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Tempo de leitura 5 min de leitura Comentários 17 comentários

Um kit de apenas 1,7 quilo transforma qualquer bicicleta comum em elétrica com 50 quilômetros de autonomia, tem app integrado com dados em tempo real e nasceu de uma campanha no Kickstarter que está tirando do papel o sonho de ciclistas que não podem pagar por uma e-bike nova

Publicado em 02/05/2026 às 22:56
Kit de 1,7 kg transforma bicicleta comum em elétrica com 50 km de autonomia. Campanha no Kickstarter financia o sistema para ciclistas.
Kit de 1,7 kg transforma bicicleta comum em elétrica com 50 km de autonomia. Campanha no Kickstarter financia o sistema para ciclistas.
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A empresa Cyplore apresentou em abril de 2026 um kit de conversão que transforma bicicletas comuns em elétricas. O modelo Flex pesa apenas 1,7 kg e mantém a leveza e a dirigibilidade da bicicleta original. O sistema oferece até 50 km de autonomia, quatro modos de assistência e integração com aplicativo que mostra velocidade e nível de bateria em tempo real. Há também a versão One, com roda traseira completa e motor integrado. O produto está em financiamento coletivo no Kickstarter.

A Cyplore acaba de apresentar um kit que pode mudar a forma como milhões de pessoas usam bicicleta. O sistema de conversão transforma qualquer bike comum em elétrica com até 50 quilômetros de autonomia, pesa apenas 1,7 kg no modelo Flex e foi projetado para manter a leveza, a dirigibilidade e o visual original da bicicleta. Para ciclistas que sonham com assistência elétrica mas não podem pagar por uma e-bike nova, que facilmente ultrapassa R$ 5 mil no Brasil, o kit oferece uma alternativa que promete resolver o problema por uma fração do custo.

O produto nasceu de uma campanha no Kickstarter e ainda está em fase de financiamento coletivo, o que significa que o projeto saiu do papel graças ao apoio de pessoas que acreditaram na ideia. A plataforma foi fundamental para transformar o conceito em realidade, e a Cyplore agora busca escalar a produção para atender a demanda de ciclistas do mundo inteiro. O kit está disponível em duas versões, Flex e One, que diferem na forma de instalação e na distribuição de peso.

As duas versões do kit: Flex e One

Segundo informações divulgadas pelo portal Olhar Digital, o modelo Flex é o mais leve e mantém a estrutura original da bicicleta. O motor é acoplado à roda existente, sem necessidade de substituí-la, e a bateria fica separada no quadro, o que distribui melhor o peso total de cerca de 1,7 kg. A instalação preserva a dinâmica da bike e permite que o ciclista praticamente não perceba diferença no manuseio em relação à bicicleta sem o kit.

O modelo One segue outro caminho. Ele substitui completamente a roda traseira da bicicleta por uma nova roda já equipada com o sistema elétrico integrado, o que simplifica a instalação e torna o processo mais direto. A desvantagem é que motor e demais componentes ficam concentrados na própria roda, alterando a distribuição de peso e podendo impactar a dirigibilidade em comparação ao Flex. Para quem prioriza facilidade de montagem sobre leveza, o One é a opção mais prática.

Os 50 quilômetros de autonomia e como a assistência funciona

A autonomia de até 50 quilômetros depende das condições de uso, como tipo de terreno, nível de assistência selecionado e peso do ciclista. Uma espécie de controle acoplado no guidão permite alternar entre quatro modos de assistência, manuais e adaptativos, que ajustam a potência do motor conforme a necessidade. Em subidas íngremes, a assistência máxima consome mais bateria; em terreno plano, o kit economiza e a autonomia se estende.

A assistência elétrica é ativada conforme a necessidade do ciclista, auxiliando em subidas, trajetos mais longos ou simplesmente quando o cansaço chega. O sistema não substitui a pedalada: ele complementa o esforço humano, o que significa que o ciclista continua exercitando-se enquanto recebe ajuda nos momentos mais exigentes. A sensação de pedal é preservada, e a transição entre pedalada pura e assistida é suave o suficiente para parecer natural.

O aplicativo que transforma dados da pedalada em informação útil

Outro diferencial do kit Cyplore é a integração com um aplicativo que funciona como central de controle da assistência elétrica. Por meio do app, o usuário acompanha dados da pedalada em tempo real, incluindo velocidade, nível de bateria e distância percorrida, informações que ajudam a planejar o trajeto e a gerenciar a autonomia disponível para não ficar sem carga no meio do caminho.

O aplicativo também permite que o ciclista monitore o histórico de uso, identifique padrões de consumo de bateria e ajuste os modos de assistência conforme a rotina. Para quem usa a bicicleta como meio de transporte diário, ter dados precisos sobre autonomia restante é a diferença entre chegar ao destino com assistência ou pedalar os últimos quilômetros no braço. A integração digital posiciona o kit da Cyplore entre os sistemas de conversão mais modernos do mercado.

Por que o Kickstarter e o que isso significa para quem quer comprar

A Cyplore optou por lançar o kit por meio de financiamento coletivo no Kickstarter, estratégia que indica que o projeto ainda está em fase inicial de mercado. Isso significa que o produto não está disponível para compra imediata em lojas tradicionais, e quem contribuir com a campanha receberá o kit quando a produção for concluída e os lotes forem entregues, processo que pode levar meses dependendo da logística.

Para quem considera apoiar o projeto, o financiamento coletivo oferece preços de entrada geralmente mais baixos do que o valor final de mercado. O risco é o mesmo de qualquer campanha de crowdfunding: atrasos na entrega, mudanças nas especificações ou, no pior cenário, falha no cumprimento do projeto. A Cyplore tem apresentado atualizações regulares aos apoiadores, mas é importante que o consumidor entenda que está financiando um produto em desenvolvimento, não comprando um item de prateleira.

O que o kit não faz e o que o ciclista precisa saber

O kit da Cyplore não transforma uma bicicleta comum em motocicleta. A assistência elétrica complementa a pedalada, mas não substitui o esforço humano, e a velocidade máxima assistida segue os limites que cada país estabelece para bicicletas elétricas. No Brasil, a legislação permite assistência de até 25 km/h, acima disso o motor desliga e o ciclista pedala sozinho.

Outro ponto de atenção é a compatibilidade. O modelo Flex exige que a roda existente atenda às especificações do sistema, o que significa que nem toda bicicleta é compatível sem adaptações. O One resolve essa limitação ao substituir a roda inteira, mas adiciona peso concentrado na traseira. Para quem está interessado, a recomendação é verificar no site da Cyplore se sua bike é compatível antes de apoiar a campanha no Kickstarter.

Você pagaria por um kit de 1,7 kg que transforma sua bicicleta em elétrica ou prefere comprar uma e-bike pronta? Conte nos comentários se usa bicicleta no dia a dia e se a assistência elétrica faria diferença no seu trajeto.

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Nelson
Nelson
10/05/2026 08:12

Olá tudo joia sim eu faço uso da bicicleta convencional e com certeza compraria um kit Claro desde que o preço seja acessível

Roner
Roner
05/05/2026 22:11

Sem dúvida o kit

José Lopes de Faria
José Lopes de Faria
05/05/2026 17:28

Eu compraria

Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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