Início Revolution, empresa de transformação de veículos, vai inaugurar a sua terceira fábrica no Brasil ainda este ano

Revolution, empresa de transformação de veículos, vai inaugurar a sua terceira fábrica no Brasil ainda este ano

17 de maio de 2022 às 12:08
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Montagem de veículos no Brasil – imagem: Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores

A Revolution está se expandindo significativamente e para seguir este crescimento inaugurou uma fábrica em fevereiro e já está planejando a construção de uma terceira unidade ainda este ano.

A Revolution, empresa adquirida pelo fundo de investimento americano Aetreum em 2021 e vista como uma extensão das montadoras por atuar com adaptação e transformação de veículos, inaugurou em fevereiro a segunda fábrica em Tatuí (SP) e já planeja iniciar a construção da terceira unidade no fim deste ano. Outro projeto para o próximo ano é atuar na transformação de veículos movidos a gasolina em elétricos. Atualmente, a empresa transforma veículos tradicionais em viaturas policiais, em ambulâncias e carros de bombeiro. O serviço é direcionado a veículos especiais de órgãos públicos, nicho que deve render R$ 800 milhões este ano.

Revolution está desenvolvendo novas tecnologias com foco no mercado automotivo

Desse total de R$ 800 milhões, apenas a empresa de transformação de veículos deve obter 65%, estima o presidente da Revolution, Flávio Almada. O executivo também afirma que a empresa é a maior da América Latina e além de empresa de engenharia, a Revolution desconstrói veículos para reconstruí-los de acordo com a demanda do cliente.

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São retirados itens como parte elétrica, a estrutura é mexida e os chicotes também são removidos, tendo em vista que carros de bombeiro e ambulâncias devem possuir uma estrutura reforçada. Além da transformação de veículos de quatro ou mais rodas. a empresa também atua com motos que operam em serviços como o de policiamento e está desenvolvendo uma tecnologia de proteção balística para esses veículos.

A associação das montadoras, Anfavea, não possui dados sobre a importância desse mercado para o setor. A Toyota conta com duas empresas homologadas para suprir as demandas de customização para licitações vencidas pela marca. A companhia afirma que o público está à procura de soluções que entregam uma maior robustez e confiabilidade. A representatividade do setor de transformação de veículos é essencial nos negócios, mas não são revelados números.

Revolution estima crescimento após instalação da nova fábrica

O diretor da empresa estima um mercado de 80 mil veículos transformados em suas fábricas para este ano, o que equivale a um crescimento de 18% em comparação com o último ano e grande parte desse total devem ser SUVs e Vans para o uso da polícia, setor que ficou representado nos últimos dois anos, quando a demanda foi maior por ambulâncias devido à pandemia. Vale ressaltar que o grupo chegou ao Brasil há seis anos e está sediado em Sorocaba (SP).

A terceira fábrica da Revolution será responsável por produzir peças e sistemas de sinalizadores que, por hora, são comprados de outras empresas, ao lado da unidade de Tatuí. A empresa gera vagas de empregos para 700 pessoas atualmente que, em sua grande parte, são engenheiros.

Faturamento mensal da empresa sai de R$ 7 milhões para R$ 57 milhões

Desde sua venda, a empresa, que pertencia à multinacional americana Rev, teve uma grande expansão em sua produção, saindo de 400 para 2 mil unidades mensais. O faturamento da Revolution passou de R$ 7 milhões para até R$ 52 milhões.

A empresa é homologada por grande parte das montadoras. São elas que participam das licitações e repassam a tarefa para a responsável pela transformação de veículos. De acordo com o diretor da empresa, há no máximo quatro empresas no país especializadas no atendimento exclusivo a órgãos públicos. Os pedidos são constantes devido à necessidade de renovação das frotas, entretanto, em anos de eleição esse número aumenta. 

De acordo com o diretor comercial, Edson Oliveira, a empresa é uma extensão da montadora e necessita ter experiência para que sejam feitas adaptações, inclusive com altos investimentos em engenharia. A empresa atua junto à montadora, que testa e aprova projetos e emite certificados ao Denatran.

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