Sem embaixada dos EUA aberta, a CIA operou meses sem cobertura diplomática em Caracas, coletando detalhes minuciosos sobre Nicolás Maduro. A missão, descrita como altamente perigosa e bem-sucedida, ajudou a viabilizar a Operação Resolução Absoluta, que retirou Maduro do país após ataque no sábado, 3.
Em agosto, uma equipe clandestina da CIA se infiltrou na Venezuela para coletar informações sobre Nicolás Maduro, rotulado pelo governo Trump como “narcoterrorista”. Sem embaixada dos EUA e sem cobertura diplomática, a CIA operou em Caracas por meses, sem ser detectada, mapeando sua rotina com precisão.
As informações da CIA, combinadas com uma fonte próxima a Maduro e uma frota de drones furtivos sobrevoando secretamente, permitiram aos EUA saber onde Maduro se movia, o que ele comia e até quais animais de estimação ele tinha. Esses dados foram descritos como críticos para a operação militar que capturou Maduro antes do amanhecer no sábado, 3.
Como a CIA atuou sem cobertura diplomática em Caracas
A base descreve a missão como altamente perigosa porque a embaixada dos Estados Unidos estava fechada, impedindo que os oficiais da CIA operassem sob o manto de cobertura diplomática.
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Ainda assim, a equipe se movimentou por Caracas e permaneceu não detectada por meses.
A coleta de informações foi detalhada: os movimentos diários de Nicolás Maduro foram rastreados e transformados em um mapa minucioso de rotina, com apoio de uma fonte próxima ao líder venezuelano e de drones furtivos operando secretamente acima.
O que a CIA conseguiu descobrir sobre Maduro
Segundo o chefe do Estado-Maior Conjunto, Gen. Dan Caine, as informações obtidas pela CIA fizeram com que os Estados Unidos soubessem onde Maduro se movimentava, o que ele comia e até quais animais de estimação ele tinha.
O texto aponta esses dados como fundamentais para elevar o grau de precisão da ação seguinte.
A base caracteriza esse nível de detalhe como um diferencial operacional, porque reduziu incertezas e ajudou a confirmar padrões de deslocamento num contexto em que o alvo alternava entre vários locais.
Da inteligência à captura: como isso se conectou à Operação Resolução Absoluta
O texto diz que a informação coletada pela CIA foi crítica para a subsequente operação militar, descrita como um ataque antes do amanhecer no sábado, 3, conduzido por comandos de elite da Força Delta do Exército.
A ação é apresentada como a operação mais arriscada desse tipo desde a missão que matou Osama bin Laden no Paquistão em 2011.
O resultado foi descrito como taticamente preciso e rapidamente executado, retirando Maduro do país sem perda de vida americana, embora a base mencione mortes no ataque de sábado e feridos entre soldados dos EUA durante a aproximação e o confronto.
O que Trump alegou e por que a operação gerou questionamentos
Trump justificou a operação, nomeada Operação Resolução Absoluta, como um golpe contra o tráfico de drogas.
Ao mesmo tempo, a base registra questionamentos sobre a legalidade das ações dos EUA na Venezuela e destaca que oficiais haviam informado previamente líderes congressistas que o objetivo não era mudança de regime.
O texto também aponta contradições políticas: Trump tem dito que se opõe a ocupações estrangeiras, mas afirmou no sábado que oficiais americanos estavam no comando da Venezuela e que os Estados Unidos reconstruiriam a infraestrutura petrolífera do país.
Você acha que uma infiltração da CIA sem cobertura diplomática, por meses, pode ser defendida como “inteligência necessária” ou cruza uma linha perigosa em crises internacionais?

May 5 2026??¿