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Trump não está satisfeito com o acordo internacional de energia limpa firmado entre a Califórnia e o Reino Unido; presidente dos Estados Unidos já deixou bem claro qual é o seu lado na guerra entre petróleo e fontes renováveis

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Escrito por Rannyson Moura Publicado em 17/02/2026 às 19:05 Atualizado em 17/02/2026 às 19:07
Parceria de energia limpa firmada pela Califórnia com o Reino Unido irrita Donald Trump, gera troca de ataques políticos e coloca em choque interesses ambientais e o setor de petróleo.
Parceria de energia limpa firmada pela Califórnia com o Reino Unido irrita Donald Trump, gera troca de ataques políticos e coloca em choque interesses ambientais e o setor de petróleo.
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Parceria de energia limpa firmada pela Califórnia com o Reino Unido irrita Donald Trump, gera troca de ataques políticos e coloca em choque interesses ambientais e o setor de petróleo.

Um novo acordo de energia limpa firmado entre o Reino Unido e o governo da Califórnia transformou uma cooperação ambiental em um campo de batalha político nos Estados Unidos

A assinatura, feita pelo governador Gavin Newsom com o secretário britânico de Energia, Ed Miliband, foi suficiente para provocar duras críticas do presidente Donald Trump, poucas horas depois do anúncio oficial.

Ao mesmo tempo, o episódio escancara a disputa entre modelos de desenvolvimento. De um lado, estados e governos que apostam em fontes renováveis. Do outro, uma ala que defende a exploração de petróleo e gás como motor da economia.

O que prevê o acordo de energia limpa

O pacto assinado promete ampliar a cooperação entre o Reino Unido e a Califórnia em tecnologias de energia limpa. 

Entre os principais focos estão projetos de eólica offshore e outras soluções voltadas à redução da dependência de combustíveis fósseis.

Além disso, o acordo busca abrir o mercado californiano para empresas britânicas do setor, criando novas oportunidades de negócios e investimentos. 

Com isso, Londres e Sacramento querem acelerar a transição energética e, ao mesmo tempo, fortalecer suas economias.

Ataques de Trump elevam a tensão

Pouco depois da assinatura, Donald Trump reagiu. Em entrevista ao site Politico, o presidente afirmou que era “inadequado” o Reino Unido negociar diretamente com o governador da Califórnia. 

Trump também atacou Newsom, chamando-o de “perdedor” e afirmando que “seu estado foi para o inferno e seu trabalho ambiental é um desastre”.

Essas declarações reforçam o clima de confronto. Newsom é um crítico declarado de Trump e já mencionou a possibilidade de disputar a presidência em 2028. 

Assim, o debate sobre energia limpa acaba misturado com ambições políticas.

A resposta do governo da Califórnia

A reação de Newsom não demorou. Um porta-voz do governador disparou contra Trump em um e-mail. 

“Donald Trump está de joelhos para o carvão e as grandes petrolíferas, vendendo o futuro dos Estados Unidos para a China”, afirmou. “O governador Newsom continuará a liderar na sua ausência. Líderes estrangeiros estão rejeitando Trump e escolhendo a visão da Califórnia para o futuro.”

Com isso, o governo californiano tenta se apresentar como referência mundial em energia limpa, mesmo enfrentando resistência dentro do próprio país.

Enquanto critica o acordo, Trump segue um caminho oposto. Recentemente, ele convidou empresas de petróleo e gás a indicar áreas no sul e no centro da Califórnia para possíveis concessões de exploração offshore já no próximo ano.

A proposta foi duramente criticada por Newsom e por grupos ambientais, que veem risco direto aos ecossistemas marinhos. Para esses críticos, ampliar a produção de petróleo vai na contramão de qualquer estratégia séria de energia limpa.

O conflito também reflete um embate institucional. Em janeiro, Newsom foi impedido de discursar dentro do local oficial dos Estados Unidos no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Segundo ele, a decisão partiu da Casa Branca.

Desde então, a tensão só aumentou, e o acordo com o Reino Unido virou mais um capítulo dessa guerra política travada em torno do futuro da energia limpa.

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Rannyson Moura

Graduado em Publicidade e Propaganda pela UERN; mestre em Comunicação Social pela UFMG e doutorando em Estudos de Linguagens pelo CEFET-MG. Atua como redator freelancer desde 2019, com textos publicados em sites como Baixaki, MinhaSérie e Letras.mus.br. Academicamente, tem trabalhos publicados em livros e apresentados em eventos da área. Entre os temas de pesquisa, destaca-se o interesse pelo mercado editorial a partir de um olhar que considera diferentes marcadores sociais.

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