Raízen, a gigante produtora de etanol do Brasil, quer construir três usinas com produção de 300 milhões de litros adicionais de álcool de segunda geração
Raízen a gigante global produtora de etanol em conjunto com a Shell, pretende construir mais três usinas de etanol celulósico — ou de segunda geração. A boa notícia foi anunciada pelo empresário Rubens Ometto, da Cosan, na última segunda (15/03) em Live do Valor. Procurando emprego? Currículo e carteira de trabalho em mãos para concorrer as 322 vagas de emprego abertas ontem (16/03) para trabalhar em atividades de manutenção
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O etanol celulósico é feito a partir do bagaço e da palha da cana. Em Piracicaba (SP), o grupo já possui uma usina produtora desse tipo de combustível, que, de acordo com o empresário, tem sua demanda internacional aquecida em razão do sequestro de carbono gerado.
“Queremos fazer três usinas desse tamanho, com produção de 300 milhões de litros adicionais de álcool de segunda geração”, revelou Ometto. “Empresas como Shell, Exxon-Mobil, Total, todas elas têm o maior interesse em adquirir esse etanol dado o sequestro de carbono que ele tem.”
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A tecnologia para a produção de etanol celulósico surgiu a partir de uma parceria entre a Shell e a canadense logen, especializada em biotecnologia. Na safra passada (2019/20), a unidade de Piracicaba produziu 226 litros de etanol para cada tonelada de biomassa seca.
Raízen, produtora mundial em açúcar e etanol, tem aval do Cade para comprar usina da Biosev por 3,6 bilhões de reais e mais um montante em ações
A Raízen, a gigante produtora mundial em açúcar e etanol de cana-de-açúcar, tem autorização do órgão brasileiro de defesa da concorrência para a aquisição de 9 usinas da Biosev, uma transação anunciada pelas empresas em 08/02, que envolverá pagamento de 3,6 bilhões de reais e ações.
De acordo com a Raízen, a compra contempla nove usinas de açucar e etanol estrategicamente localizadas (seis no Estado de São Paulo, duas no Mato Grosso do Sul e uma em Minas Gerais), representando uma capacidade instalada de moagem de até 32 milhões de toneladas de cana. A operação inclui também cogeração de energia, com capacidade de exportação de até 1.3 GWh de energia elétrica/ano, e uma área de 280 mil hectares de cana plantada.
Com a integração, a Raízen, uma joint venture da Cosan e da Shell, passará a contar com um total de 35 usinas produtoras de etanol, totalizando uma capacidade instalada de moagem de 105 milhões de toneladas de cana e cerca de 1,3 milhão de hectares de cultivos, o equivalente a 15% da área plantada brasileira.
Posicionada de forma competitiva no mercado, com eficiência operacional e disciplina financeira, a gigante produtora de etanol informa que a operação segue à risca os princípios de disciplina de capital e não impactará a alavancagem da empresa, preservando o perfil de crédito da companhia, que hoje é “grau de investimento” pelas três maiores agências de rating globais.

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