Acaba de partir em uma viagem de aproximadamente 5.630 km no Oceano Atlântico o navio autônomo MayFlower, que pertence a International Business Machines (IBM) e ProMare.
Viagem em um navio sem nenhum tripulante ou passageiro a bordo? Sim! O MayFlower autônomo, da IBM, promete fazer uma viagem de mais de 5 mil quilômetros no Oceano Atlântico, em comemoração aos 400 anos da viagem do Navio original.
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O navio da IBM saiu da cidade de Plymouth, no sudoeste do Reino Unido, em uma viagem que irá durar cerca de três semanas. O Navio fará, durante a viagem, uma série de experimentos, coletando amostras de resíduos plásticos e dados sobre a vida marinha do Oceano Atlântico.
O MayFlower foi projetado pela ProMare, empresa que atua com pesquisas oceânicas sem fins lucrativos, em parceria com a IBM, que desenvolveu o software que é responsável pelo controle do navio.
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A viagem do navio no Oceano Atlântico faz parte da comemoração de 400 anos da jornada do Mayflower original, que transportou os “Peregrinos” britânicos para estabelecer suas colônias no “Novo Mundo”. Segundo os desenvolvedores da IBM, o Software, chamado de MAS (MayFlower Autonomous Ship), foi criado para demonstrar o avanço tecnológico da navegação através dos tempos, desde a época das Grandes Navegações até os dias atuais.
Entenda as principais diferenças do MayFlower antigo para o atual
O Navio original zarpou, em 1620, e possuía três mastros de cerca de 30 metros, com velas de lona. Ele tinha capacidade de transportar cerca de 132 pessoas e chegava a uma velocidade média de 6 km/h.
A travessia original no Oceano Atlântico foi de Plymouth a Cape Cod, localizada em Massachusetts, o que demorou aproximadamente dois meses. Já o Mayflower atual é feito com um composto de alumínio e conta com um painel de energia solar fotovoltaico de 15m e um gerador a diesel de reserva para alimentar as baterias. O navio da IBM é capaz de atingir uma velocidade de 20 km/h.
Ele é controlado por uma Inteligência Artificial e recebe informações de 6 câmeras e 50 sensores. Ele partiu de Plymouth para as ilhas de Scilly, nesta terça (15), e entrou no Oceano Atlântico na quarta (16).
Diretor do Projeto do navio autônomo se pronuncia
Brett Phaneuf, diretor do projeto, diz se sentir “incrivelmente nervoso” e que essa sensação só passará dentro de três semanas, quando o navio da IBM chegar ao seu destino final. Ele acredita que todos da sua equipe estão sentindo a mesma sensação. Ninguém nunca terminou esse tipo de viagem, mas o tempo está ótimo para isso. Ele ressalta que a viagem pode ser acompanhada pelo site do projeto.


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