Em Cuiabá, Murilo Emanuel começou aos 11 anos vendendo de porta em porta e, aos 15, comanda a Pipocas Saborosas do Murilo. Impulsionado por um vídeo com mais de 4 milhões de visualizações, ele vende até 100 baldes de pipoca recheada por dia e remunera a própria família.
Um menino de 11 anos saiu de casa com duas primas para vender pipoca por R$ 5, virou empresário aos 15, vende até 100 baldes por dia e usa o lucro para pagar a família inteira que trabalha no negócio. A trajetória mostra como uma ideia simples virou uma pequena empresa em Cuiabá.
No dia 20 de janeiro de 2022, Murilo Emanuel Amado de Cerqueira, então com 11 anos, decidiu ir às ruas de Cuiabá (MT) vender pipoca simples com duas primas. Quatro anos depois, o estudante de 15 anos transformou a iniciativa na Pipocas Saborosas do Murilo, que vende entre 80 e 100 baldes de pipoca recheada por dia de feira, impulsionada por um vídeo com mais de 4 milhões de visualizações. O negócio remunera a própria família e, por ele ser menor de idade, a prima Beatriz Azevedo cuida das finanças.
De porta em porta aos 11 anos
Segundo informações da revista pegn, a história começou em 20 de janeiro de 2022, quando Murilo Emanuel Amado de Cerqueira, então com 11 anos, decidiu ir às ruas de Cuiabá (MT) vender pipoca simples com duas primas. No início, ele vendia os pacotes tradicionais de porta em porta por R$ 5.
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A virada na operação começou quando ele ganhou de uma tia um carrinho que estava parado havia seis anos. Foi a partir desse carrinho que o negócio começou a crescer, com a aceitação vindo aos poucos e a participação em eventos no bairro, o primeiro sinal de que a pipoca podia virar algo maior.
A virada gourmet e o vídeo que viralizou
A mudança de posicionamento para o mercado gourmet ocorreu em agosto de 2025, depois que Cerqueira observou no TikTok a tendência de baldes de pipoca com camadas de recheio. Ele investiu o dinheiro acumulado para testar o formato e propôs à mãe comercializar o produto presencialmente em uma feira local.
A expansão acelerou após a gravação de um vídeo em parceria com páginas de divulgação locais. A publicação viralizou, alcançando mais de 4 milhões de visualizações, atraindo a atenção de influenciadores nacionais e gerando filas nos pontos de venda, o que transformou a pipoca caseira em um fenômeno em Cuiabá.
Uma família inteira por trás da pipoca
Por trás da pipoca está uma família inteira. A mãe do adolescente, Jaqueline de Jesus, lembra que no começo teve receio sobre a recepção do público, com medo de que as pessoas achassem que ela estava obrigando uma criança a trabalhar, mas entendeu que aquilo partia do filho:
“era um desejo genuíno dele.”
Hoje, Jaqueline atua no apoio operacional e acompanha o filho nos eventos, enquanto o irmão de 20 anos e outras parentes ajudam no atendimento. A produção é manual e dividida em etapas: três primos de Cerqueira selecionam os grãos estourados para retirar as cascas e garantir o padrão visual, e a avó faz a caramelização com açúcar.
Como funciona o negócio e os preços
Atualmente, o negócio de pipoca atua em três frentes: feiras fixas às sextas e aos sábados, encomendas para festas e um sistema de entrega programada durante a semana, em que os clientes pedem a retirada por aplicativos de transporte. O principal produto da marca são as pipocas recheadas na hora.
Esses potes são vendidos em versões de 500 ml por R$ 28 e de 1 litro por R$ 45. A produção usa milho do tipo mushroom, específico para pipocas gourmet por causa do formato arredondado e, para dar conta do aumento da demanda, os cremes usados no recheio, como o de paçoca, passaram a ser comprados prontos em baldes de alta qualidade.
Um empresário de 15 anos e os planos de expansão
Por ser menor de idade, Cerqueira conta com a prima Beatriz Costa Azevedo, de 30 anos, para gerenciar o fluxo de caixa, emitir orçamentos e fechar os contratos de locação de máquinas de algodão doce e cascatas de chocolate para eventos e aniversários. A receita também é usada para pagar os primos e familiares que trabalham com a pipoca, como resume a tia, Ingrid Arruda:
“Esse pequeno negócio virou uma fonte de renda para todos.”
A estrutura ainda funciona na cozinha residencial da família, mas os planos incluem a transição para um espaço comercial, com o lucro acumulado reservado para uma edícula equipada nos padrões da Vigilância Sanitária, e Cerqueira comprou recentemente uma moto elétrica própria.
Olhando adiante, ele quer expandir para municípios vizinhos, como Várzea Grande, mantendo o gerenciamento familiar, e é claro sobre como se enxerga: “eu me considero um empresário, porque nós construímos uma empresa.”
De vender pipoca simples de porta em porta aos 11 anos por R$ 5, Murilo Emanuel construiu, aos 15, a Pipocas Saborosas do Murilo, que hoje vende até 100 baldes de pipoca recheada por dia em Cuiabá, impulsionada por um vídeo com mais de 4 milhões de visualizações.
Mais do que um negócio, a iniciativa virou fonte de renda para uma família inteira, com a mãe no apoio operacional, a avó na caramelização, os primos na produção e uma prima adulta cuidando das finanças, já que Cerqueira ainda é menor de idade.
Com planos de um espaço comercial e de expansão para Várzea Grande, o adolescente que se chama de empresário mostra que uma ideia simples, quando encontra dedicação e apoio da família, pode virar uma empresa de verdade.
E você, o que achou da trajetória de Murilo com a pipoca? Compraria um balde de pipoca gourmet dele? Comente a sua opinião e troque ideias com outros leitores sobre empreendedorismo e pequenos negócios.

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