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China instala em alto mar a maior turbina eólica flutuante do mundo com 252 metros de rotor e área varrida equivalente a 7 campos de futebol

Escrito por Douglas Avila
Publicado em 13/05/2026 às 12:00
Atualizado em 13/05/2026 às 12:04
Maior turbina eólica flutuante do mundo instalada pela China em maio de 2026 a 70 km da costa de Guangdong
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China Three Gorges instala em 2 de maio de 2026 a plataforma Sanxia Linghang a 70 km da costa de Yangjiang

A China instalou em alto mar a maior turbina eólica flutuante do mundo. A operação foi concluída em 2 de maio de 2026 a 70 km da costa de Yangjiang, em Guangdong.

O equipamento tem 16 MW de capacidade. O rotor tem 252 metros de diâmetro e a área varrida pelas pás equivale a 7 campos de futebol.

Segundo a OffshoreWIND.biz, a plataforma Sanxia Linghang (“Three Gorges Pilot”) opera em águas profundas. A profundidade local passa de 50 metros.

De fato, a estrutura é semi-submersível. Conforme a Wind Tech International, ela desloca 24.100 toneladas e mantém estabilidade em mar aberto.

Conforme a desenvolvedora China Three Gorges Corporation, a operação inicial vai gerar 44,65 GWh de energia por ano. Esse volume abastece 24 mil residências.

Por isso, a turbina eólica flutuante chinesa entra no Top 1 mundial. Substitui a anterior Mingyang 18 MW como referência de capacidade unitária offshore flutuante.

Maior turbina eólica flutuante do mundo instalada pela China em maio de 2026 a 70 km da costa de Guangdong
Sanxia Linghang, turbina eólica flutuante de 16 MW da China Three Gorges em Yangjiang, referência mídia chinesa

Como funciona a turbina eólica flutuante de 16 MW chinesa

A turbina eólica flutuante é diferente das estruturas fixas. Em vez de cravar pilares no fundo do mar, ela usa plataforma flutuante ancorada por cabos.

Por isso, é a única solução para águas profundas. Acima de 60 metros de profundidade, a engenharia fixa fica economicamente inviável.

A plataforma semi-submersível usada é o design preferido. Conforme a Interesting Engineering, três ou mais colunas distribuem cargas para reduzir oscilações.

Em paralelo, a torre tem altura total acima de 270 metros. A altura da ponta de pá supera prédios de 80 andares.

Conforme a Offshore Wind Industry, o transporte da turbina foi feito do Porto Tieshan em Beihai. O reboque atravessou o Estreito de Qiongzhou.

De fato, foi uma das maiores operações de transporte naval da história. O comboio levou 5 dias para chegar ao destino.

Transporte da maior turbina eólica flutuante do mundo do Porto Tieshan para Yangjiang via Estreito de Qiongzhou
Operação de reboque da Sanxia Linghang através do Estreito de Qiongzhou

Dimensões da maior turbina eólica flutuante do mundo

A escala da turbina eólica flutuante chinesa é difícil de imaginar. Cada pá tem mais de 123 metros de comprimento individual.

Conforme dados oficiais da TGS, o diâmetro do rotor é de 252 metros. A área varrida pelas pás durante uma rotação é equivalente a 7 campos de futebol americano.

Por isso, mesmo um vento médio gera muita energia. O fator de capacidade dessa classe de turbina é entre 40% e 50%.

Em paralelo, a estrutura toda pesa 24.100 toneladas. Esse peso fica distribuído pelas colunas semi-submersas que servem de boia.

  • Capacidade: 16 MW
  • Diâmetro do rotor: 252 metros
  • Altura total (tip): mais de 270 metros
  • Área varrida: equivalente a 7 campos de futebol americano
  • Peso da plataforma: 24.100 toneladas
  • Distância da costa: mais de 70 km
  • Geração anual: 44,65 GWh (24.000 residências)
  • Data instalação: 2 de maio de 2026

O que essa turbina eólica flutuante significa no contexto mundial

A China consolida liderança em eólica offshore com a turbina eólica flutuante de 16 MW. Conforme a Dialogue Earth, o país instalou metade da capacidade eólica offshore mundial em 2025.

Por isso, o setor europeu fica para trás. Alemanha e Reino Unido têm projetos similares mas em fase de licenciamento.

Em paralelo, a meta chinesa atualizada na NDC de setembro de 2025 prevê 3.600 GW de solar e eólica até 2035. É 6 vezes o nível de 2020.

Conforme análise do Centro Aeroespacial Alemão (DLR), “a China lidera em eólica offshore e a Alemanha e a UE ficam para trás”.

De fato, a turbina chinesa entrou em operação 6 meses depois que o Reino Unido instalou turbinas de 14 MW na East Anglia. O salto é direto de 14 para 16 MW.

Dessa forma, fabricantes ocidentais — Vestas, Siemens Gamesa, GE Vernova — perdem competitividade. A Mingyang e a Dongfang chinesas dominam a fronteira tecnológica.

Parque eólico offshore chinês similar à turbina eólica flutuante de 16 MW instalada em Yangjiang
Parque eólico offshore chinês no Mar da China Meridional, referência setor

Impacto para o Brasil e a Petrobras na eólica offshore

O Brasil ainda não tem nenhum projeto comercial de turbina eólica flutuante. A Petrobras estuda piloto de 18 MW em parceria com a Enauta.

Conforme a OffshoreWIND.biz, a Fugro foi contratada em abril de 2026 para estudos de geotecnia offshore brasileira.

Por isso, o Brasil corre contra o tempo. A China desenvolveu em 4 anos uma cadeia industrial completa do setor flutuante offshore.

Em paralelo, o setor de petróleo e gás brasileiro pode aproveitar o know-how acumulado. Plataformas FPSO e a infraestrutura de cabos submarinos do pré-sal são adaptáveis.

De acordo com a OffshoreWIND.biz, o Brasil aprovou diretrizes para eólica offshore em abril de 2026. O leilão de primeira fase está marcado para 2027.

Para mais sobre o setor brasileiro de energia, vale ler a cobertura do Click Petróleo e Gás sobre o mercado global de GNL.

Para outra megaobra chinesa relacionada, vale conferir a cobertura do Click Petróleo e Gás sobre frota nuclear estratégica.

Implicações ambientais e de mercado da turbina eólica flutuante

A turbina eólica flutuante chinesa evita 1,15 milhões de toneladas de CO₂eq por ano. Esse volume equivale a tirar 250 mil veículos a gasolina das ruas por 12 meses.

Por isso, o setor flutuante offshore vira aposta principal da transição energética. Estimam-se 25 bilhões de dólares em mercado global até 2031.

Em paralelo, há gargalos. Conforme análise da GlobeNewswire, navios especializados de instalação são escassos no mercado.

De fato, China, Coreia do Sul e Japão dominam a frota mundial de heavy lift offshore. Brasil e Europa pagam preços inflacionados por contratos.

Vale notar que a turbina chinesa ainda passa por testes de longa duração. Os primeiros 12 meses vão revelar a confiabilidade real em condições de tufão.

Apesar disso, o passo de hoje já mudou o mapa global do setor. China consolidou em maio de 2026 a posição de líder absoluta da eólica offshore flutuante.

Escala da turbina eólica flutuante chinesa equivalente a 7 campos de futebol em área varrida pelas pás
Comparação de escala da turbina de 252 m de rotor com 7 campos de futebol americano
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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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