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Trump sugere uma nova operação militar contra a Colômbia após a ofensiva dos EUA que capturou Nicolás Maduro em Caracas e levou Delcy Rodríguez a assumir como presidente interina por 90 dias; a ideia “soa bem”, é altamente controversa e pode escalar a crise regional já

Publicado em 04/01/2026 às 23:50
Trump ameaça nova operação militar contra a Colômbia após ofensiva na Venezuela, reacendendo a crise regional e ampliando tensão política.
Trump ameaça nova operação militar contra a Colômbia após ofensiva na Venezuela, reacendendo a crise regional e ampliando tensão política.
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Horas depois da ofensiva dos EUA em Caracas que prendeu Nicolás Maduro e Cilia Flores, Trump afirmou no Air Force One, no domingo 4, que uma operação militar contra a Colômbia “soa bem”. Ele atacou Gustavo Petro, citou sanções de outubro de 2025 e comentou México e Cuba à noite.

Segundo informações do portal do G1, no domingo (4), a Colômbia virou alvo direto de Donald Trump após a ofensiva dos Estados Unidos contra a Venezuela que capturou Nicolás Maduro em Caracas. A bordo do Air Force One, ele disse que uma nova operação militar contra o país “soa bem” e descreveu o governo colombiano como comandado por “um homem doente”.

As declarações ocorrem depois da operação de sábado (3) que levou Maduro e a esposa, Cilia Flores, à custódia americana, e abriu uma transição em Caracas. Com a deposição de Maduro, Delcy Rodríguez assumiu como presidente interina por 90 dias, por decisão do Tribunal Supremo de Justiça, e foi reconhecida pelas Forças Armadas no domingo.

O que Trump disse sobre a Colômbia e por que a fala gerou alerta

Trump afirmou que a Colômbia está “muito doente” e disse que o país é governado por “um homem doente”, em referência a Gustavo Petro.

Na mesma fala, acusou o líder colombiano de “gostar de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos” e declarou que isso “não vai continuar fazendo isso por muito tempo”.

Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de uma operação militar dos EUA contra a Colômbia, Trump respondeu de forma direta: “Soa bem para mim”.

A frase elevou a temperatura do debate regional por vir logo após uma ofensiva militar em um país vizinho.

Sanções contra Gustavo Petro e o contexto citado por Trump

O material informa que, em outubro de 2025, o governo Trump aplicou sanções contra Gustavo Petro, o primeiro presidente de esquerda da Colômbia.

Esse detalhe foi lembrado no noticiário como parte do histórico recente de tensão entre Washington e Bogotá.

A fala no Air Force One reforça que a crítica à Colômbia não surge isolada, mas se encaixa em uma sequência de posicionamentos duros do republicano contra governos da região.

O que Trump falou sobre México e Cuba na mesma sequência

No mesmo contexto, Trump também criticou o governo mexicano, dizendo: “Temos que fazer alguma coisa em relação ao México. O país precisa se organizar.”

Sobre Cuba, afirmou que uma intervenção militar americana provavelmente não será necessária porque, segundo ele, o país parece estar prestes a ruir por conta própria. A frase usada foi: “Cuba está prestes a ser nocauteada.”

Caracas após a captura de Maduro e o governo interino por 90 dias

A ofensiva em Caracas ocorreu na madrugada do sábado (3) e resultou na captura de Nicolás Maduro e de Cilia Flores.

Após a deposição, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu como presidente interina da Venezuela por 90 dias, conforme decisão do Tribunal Supremo de Justiça para “garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da Nação”.

Além da decisão do Supremo, as Forças Armadas reconheceram Delcy Rodríguez no domingo (4).

O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, endossou em rede nacional a determinação de mantê-la no poder por 90 dias.

“Estamos no comando”: a fala de Trump e o tom diferente de Marco Rubio

Trump afirmou no domingo (4) que os Estados Unidos estão “no comando” da Venezuela após a captura de Maduro.

Ele disse que os EUA estão lidando com “as pessoas que acabaram de tomar posse” e evitou dizer quem está no comando em Caracas, mas, pressionado, declarou: “Isso significa que nós estamos no comando.”

No mesmo domingo (4), o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que os Estados Unidos não terão papel direto no governo cotidiano da Venezuela e se limitarão a impor uma “quarentena do petróleo” já existente.

Rubio disse que a medida será usada como instrumento de pressão para promover mudanças de política e interromper o tráfico de drogas, descrevendo esse mecanismo como o tipo de controle ao qual Trump se referia.

Maduro detido em Nova York e a agenda de Justiça e ONU

O material informa que Maduro chegou ao centro de detenção em Nova York no fim da noite de sábado (3), após ser capturado em Caracas.

Ele foi conduzido sob custódia ao escritório da Agência Antidrogas dos EUA (DEA), onde foi fichado, e um perfil oficial da Casa Branca no X divulgou imagens dele escoltado por agentes.

Também no sábado (3), a procuradora-geral Pam Bondi anunciou que Maduro será julgado pela Justiça americana em um tribunal de Nova York.

Na segunda-feira (5), o Conselho de Segurança da ONU deve se reunir por volta das 12h (horário de Brasília) para discutir a legalidade da captura.

Ainda na segunda (5), Maduro deve comparecer diante de um juiz de Nova York às 14h (horário de Brasília), no Tribunal Distrital Federal de Manhattan, diante do juiz Alvin K. Hellerstein, e Cilia Flores também deve comparecer ao tribunal com o marido.

Na sua opinião, a menção de Trump a uma operação militar contra a Colômbia é só retórica de pressão ou um sinal real de que a crise regional pode escalar já?

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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