistemas aéreos não tripulados desenvolvidos no país. As apresentações tiveram como objetivo mostrar aplicações voltadas à pesquisa, inovação e defesa.

Drones produzidos no Brasil ganham relevância em projetos de defesa, pesquisa e inovação, fortalecendo a autonomia tecnológica nacional.
Drones produzidos no Brasil ganham relevância em projetos de defesa, pesquisa e inovação, fortalecendo a autonomia tecnológica nacional.

Entre os equipamentos exibidos esteve o DLV-2, desenvolvido pela empresa Speedbird Aero.

Drones podem transportar cargas e atuar em ambientes complexos

O modelo apresentado durante o evento possui características voltadas ao transporte de materiais.

De acordo com André Stein, Diretor do Conselho e Presidente para as Américas da Speedbird Aero, o equipamento suporta até 10 quilos de carga e pode atingir velocidade próxima de 75 quilômetros por hora.

Segundo ele, a aeronave pode ser empregada em atividades logísticas envolvendo transporte de equipamentos médicos, materiais biológicos e itens de precisão. O executivo também destacou que o sistema foi projetado para operar em cenários considerados complexos.

Com projetos em expansão, investimentos em pesquisa e participação crescente da indústria nacional, os drones passam a ocupar uma posição cada vez mais relevante dentro das estratégias de inovação tecnológica desenvolvidas no Brasil.

Fotos: Sargento Neris / CECOMSAER, Érico / MINISTÉRIO DA DEFESA

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Ruth Rodrigues

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.

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