O ataque de drones atribuído à Ucrânia levou Moscou a relatar 194 interceptações, atingiu novamente a refinaria de Kapotnya e ampliou alerta sobre infraestrutura energética russa. Segundo Exame e Reuters, o episódio ocorreu nesta quinta-feira, 18, em meio à guerra iniciada em 2022, com danos e feridos relatados por fontes identificadas.
O ataque de drones lançado pela Ucrânia contra a Rússia nesta quinta-feira, 18, foi descrito pela Exame como o maior desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022. Segundo a reportagem, o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, afirmou que ao menos 194 drones foram interceptados na aproximação à capital russa.
A ofensiva atingiu a região de Moscou e teve como um dos principais pontos citados a refinaria de Kapotnya, localizada na zona sudeste da capital russa. Conforme a Exame e a Reuters, a unidade voltou a ser alvo na mesma semana, reacendendo o debate sobre o alcance dos drones ucranianos e a vulnerabilidade da infraestrutura energética russa.
Moscou voltou ao centro da guerra com drones

Moscou costuma ser menos atingida do que cidades ucranianas bombardeadas com frequência desde o início da guerra. Por isso, uma ofensiva dessa escala tem efeito militar, político e psicológico, especialmente quando envolve a capital russa e uma instalação ligada ao setor energético.
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A distância também pesa na leitura do episódio. A Exame destacou que Moscou fica a mais de 400 quilômetros da fronteira com a Ucrânia, o que torna a ofensiva de longo alcance um ponto sensível para a defesa russa e para a percepção de segurança na capital.
Rússia relatou quase 200 drones perto da capital
Segundo a Exame, o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, afirmou que pelo menos 194 drones foram interceptados na aproximação à capital. A reportagem compara esse número aos ataques intensos dos meses anteriores, quando as interceptações relatadas costumavam ficar na casa das dezenas.
A Exame informou que o ataque de drones integrou uma ofensiva mais ampla contra o território russo. Segundo a reportagem, as defesas aéreas russas afirmaram ter interceptado quase mil drones em diversas regiões do país, incluindo áreas sobre o Mar de Azov.
Refinaria de Kapotnya voltou a ser alvo
Segundo a Exame, o principal alvo citado foi a refinaria de petróleo de Moscou, no distrito de Kapotnya. A Reuters também informou, com base em fontes do setor, que a unidade sofreu um segundo ataque na mesma semana, com danos e incêndios em áreas da planta.
A Exame informou que a refinaria é controlada pela Gazprom Neft, subsidiária da estatal russa Gazprom. A repetição do ataque de drones contra Kapotnya, segundo a leitura apresentada pela reportagem, reforça a estratégia ucraniana de mirar estruturas ligadas a combustível e logística dentro da Rússia.
Unidade fica perto do Kremlin e tem peso estratégico
A localização da refinaria aumenta o impacto simbólico da ofensiva. Segundo a Exame, a unidade de Kapotnya fica a cerca de 15 quilômetros do Kremlin, o que torna o ataque especialmente sensível por atingir uma estrutura energética próxima ao centro político russo.
Segundo o Estado-Maior ucraniano, citado pela Exame, a refinaria de Kapotnya responde por parte relevante do consumo de combustível na região de Moscou e abastece aeroportos como Domodedovo, Vnukovo, Sheremetyevo e Zhukovsky com combustível de aviação. Essa é a justificativa apresentada por Kiev para tratar a unidade como alvo ligado ao esforço de guerra russo.
Explosões e fumaça ampliaram repercussão
A Reuters descreveu grandes explosões e incêndios na refinaria de Moscou após o novo ataque. A Exame também relatou que registros de vídeo mostraram fumaça negra na área atingida e a tentativa de interceptação de drones que se aproximavam da instalação.
As imagens ampliaram a repercussão do ataque de drones porque mostraram uma instalação energética próxima a Moscou em meio a explosões e fumaça. Em uma guerra marcada por disputa de versões, esse tipo de registro também reforça o peso simbólico de uma ofensiva contra infraestrutura russa.
Feridos e danos aumentaram tensão nos arredores
Segundo a Reuters, o governador da região de Moscou, Andrei Vorobyov, afirmou que 16 pessoas ficaram feridas durante o ataque ucraniano. A Exame também citou relatos de danos em áreas urbanas, incluindo um shopping center na região sudeste da cidade e prédios residenciais nos arredores da capital.
A Exame atribuiu ao governador Andrei Vorobyov a informação de que prédios residenciais nos arredores da capital foram atingidos, incluindo um edifício no distrito de Zhukovsky, de onde moradores precisaram ser retirados. A proximidade entre alvos de infraestrutura e áreas civis elevou a tensão nos arredores de Moscou.
Zelensky ligou ofensiva a ataques contra Kiev
Segundo a Exame, o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, classificou a ofensiva como resposta aos ataques russos contra a Ucrânia. A declaração foi feita após bombardeios que, conforme a reportagem, danificaram um mosteiro histórico em Kiev classificado pela Unesco como patrimônio mundial.
Na fala reproduzida pela Exame, Zelensky afirmou que a Ucrânia não queria a guerra, mas que Moscou também sentiria os efeitos caso o território ucraniano continuasse sob fogo. A declaração reforçou o tom de resposta adotado por Kiev diante dos bombardeios russos contra alvos ucranianos.
Guerra energética ganhou novo capítulo
A Exame informou que a Ucrânia vem concentrando ataques de longo alcance contra refinarias russas há meses. Segundo a reportagem, a estratégia busca pressionar a infraestrutura energética e reduzir receitas de um setor considerado importante para o financiamento do esforço militar russo.
Ao mirar refinarias, depósitos e instalações de combustível, Kiev tenta atingir estruturas que a Ucrânia associa à logística militar russa e ao financiamento da guerra. A ofensiva contra o setor energético também busca pressionar pontos considerados sensíveis para a economia e para o esforço militar de Moscou.
Kapotnya já havia sido atingida na mesma semana
A refinaria de Kapotnya já havia sido alvo em um ataque anterior, na terça-feira, 16. Segundo a Reuters, fontes do setor disseram que essa ação danificou a unidade CDU-6, responsável por cerca de 53% da capacidade da planta.
Na nova ação, fontes do setor ouvidas pela Reuters disseram que o ataque danificou a unidade Euro+, com capacidade de cerca de 140 mil barris por dia, equivalente a aproximadamente 47% da capacidade da refinaria. A informação reforça o peso operacional do alvo dentro da estrutura de processamento da planta.
Ofensiva ocorreu antes de reunião da Otan
Segundo a Exame, o ataque desta quinta-feira ocorreu horas antes de uma reunião de ministros da Defesa da Otan em Bruxelas, onde a segurança da Ucrânia estava entre os temas da agenda. A coincidência de datas aumentou a leitura diplomática da ofensiva em meio às discussões sobre apoio militar a Kiev.
A reunião ocorreu em um momento em que Kiev tenta manter apoio ocidental e ampliar a capacidade de defesa e ataque à distância. Enquanto a diplomacia busca espaço, os drones passaram a ocupar papel central na pressão militar ucraniana contra alvos russos.
Moscou enfrenta ameaça menos previsível
Para a Rússia, o avanço dos drones ucranianos cria um desafio difícil de conter totalmente. Mesmo com defesas aéreas ativas, ataques em massa podem saturar sistemas, forçar interrupções e espalhar insegurança em regiões antes consideradas mais protegidas.
Moscou, nesse contexto, aparece novamente como alvo de incursões aéreas atribuídas à Ucrânia, segundo relatos de autoridades russas e reportagens internacionais. A pergunta que fica é até que ponto a Rússia consegue proteger simultaneamente fronteiras, cidades, refinarias, depósitos e aeroportos.
Drones mudam o alcance simbólico da guerra
O ataque de drones contra Moscou e a refinaria de Kapotnya mostra uma guerra cada vez mais distante das linhas tradicionais de frente. A Ucrânia tenta atingir pontos estratégicos dentro da Rússia, enquanto Moscou afirma ter interceptado grande parte das aeronaves lançadas contra a capital e outras regiões.
A ofensiva também levanta uma questão incômoda: quando instalações energéticas próximas ao Kremlin entram na mira, a guerra passa a produzir efeitos simbólicos dentro da própria capital russa. Você acredita que ataques contra refinarias podem pressionar negociações ou tendem a ampliar ainda mais a escalada militar? Comente sua opinião.

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