A implantação de usinas de energia eólica no Rio Grande do Sul tem contribuindo para manter a predominância das fontes renováveis na matriz elétrica do Brasil
Considerado um estado promissior para o desenvolvimento de energia limpa, o Rio Grande do Sul tem atraído cada vez mais investimentos para a realização de projetos nesse setor, alguns ainda inéditos no Brasil, com a geração de energia eólica offshore. Recentemente, foi anunciado que a cidade de Capão da Canoa (RS) irá construir parque eólico offshore a 7 quilômetros da costa.
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A empresa Omega Geração também anunciou que está ampliando seu portfólio de investimentos e atuação no mercado de energia eólica e foi autorizada, sem restrições, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para adquirir parques eólicos no RS.
O negócio de 1,5 bilhão de reais envolveu a compra da totalidade de participação da Eletrobras no parque de energia eólica Santa Vitória do Palmar, situado no Rio Grande do Sul, além de outros empreendimentos que somam 583 megawatts de capacidade instalada.
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A característica continental do Brasil e a sua localização geográfica são pontos de apoio importantes para o aproveitamento da energia eólica a partir de regimes de ventos apropriados. Por outro lado, com essa fonte é intermitente e, portanto, não controlável, suprir a demanda em todos os momentos não é uma questão fácil.
No entanto, exemplos como a ampliação da transmissão, o armazenamento de energia, a gestão de carga, a mudança de operação das atuais usinas e a flexibilização da carga surgem para auxiliar a inserção dessa fonte alternativa.
Portanto, a implantação de usinas de energia eólica no Rio Grande do Sul, assim como em outros estados do Brasil, tem contribuindo para manter a predominância das fontes renováveis na matriz elétrica do país pelos próximos anos, uma vez que o processo de transição energética e descarbonização está cada vez mais consolidado.
